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    22-01-2013

    Nota

    CFM reitera posição defendida em parecer sobre disponibilidade obstétrica e acompanhamento de parto

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) reiterou a posição expressa em seu Parecer 39/2012, que define critérios para a chamada disponibilidade obstétrica. Em nota, o CFM afirma que o documento não autoriza ou orienta o médico a fazer cobrança de taxa extra para acompanhar a realização de parto. Segundo a entidade, a orientação dada tem sofrido distorções por parte de alguns gestores e operadoras de planos de saúde.

    “Inclusive, entende-se que a nota divulgada à sociedade pela ANS, em 16 de janeiro, não se contrapõe ao parecer do CFM 39/2012, solicitando apenas alguns esclarecimentos que serão providenciados e remetidos em breve”. Segundo o Conselho,  os médicos não querem penalizar ou criar problemas para as gestantes. O que se buscou com o parecer foi criar mecanismos que viabilizam o bom atendimento, com foco no equilíbrio das relações entre as operadoras e os médicos e a garantia de cobertura pelas empresas às gestantes.
    Confira abaixo a íntegra da nota do CFM:

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    Tendo em vista distorções no entendimento sobre o parecer 39/2012 (que trata da disponibilidade obstétrica e acompanhamento do parto) expressas por gestores e operadoras da saúde suplementar, o Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público esclarecer os seguintes pontos:

    1) O parecer do CFM responde questionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que registrou casos de gestantes (usuárias de planos de saúde) que pagavam a obstetras credenciados, que as acompanhavam no pré-natal, valores extras para que o parto fosse realizado por eles. Em síntese, a dúvida encaminhada foi: este acerto é ético ou não?
     
    2) O mérito do parecer foi definir que o honorário do médico deve ter origem em apenas uma fonte, ou seja, não pode ser custeado em parte pelo plano de saúde e em parte pela paciente. Se isso ocorre, não há dupla cobrança ou pagamento extra, este acordo não é antiético;
     
    3) Se houver interesse da mulher em ter o pré-natalista como responsável também pelo parto, ambos poderão fixar valor para que a disponibilidade obstétrica aconteça fora do plano de saúde. O pagamento gerará recibo que poderá ser usado em pedido de ressarcimento junto às operadoras ou ao imposto de renda;
     
    4) Pelo parecer, a mulher que não optar por esse acompanhamento presencial poderá fazer todo o seu pré-natal com um médico (vinculado ao plano) e realizar o parto com profissional disponibilizado em hospital de referência indicado também pela operadora.
     
    5) O parecer do CFM cumpre papel orientador ao indicar comportamentos éticos para evitar transtornos futuros. Sabiamente, o texto libera médicos e pacientes para tomarem suas decisões, valorizando suas autonomias;
     
    6) Inclusive, entende-se que a nota divulgada à sociedade pela ANS, em 16 de janeiro, não se contrapõe ao parecer do CFM 39/2012, solicitando apenas alguns esclarecimentos que serão providenciados e remetidos em breve;
     
    7) O tema, que tem sido amplamente debatido, deve ser analisado de forma conjunta pelos diversos segmentos envolvidos para assegurar o cumprimento de todos os aspectos legais e a definição de valores justos pela disponibilidade obstétrica do médico (a ser paga pelas operadoras);
     
    8) Vale ressaltar que Levantamento da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp) revela que, no Estado, operadoras de plano de saúde pagam ao médico, em média, R$ 353,00 pela realização de um parto. De 44 planos, 20 pagam de R$ 160,00 a R$ 300,00 pelo procedimento; outros 21, de R$ 304,00 a R$ 480,00; dois de R$ 528,00 a R$ 660,00; e apenas um o valor de R$ 1.181,40.
     
    Estes tópicos, entre outros, nos levam a recomendar atenção redobrada. Os médicos – por meio de suas entidades de representação – de forma alguma pretendem penalizar ou criar problemas às gestantes. Pelo contrário, se busca oferecer mecanismos que viabilizam o bom atendimento e evitem que interesses específicos desviem o foco dos aspectos centrais deste debate: o equilíbrio nas relações entre estas empresas e os médicos e a garantia de cobertura pelas operadoras às gestantes.

    Fonte: CFM

    Tags: CFMobstetríciadisponibilidadepartoconvênios.

    Veja os comentários desta matéria


    Sei que já é um pouco antiga esta postagem, mas estava pesquisando e resolvi deixar minha opinião já que passei por isso! Gosto muito do meu ginecologista que por sinal é obstetra, porém ele cobrou 3 mil, pago pelo meu plano e pensei: vou pagar pelo médico? Optei por fazer com o plantonista. O que aconteceu é que meu bebê estava sentado, e por isso precisou fazer uma cesariana. Mesmo sendo uma maternidade conceituada em SP tive muito estresse! Concordo que o valor repassado aos médicos pelos planos é ridículo, poderiam sim dar um pagamento justo, afinal eles estudam muito pra isso. Mas. cobrarem este valor acho muito, uma vez que já pagamos pelo plano! Se não tem jeito, a cobrança da taxa pelo menos poderia ser tabelada com um valor menor. O que passei não desejo a ninguém. Fiquei com muita raiva e nervosa no dia que deveria ser especial. Se fosse com o meu médico, eu não passaria por aquilo. Espero que haja solução para o problema.
    Carla
    A questão é que fazer o parto com o plantonista do hospital tira o direito da gestante de escolher se quer fazer parto normal ou cesárea. Ao optar por não pagar os 3 mil reais pelo parto que minha obstetra está cobrando, entrei em contato com hospitais de referência em São Paulo e todos eles informaram que os plantonistas estão lá para fazer partos emergênciais e nos casos que o médico não teve tempo de aparecer. Se for necessária uma cesárea, a gestante não consegue fazer o parto com o plantonista. Ainda que a intenção não seja prejudicar as gestantes, na realidade a cobrança de taxa extra está SIM as prejudicando. Concordo que os planos de saúde devam remunerar melhor os médicos, mas essa briga tem que ser entre o plano e o médico. Os pacientes, consumidores, não deveriam ser penalizados. Sou gestante e já fui em mais de 5 médicas do plano de saúde e todos estão cobrando a média de 3 mil pelo parto, ou seja, vou ter que me virar para pagar para garantir a saúde da minha bebê.
    Renata

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