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    26-07-2012

    Reprovação

    Em 7 anos da aplicação do Exame do Cremesp, índice de reprovação preocupa

    Em sete anos de aplicação das provas aos recém-graduados, foram reprovados 46,7% dos candidatos


    De 4.821 estudantes que participaram do Exame do Cremesp entre  2005 e 2011, 2.250 não foram aprovados, uma taxa de reprovação correspondente a 46,7%. Ou seja, entre todos os formandos que estavam prestes a entrar no mercado – e que fizeram as provas —, quase a metade foi considerada despreparada para o exercício da profissão, segundo critérios mínimos estabelecidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.

    O Exame do Cremesp, opcional até 2011, avalia o desempenho dos  formandos das escoas médicas do Estado de São  Paulo. Sob supervisão do Cremesp em todas as etapas, o exame é  aplicado pela Fundação Carlos Chagas, instituição com grande  experiência em concursos.

    O Cremesp estabeleceu como nota de corte para a aprovação o  acerto de 60% das perguntas. Em todos os anos, as provas foram  constituídas de 120 questões distribuídas por nove áreas básicas do  conhecimento médico. Por esse critério, foram aprovados os estudantes que acertaram um mínimo de 72 questões.

    O exame de 2011, o mais recente da série de sete anos consecutivos, foi realizado em outubro passado. Dos 418 estudantes  que participaram, 191 deles – ou 46,0% do total – acertaram menos  que 72 questões. Significa, pelos critérios do Cremesp, que não  estão preparados para o exercício da profissão.


    Em quatro dos sete anos de exames, mais da metade dos estudantes foram reprovados. Em 2008, apenas 39% dos 730 alunos  participantes acertaram o mínimo de 72 questões. Em 2009 e 2007,  a porcentagem de aprovados foi de 44%. Os melhores resultados,  com 62% e 68% de aprovação, foram obtidos em 2005 e 2006, anos  em que o exame ainda estava em fase experimental. Nos últimos cinco anos, a média de aprovação foi sempre menor que 60%. Essa tendência consistente é considerada pelo Cremesp como  insatisfatória e preocupante.


    O resultado do Exame do Cremesp demonstra, de forma persistente, sérias deficiências no ensino médico no Estado de São Paulo. É importante considerar que a situação pode ser pior. Devido ao caráter opcional do exame, em tese os alunos mais preparados podem demonstrar maior interesse em participar da avaliação.


    Por seu caráter voluntário, e a consequente irregularidade na  participação das escolas, a distribuição dos participantes não foi  homogênea entre os cursos. O número reduzido de alunos de  diversas escolas não permite avaliar o desempenho individual das  instituições. Não é possível, portanto, estabelecer um  ranking de desempenho das escolas. A recusa dos estudantes permite deduzir que as notas seriam ainda mais preocupantes se  houvesse maior participação. Alunos e instituições que não se  sentem preparados, tendem a não se expor diante de exames que  não são obrigatórios. Um dos objetivos do Exame obrigatório a partir  de 2012 é justamente diminuir essa distorção e permitir uma  avaliação mais ampla e aprofundada do ensino médico em São  Paulo.

    O Exame do Cremesp, agora obrigatório, sedimenta uma posição  histórica do Conselho de São Paulo que sempre apoiou e participou  das várias experiências de avaliação dos cursos e dos seus egressos.  Na década de 1990, por exemplo, esteve à frente do Projeto Cinaem  – Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação do Ensino  Médico. Mais recentemente, tem apoiado as medidas do MEC de  diminuição do número de vagas, diante dos fracos resultados de escolas médicas no Exame Nacional de Desempenho de  Estudantes, Enade. O Cremesp defende a instituição de um Exame Nacional de Habilitação, o que depende de aprovação de lei pelo Congresso Nacional.


    Veja, na íntegra:

    Obrigatoriedade do Exame do Cremesp


    Tags: Exame do Cremespavaliaçãoformandosobrigatoriedade.

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