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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)
Mauro Gomes Aranha de Lima - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 4)
Paulo Saldiva


CRÔNICA (pág. 10)
Mario Prata


CONJUNTURA (pág. 12)
Aids: novos e velhos desafios


DEBATE (pág. 16)
O teto dos gastos públicos é realmente necessário?


HISTÓRIA DA MEDICINA (Pág. 23)
O outro lado das guerras


SINTONIA (pág. 26)
A sétima arte e humanização da Medicina


GIRAMUNDO (Pág. 30 e 31)
Avanços da ciência


PONTO COM (Pág. 32 e 33)
Mundo digital & tecnologia científica


HOBBY DE MÉDICO (págs. 34 a 37)
Adolfo Leirner


CULTURA (págs. 38 a 41)
Osesp


GOURMET (Pág. 42)
Edmund Baracat


CARTAS & NOTAS (pág. 46)
Espaço dos leitores


FOTOPOESIA (pág. 48)
Carlos Drummund de Andrade


GALERIA DE FOTOS


Edição 78 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2017

CULTURA (págs. 38 a 41)

Osesp

“A música é uma reserva de humanidade e esperança”

Aglaé Silvestre*

 

 

Um som no ar, abrigo na hora mais incerta

E o coração nem sabe a quem agradecer,

Na agonia, quem me mostra essa janela aberta

E assim, tão leve, me leva pr’outro mundo –

Um outro mundo, maior e melhor.

Franz Schubert/Franz von Schober,

An Die Musik (1817)

Versão de Arthur Nestrovski, Sopro Só (2005)

 

Os versos de Franz von Schober, antologicamente musicados por Schubert há exatos 200 anos, são moto para a abertura da Temporada Osesp 2017 – Mundo Maior, na versão do diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Arthur Nestrovski, que anuncia: “Um outro mundo, maior e melhor. Talvez não exista, afinal, esse mundo maior e melhor fora da própria música; mas talvez não haja função mais alta para ela do que se manter como é, uma reserva de humanidade e esperança, contra tudo o que conspira para fazer nosso mundo menor. Implícita ou explicitamente, a música assume sempre papel de resistência, concretizada a cada concerto, dia após dia, ano após ano”.

Recentemente aclamada em três grandes festivais de música da Europa, sob a batuta da regente e diretora musical Marin Alsop, a Osesp é considerada uma das maiores referências da música sinfônica no Estado de São Paulo e na América Latina. “Não foram pequenas as dificuldades para se chegar até aqui, nesses tempos que parecem mesmo um pouco mais difíceis do que outros; mas o resultado nos deixa confiante de que a nova temporada tem tudo para ser uma das mais memoráveis”, escreveu o diretor.

Mas conhecer a orquestra vai muito além do que apenas acompanhar a temporada de concertos. Com programação de altíssimo nível e artistas de primeira linha – da música erudita nacional e internacional –, além de se equiparar às temporadas mais prestigiadas do mundo, a Osesp tem contribuído enormemente para a formação de cantores, instrumentistas e regentes, além de difundir a música sinfônica de qualidade.

Em seus mais de 60 anos de trajetória, a Osesp tem buscado estreitar sua relação com a música brasileira e, ao mesmo tempo, consolidar sua atuação internacional. Isso se reflete nas atividades que vem desenvolvendo, entre as quais se destacam a edição de partituras e gravação de obras de grandes compositores brasileiros, as turnês pelo exterior e apresentações pelas capitais do Brasil, os projetos para formação e ampliação de plateias e o trabalho de formação de novos músicos e instrumentistas.

Sala São Paulo

Conhecer a Osesp é também usufruir da relevância histórica e da beleza da Sala São Paulo (veja box na pág. ao lado), sede da orquestra, um dos marcos arquitetônicos da capital paulista, considerada pelo jornal The Guardian uma das dez melhores salas de concerto do mundo, por sua arquitetura e acústica perfeita.


Sala São Paulo: reconhecida como uma das dez melhores do mundo

À excelência artística da Osesp e à qualidade de sua sala de concertos, soma-se uma gestão que tem permitido à orquestra ser fonte de admiração e orgulho para seu público, que, a cada nova temporada, lota os auditórios em suas apresentações. Para além delas, os concertos da Osesp são regularmente transmitidos pela Rádio e TV Cultura. E as transmissões também acontecem ao vivo, pela internet, no site e nas redes sociais da orquestra (Facebook e Youtube).

Regente titular da Osesp desde 2012, a nova-iorquina Marin Alsop foi a primeira mulher a ser premiada com o Koussevitzky Conducting Prize, do Tanglewood Music Center, no qual foi aluna de Leonard Bernstein. Formada pela Universidade de Yale, é diretora musical da Sinfônica de Baltimore desde 2007. Como regente convidada, apresenta-se regularmente com a Filarmônica de Nova York, a Orquestra de Filadélfia, a Sinfônica de Londres e a Filarmônica de Los Angeles, entre outras. “A música possui a capacidade de trazer esperança e otimismo e, nesta temporada, evocaremos esses sentimentos com a Sétima de Shostakovich, o War Requiem, de Britten; Uma Vida de Herói, de Richard Strauss; e Berceuse Héroïque, de Debussy”, adianta Alsop.

Academia de música

Cerca de 120 músicos instrumentistas integram a orquestra, cujo recrutamento tem alcance internacional. Após o cumprimento de várias etapas, a seleção culmina em apresentações presenciais perante uma banca examinadora.

Mas a orquestra também investe na formação de novos músicos – nas três vertentes que formam o tripé essencial para a execução da música sinfônica: instrumento-voz-regência –, por meio da Academia de Música da Osesp, um centro de aperfeiçoamento de jovens músicos brasileiros de altíssimo potencial. Além da formação de instrumentistas, em 2013 foi criado o Coro Acadêmico e, em 2016, o curso de Regência.

Pela academia – que acaba de completar dez anos – já passaram mais de 100 alunos ao longo de sua trajetória. Bolsistas que tiveram a oportunidade de se aperfeiçoar musicalmente e buscar sua profissionalização e capacitação para ingressar em orquestras de ponta em todo o Brasil e no exterior. “Os alunos que passam pelo processo seletivo se tornam bolsistas por dois anos, podendo estudar em período integral, recebendo aulas teóricas e práticas, e desfrutando de uma estrutura única para o seu desenvolvimento artístico”, diz Carlos Harasawa, gerente de marketing da Fundação Osesp. Segundo ele, atualmente existem 20 academistas instrumentistas, 20 coralistas e quatro alunos de regência na academia.

Além disso, a Osesp também realiza o Programa Descubra a Orquestra, que oferece concertos didáticos e outras atividades educativo-musicais na Sala São Paulo a crianças e adolescentes das redes pública e privada de ensino, e forma professores multiplicadores da apreciação musical.

História

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp vem construindo uma trajetória de grande sucesso, reconhecida internacionalmente por sua excelência. Mantida e desenvolvida pela Fundação Osesp – uma instituição sem fins lucrativos – nos primeiros anos foi dirigida pelo maestro Souza Lima e pelo italiano Bruno Roccella, posteriormente sucedidos por Eleazar de Carvalho (1912-1996).

Durante a gestão do governador Mário Covas, em 1997, o maestro John Neschling assumiu a direção artística, tendo o maestro Roberto Minc­zuk como diretor artístico adjunto. A nomeação de Arthur Nestrovski, como diretor artístico, e do maestro francês Yan Pascal Tortelier, como regente titular, ocorreram por ocasião do início da temporada 2010.

Marin Alsop assumiu a direção musical da Osesp em 2013, realizando nova turnê europeia e apresentando-se pela primeira vez – e com grande sucesso – na Salle Pleyel, em Paris, no Royal Festival Hall, em Londres, e na Philharmonie, em Berlim. Para celebrar os 60 anos de sua criação, em 2014, a orquestra fez uma turnê por cinco capitais brasileiras.


Sala São Paulo

Reconhecida como uma das dez melhores salas de concerto do mundo pelo jornal britânico The Guardian, é possível participar de visitas educativas monitoradas, oferecidas a estudantes, turistas e público em geral, que abordam os aspectos históricos, arquitetônicos e tecnológicos da Sala São Paulo. Entre as curiosidades, destacam-se o processo de restauro e revitalização pelo qual passou o Complexo Cultural Júlio Prestes, que abriga a sede da Osesp, no final da década de 90, o projeto de construção da sala (com capacidade para 1484 pessoas), sua acústica, estrutura, entre outras. Para não perder a viagem, vale a pena agendar ou confirmar a visita antecipadamente.


Sou Osesp

É possível ser um associado Osesp por intermédio do programa Sou Osesp e, através dele, participar e apoiar as atividades sócio-educacionais da orquestra.

O programa Sou Osesp possui duas modalidades: uma com incentivos fiscais da Lei Rouanet, que promove encontros e atividades exclusivas aos associados; e outra, sem incentivo, que oferece gratuidade ou descontos em museus, teatros e cinemas.

Médicos inscritos no Cremesp têm 10% de desconto na adesão aos programas.

Saiba mais: http://www.osesp.art.br/apoie ou http://www.osesp.art.br/souosesp


SERVIÇO

Concerto aos domingos

Em quase todos os domingos, sempre às 11h, a Osesp – ou orquestras parceiras – realiza concertos matinais na Sala São Paulo. Os ingressos ficam disponíveis na bilheteria do 1º subsolo a partir da segunda-feira anterior à data do concerto.

Sala São Paulo

Praça Júlio Prestes, 16 – Luz
Telefone: (11) 3223-3966
Bilheterias: segunda a sexta, das 10h às 18h. Sábado, das 10h às 16h30.
Domingos (se houver espetáculo), das 9h às 11h.

*Jornalista do Cremesp


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