CAPA
PONTO DE PARTIDA (pág. 1)
Dia do Médico: entidades se mobilizaram pela valorização da profissão
ENTREVISTA (pág. 4)
Acompanhe uma conversa informal com o artista plástico Guto Lacaz
SUSTENTABILIDADE (pág. 9)
Vem aí a nova Carteira de Identidade profissional em policarbonato, digital
CRÔNICA (pág. 11)
Texto de Tutty Vasques*, colunista do jornal O Estado de São Paulo
SINTONIA (pág. 13)
Séries exageram no conteúdo e na exposição, de médicos e pacientes
COM A PALAVRA (pág. 14)
Se você ainda não leu, veja o que está perdendo...
CONJUNTURA (pág. 18)
Para a secretária-geral da CNRM é preciso revisar os programas de ingresso na RM
DEBATE (pág. 22)
Psiquiatras avaliam o atendimento aos pacientes infratores
GIRAMUNDO (págs. 28/29)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade
PONTO COM (pág. 30)
Acompanhe as novidades que agitam o mundo digital
EM FOCO (pág. 32)
O compositor e pianista alemão sob a perspectiva da psiquiatria forense
GOURMET (pág. 35)
Dolma: dicas para a preparação de um prato tradicional da Armênia
CULTURA (pág. 36)
O acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo
TURISMO (pág. 42)
Muito além de suas famosas muralhas...
LIVRO DE CABECEIRA (pág. 47)
O vice-presidente da Casa recomenda: Steven Pinker
POESIA( pág. 48)
Roberto Perche: radiologista, poeta, escritor e contista
GALERIA DE FOTOS
GIRAMUNDO (págs. 28/29)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade
Homeless guiam turistas
O projeto inglês Unseen Tours, da ONG Sock Mob Events de ajuda a moradores de rua, treinou por três meses um grupo de pessoas para atuar como guias turísticos em Londres. Além de passeios por tradicionais pontos turísticos da capital inglesa, como o rio Tâmisa, o Palácio de Buckinghan e o Big Ben, os guias levam os turistas a conhecer a vida dos sem-tetos e outros locais de cunho social. Como vivem na rua, sob pontes e em estações de metrô, eles são uma espécie de experts urbanos.
Para os organizadores, a iniciativa resgata a dignidade dos homeless sem paternalizar – pelo emprego estável que possibilita pagamento de moradia e alimentação –, além de abrir a mente dos turistas, que conhecem a “outra cidade” que subsiste invisível a quem não quer vê-la. A ONG pretende capacitar mais guias até os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
Fonte: http://www.sockmobevents.org.uk/guides
Pirataria sob mira
A partir de janeiro de 2011, as instituições de saúde e indústrias farmacêuticas passam a ser obrigadas a rastrear medicamentos, do início da cadeia produtiva ao consumidor final, conforme prevê a Lei 11.903, de 2009. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a falsificação de medicamentos chega a 10% do total comercializado no mundo. Há grande expectativa em torno da lei, já que o rastreamento possibilita maior segurança sobre o que os pacientes compram nas farmácias.
Do submundo das minas 1
O mundo acompanhou a saga dos 33 mineiros que ficaram 69 dias presos em uma mina de cobre e ouro a 700 metros de profundidade, na cidade chilena de Copiapó. Desde que a estrutura da mina cedeu até serem resgatados, os trabalhadores enfrentaram um sufocante calor de quase 40 graus, racionamento de comida, precárias condições de higiene e o permanente temor de abalos sísmicos, comuns no Chile. O sucesso da operação deveu-se à organização e ao sangue-frio dos confinados e ao empenho e profissionalismo das equipes de resgate, que perfuraram quase um quilômetro de rocha para abrir uma ínfima rota de fuga, da qual os 33 homens foram retirados, um a um, por meio de uma cápsula.
Do submundo das minas 2
Em pleno século 21, as minas continuam sendo um dos ambientes de trabalho mais inseguros do planeta. As mortes por acidentes são frequentes na atividade, além de muitas ocorrências de ferimentos graves e danos permanentes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o setor de mineração emprega 1% da força de trabalho mundial e representa 8% de todos os acidentes fatais. Produtora de 35% do carvão mundial, a China é responsável por 80% das mortes ocorridas nesse segmento de mineração.
Nobel fecundo
O Prêmio Nobel de Medicina de 2010 foi para o fisiologista britânico Robert Geoffrey Edwards, de 85 anos, criador da técnica da fertilização in vitro. De acordo com Comitê do Nobel, baseado na Suécia, a descoberta possibilitou o tratamento da esterilidade, que afeta mais de 10% dos casais do mundo.
Edwards iniciou suas pesquisas na década de 50 e anunciou o primeiro “bebê de proveta”, em 1978. Desde então, cerca de 1 milhão de bebês já nasceram das técnicas de fertilização in vitro, que foram aprimoradas ao longo de 32 anos. Louise Joy Brown, o primeiro “bebê de proveta”, é hoje balzaquiana.
Duas horas e 42 minutos
Moradores de São Paulo gastam, em média, duas horas e 42 minutos por dia com deslocamentos para realizar atividades cotidianas. Uma pesquisa, divulgada em setembro pelo Movimento Nossa São Paulo e pelo Ibope, ouviu 805 moradores da capital, dos quais 68% consideram a situação do trânsito péssima ou ruim. Numa escala de 1 a 10, o item trânsito teve nota 3,3. Considerando os 250 dias úteis do ano, o paulistano passará 25 dias e 5 horas no trânsito até o final de 2010.
Nova logomarca
Atendendo à padronização da logomarca sugerida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) a todos os Conselhos Regionais, o Cremesp já exibe o novo logotipo na home page de seu site, publicações e materiais impressos. A nova identidade visual, com linhas e cores mais suaves, caracterizando a simbologia da prática médica, será adotada gradual¬mente pelos Conselhos Regionais de Medicina do país. Essa inovação pretende incentivar uma maior interação dos Conselhos Regionais com os médicos, pacientes e a sociedade em geral.
China X Nobel da Paz
O Prêmio Nobel da Paz de 2010 mantém a vocação estratégica de colocar sob os holofotes autoridades como as do governo da China, de regime partidário único e perseguição a dissidentes. Seu ganhador, o ativista e professor chinês Liu Xiaobo não poderá receber pessoalmente o prêmio de cerca de R$ 2,7 milhões, porque está preso desde 2008 – condenado a 11 anos de prisão por assinar um manifesto em defesa da liberdade de expressão e de eleições multipartidárias no país.
O crime de Liu foi assinar a Carta 8 com seguinte teor: “Devemos tornar universal a liberdade de expressão e de imprensa, garantindo que os cidadãos possam ser informados e exercer os seus direitos de supervisão política (...) Devemos acabar com a prática de encarar as palavras como crimes”.