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CULTURA (Pág. 40 a 43)
Cultura maia


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Guilherme de Almeida


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Edição 75 - Abril/Maio/Junho de 2016

CULTURA (Pág. 40 a 43)

Cultura maia

A arte maia revela histórias


Templo III de Tikal

 

Tanto em murais e esculturas que invocam grandeza quanto em peças delicadas, como os vasos detalhadamente pintados, os povos maias registraram religião, política e cultura por meio da arte. Conforme são estudados esses e outros artefatos, desvendam-se também os segredos dessa civilização, que desperta muita curiosidade.

Integrantes dos chamados povos pré-hispânicos – que dominaram grande parte das Américas antes da vinda dos europeus ao continente, no século 16 –, os maias chegaram a ocupar um território que se estendia do sul do México à Guatemala. Após um fenômeno de rápido declínio de seu império, geraram-se diversos mitos e mistérios acerca dessa civilização, como o de seu desaparecimento total, que não é um fato.


Máscara de Jade encontrada em um enterro em Tikal


Trono I, de Piedras Negras


Além da riqueza cultural, a produção artística dos maias desperta a atenção de pesquisadores e do público por também ajudar a entender a história dessa sociedade. Em 2014, por exemplo, a exposição Maias: revelação de um tempo sem fim, apresentada na Oca, no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, atraiu 152 mil pessoas em apenas dois meses de duração.

 


Registro histórico


Prato Blom (iconografia mostra cena mitológica)


Cena em vasilha maia mostra governante
sendo ataviado por duas mulheres

 

A arte maia foi fundamental como instrumento de preservação de tradições religiosas e registro de questões políticas. Frequentemente, relatavam-se, por meio de esculturas e pinturas, histórias das principais dinastias que controlavam uma cidade-Estado, relacionando-as às divindades religiosas como meio de legitimação do poder.

O professor Fernando Pesce, mestrando do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, é um dos pesquisadores brasileiros que vem se dedicando ao estudo dessa arte. Ele está desenvolvendo sua dissertação na capital guatemalteca, Cidade da Guatemala, onde se encontra o sítio arqueológico de Kaminaljuyú, no qual foram encontradas vasilhas de cerâmica em contextos fúnebres. Para ele, a interpretação dessas peças permite a compreensão das relações entre as elites e os povos mesoamericanos, já que os estilos vistos nas obras teriam sido importados da cidade de Teotihuacán, muito importante durante os anos de 100 d.C. a 600 d.C. “Estudar Kaminaljuyú tem também um viés patrimonial muito grande, pois o sítio está em via de extinção devido ao crescimento desordenado da Cidade da Guatemala. Das 200 estruturas mapeadas ao final do século 19, apenas cerca de 40 se mantêm hoje”, explica o pesquisador.



Ao alto, Monumento 171, de Toniná, e abaixo, Templo I, de Tikal


Outra característica da cerâmica maia que chama a atenção é o uso de recursos gráficos, criando movimento e ação para os personagens pintados em vasos – que muito se aproximam do que são as nossas histórias em quadrinhos. Normalmente, uma história é contada conforme se gira o vaso, com inscrições em desenhos e texto.

De maneira geral, a Mesoamérica é dividida temporalmente em três períodos: Pré-Clássico (2500 a.C.-200 d.C.), Clássico (200 d.C.-900 d.C.) e Pós-Clássico (900 d.C.-1542). Na produção artística maia, do Pré-Clássico datam os primeiros sítios com arquitetura monumental, esculturas em pedra, cerâmica, pintura mural e o início da escrita – importante elemento dessa cultura, com aspectos artísticos bastante evidentes.

O período seguinte se caracteriza, principalmente, pela produção de estelas, monólitos de pedra esculpidos, nos quais, geralmente, retratavam-se os feitos políticos e religiosos do poder dominante de cada cidade. É considerado o intervalo mais conhecido da história dessa civilização, justamente porque havia muitas inscrições em monumentos, além dos registros do cotidiano das elites, pintados nas cerâmicas.

Enquanto no Clássico as obras tinham diferentes estilos – porém apresentando realismo e naturalismo da forma humana, como as estelas encontradas nos sítios de Tikal, Quiriguá e Copán – no Pós-Clássico os traços eram mais geométricos, principalmente na arquitetura. É desse período também a cidade de Chichén Itzá, destino de muitos turistas que visitam Cancún, que possui várias manifestações artísticas na forma de esculturas em pedra, pintura mural, baixos-relevos e arquitetura monumental.

Ainda hoje, a cultura maia é muito rica. Apenas na Guatemala, há mais de 30 idiomas dessa etnia falados por grupos indígenas. Nas artes plásticas, assim como na religião e culinária, tradições são mantidas dia a dia. Não é raro que artesanatos vendidos para turistas, por exemplo, sejam feitos com técnicas pré-hispânicas, como o tear de cintura, usado por tecelãs modernas e visto em uma figurinha de barro do sítio de Jaína. O tear foi trazido ao Brasil, na exposição realizada no Ibirapuera.

Porém, quem se interessa por arte maia e mesoamericana precisa procurar também instituições internacionais. O Museo Nacional de Arqueología e Etnología, na Cidade da Guatemala, o Museo Nacional de Antropología, na Cidade do México, o Metropolitan Museum of Art de Nova York, National Museum of the American Indian, com sede em Nova York e Washington, e o Musée du Quai Branly (Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas), em Paris, são os destinos mais recomendados para ver de perto os registros deixados, ao longo do tempo, pelos povos maias.

 

(Colaborou: Natália Oliveira)

 


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