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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)
Bráulio Luna Filho


CONFERÊNCIA (pág. 4)
Fronteiras do Pensamento


CRÔNICA (Pág.10)
Luis Fernando Verissimo*


EM FOCO (Pág.12)
Obesidade


ESPECIAL (Pág. 16)
Comportamento


CARTAS E NOTAS (Pág. 23)
Projeto Ministério Público pela Educação


MÉDICOS NO MUNDO (Pág. 24)
Neurocirurgia


HISTÓRIA DA MEDICINA (Pág. 28)
Ácido acetilsalicílico


GIRAMUNDO (Pág. 32)
Medicina & Ciência


PONTO COM (Pág. 34)
Mundo digital & tecnologia científica


HOBBY (Pág. 36)
Carros antigos


GOURMET (Pág. 40)
Costelinha suína com farofa de couve


CULTURA (Pág. 44)
Adoniran Barbosa


FOTOPOESIA (Pág. 48)
Jorge Fernando dos Santos


GALERIA DE FOTOS


Edição 74 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2016

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)

Bráulio Luna Filho

E quando o médico fica doente?

 

    Adoecer é uma experiência individual e extremamente intimista – nenhuma novidade nesta afirmação. Cada pessoa sente e reage de maneira única, de acordo com as circunstâncias, tipo de doença, estágio de vida, expectativa e visão pessoal.

Os médicos quando adoecem também estão sujeitos aos mesmos questionamentos e, muitas vezes, podem até se sentir mais desconfortáveis e inseguros. Imagina-se que, por serem dotados de informações científicas e estarem expostos às manifestações dos próprios pacientes, pudessem lidar racionalmente com os sentimentos contraditórios de insuficiência e dependência, quando submetidos aos cuidados de outro médico.

Ledo engano. Alguns até julgam que assim reagiriam, mas em geral não estão tão distantes dos pacientes leigos e, não raro, reagem até de maneira mais negativista.

Os avanços tecnológicos têm permitido grandes avanços no diagnóstico e tratamento das doenças, infelizmente à custa de mudanças drásticas ou empobrecimento da relação médico-paciente. Isto significa que, cada vez mais, investe-se na solicitação de exames sofisticados em detrimento de uma relação compassiva, em que o calor humano, o olhar nos olhos, o toque pessoal e o acolhimento emocional do paciente têm cada vez menos espaço.

Não acredito que haja uma desumanização inerente à Medicina moderna.

Os bons médicos têm sucesso não apenas pelo conhecimento ou experiência técnica mas, fundamentalmente, porque unem tudo isso com um cuidar individualizado e pessoal. É crucial que as escolas médicas enfatizem que a Medicina não é apenas uma ciência ou atividade profissional prosaica, é também uma das mais importantes ações sociais e humanitárias da civilização.

Essa discussão é apresentada nesta edição da Ser Médico por meio da excelente matéria Quando o médico é o paciente, que, além de depoimentos de colegas que já vivenciaram a experiência de adoecer, traz uma entrevista com a psiquiatra Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleira, autora de uma pesquisa sobre o tema que traçou um perfil realista do doutor como enfermo.Entre outros aspectos, aborda-se a postura autodefensiva do profissional que cuida dos outros, mas presta pouca atenção à sua saúde. A matéria demonstra que a experiência de lidar com a própria doença aguça o potencial profissional e contribui para a valorização do ato médico em todas as suas dimensões.

Boa leitura!


Bráulio Luna Filho
Presidente do Cremesp

 

 


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