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15-03-2013 |
Médicos & Imprensa |
Entidades médicas discutem relação de parceria com os meios de comunicação quando o tema é saúde |
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Os brasileiros sabem que os planos de saúde são caros, remuneram mal os médicos e prestam um serviço ruim. Essas informações foram amplamente divulgadas pela imprensa a partir de diversos contatos com as entidades médicas. Foi para debater essa relação médico-imprensa que o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) promoveu o debate Saúde – a imprensa e os médicos, envolvendo representantes das entidades médicas, do poder público e da imprensa neste dia 8 de março, em sua sede, na capital. Na mesa em que se debateu Notícias e Poder Público, a jornalista da rádio Jovem Pan e coordenadora da campanha Jovem Pan pela vida contra as drogas, Izilda Alves, apontou algumas dificuldades de acesso a fontes das secretarias de saúde do governo estadual e municipal de São Paulo, assim como por parte de alguns médicos em se pronunciarem sobre alguns assuntos sem esbarrarem em infrações ao Código de Ética Médica. Por sua vez, Françoso comentou que o Código de Ética não amarra o médico sobre citações responsáveis, “mas coloca limites ao excesso de irresponsabilidade dos profissionais que não têm compromisso com as atividades médicas, mas com a propaganda própria e desmensurada, usando de facilitadores para se colocar no palanque”, disse. “Podemos cometer excesso de omissão, mas também às vezes a imprensa devota muita ênfase em focos específicos e muitos formam a opinião pública antes de informar”, criticou Cid Carvalhaes, presidente do Simesp. Diálogo Françoso falou sobre o impacto que as notícias têm sobre a opinião pública e ressaltou o compromisso que o jornalismo deve ter com a verdade para evitar casos de injustiças, como em episódio de erros médicos, por exemplo. "Não temos que temer o jornalismo, temos que evitar o que é mal intencionado. Precisamos lutar pelas notícias de qualidade, que formam e informam a sociedade." Também estiveram presentes nesses dois debates, Josélia Lima Nunes, 2ª secretária do Conselho de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), e Antonio Carlos da Cruz Júnior, secretário de Formação Sindical e Sindicalização do Simesp. Texto: Nara Damante |






