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João Ladislau Rosa - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (págs. 4 a 9)
Robert Gallo


CRÔNICA (págs. 10 e 11)
Fabrício Carpinejar*


ESPECIAL (págs. 12 a 17)
Violência e saúde pública


SINTONIA (págs. 18 a 21)
A saúde do adolescente preocupa OMS


EM FOCO (págs. 21 a 23)
Tchekhov


SOLIDARIEDADE (págs. 24 a 28)
Médicos na Amazônia


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Dica de Alfredo de Freitas Filho*


GIRAMUNDO (págs. 30 a 31)
Curiosidades & Novidades


PONTO COM (págs. 32 a 33)
Informações do mundo digital


HISTÓRIA DA MEDICINA (págs. 34 a 36)
Cardano, o visionário do Renascentismo


HOBBY (págs. 37 a 39)
Correr (fora do dia a dia...) também é esporte de médico!


TURISMO (págs. 40 a 43)
Descobrindo terras e sabores peruanos


CULTURA (págs. 44 a 47)
Salvador Dalí em Sampa


FOTOPOESIA (pág. 48)
Paulo Bomfim


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Edição 68 - Julho/Agosto/Setembro de 2014

TURISMO (págs. 40 a 43)

Descobrindo terras e sabores peruanos

Peru
Muito além de Machu Picchu...

Costa, serra e selva oferecem paisagens, climas, gastronomia e experiências diversas na terra dos incas

Antônio Augusto Dall’Agnol Modesto*

 

Se um dia o mundo acabar, ele vai recomeçar pelos Andes”, dizia meu pai, referindo-se à resiliência do povo andino. Depois de ouvir histórias de lhamas, condores e conhecer os amuletos, comidas e bebidas que ele trazia de suas viagens ao Peru, pude visitar o país em 2011 e 2013. Espero que esse relato os deixe tão curiosos como eu ficava.

A geografia de “costa, serra e selva” do terceiro maior país da América do Sul oferece paisagens, climas, comidas e experiências bem diferentes – do Pacífico até a Amazônia, onde faz fronteira com o Brasil, passando pelo altiplano e por picos nevados de mais de 6.500 metros de altitude.





Antonio Modesto ao lado de indígenas e de lhama; shopping e bairro de Miraflores, em Lima. Acima, indígena com filhos na Plaza de Armas, Cusco


A capital, Lima, a cinco horas de voo de São Paulo, é banhada pelo Pacífico em praias estreitas, ao pé de paredões de dezenas de metros de altura. O bairro de Miraflores, um dos mais badalados da cidade, acaba em falésias, com o mar lá embaixo, sob um céu quase sempre nublado, de cujas nuvens quase nunca cai água. Na Plaza Mayor (no estilo Plaza de Armas espanhol) ficam a Casa de Gobierno, o Palácio Municipal e a Catedral de Lima, reerguida algumas vezes após terremotos. São muito interessantes o Museu da Inquisição e o Museu Arqueológico Rafael Larco, que oferece um panorama geral das culturas pré-incaicas e até uma coleção de peças arqueológicas de conteúdo sexual.

O prato preferido da deliciosa culinária costenha é o ceviche, feito com peixe cru em pedaços marinados em “leche de tigre” (molho picante à base de limão, cebola, sal e pimenta) acompanhados de batata e milho – alimentos de imensa variedade no Peru. A bebida local é o pisco, aguardente de uva que lembra a grap­pa italiana, com a qual se faz o Pisco Sour, drinque com gelo, clara de ovo, açúcar em pó ou xarope, suco de limão e gotas da bebida aromática angostura.

Arequipa
A segunda maior cidade do país, Arequipa fica a cerca de 2.300 metros de altitude, já na Cordilheira dos Andes, junto a três vulcões. É o ponto de partida para conhecer o Valle del Colca, o que se pode fazer em passeios de dois dias que passam pelo cânion do Rio Colca, vilarejos, plantações em terrazas e casinhas com tauritos de la buena suerte ladeando uma cruz no telhado. Uma atração especial é a Cruz del Condor, mirante de onde se observa o voo dessas aves de mais de 3m de envergadura, que, para os incas, eram as guardiãs do mundo dos espíritos. Na cidade, vale a pena provar o Chupe de Camarones, uma sopa de arroz, favas, batatas, ovos e camarões grandes.

Outros pratos famosos da culinária andina são o rocoto relleno – um pimentão mais picante que o nosso, tratado com açúcar e recheado de carne moída temperada – e os bifes de lhama e alpaca – esses primos dos camelos, que servem de meio de transporte, além de fornecer lã e carne.

A presença da população indígena no Peru é bem maior que a nossa, e muitas pessoas conversam em quíchua ou aimará. As roupas típicas das indígenas, entretanto, foram impostas pelo rei da Espanha, inspiradas na moda espanhola da época, como conta Eduardo Galeano no livro As Veias Abertas da América Latina. As mulheres continuam usando saias e chapéus diferentes, de acordo com sua região, comumente trazendo os filhos às costas.

Cusco e Machu Picchu

   Cusco (“umbigo do mundo”, em quíchua), a 3.400 metros de altitude, era a capital do império inca. É importante saber que a civilização inca, que existia há cerca de três séculos quando os espanhóis chegaram, no século 16, é resultado de uma expansão que abarcou povos não menos importantes como os chimu e os wari. Sua evolução tecnológica – mesmo sem contar com a escrita ou a roda – pode ser comprovada nas ruas da cidade, onde as paredes originais permanecem ilesas. Já as igrejas espanholas, construídas com as pedras dos templos incas, cederam diversas vezes às intempéries.

 

De Cusco partem passeios de um dia para o Valle Sagrado, que podem incluir Pisac, famosa pela feira de artesanato, e Ollantaytambo, uma cidade fortificada que preserva muito da arquitetura original inca. Tenha calma ao escalar os degraus: ali você estará a quase 2.800 metros de altitude (confira box). Uma dica aprovada pelo médico peruano Rafael Dominguez, que ajudou na revisão deste texto, é usar o primeiro dia para aclimatação, o segundo para visitar o Valle Sagrado e o terceiro para conhecer Machu Picchu.


Ceviche, o prato preferido da população costenha


Machu Picchu (Montanha Velha, em quíchua) é a “Cidade Perdida dos Incas”, nas palavras de Hiram Bingham, responsável por sua divulgação mundial – o local já era conhecido por agricultores locais quando o estadunidense lá chegou em 1911. As ruínas recriam a cidadela de seis séculos atrás, exceto pelos telhados (levados pelo tempo) e pelos artefatos (levados pelos arqueólogos). Investigações cogitam ter sido um local de descanso real ou um centro de estudos astronômicos, e pessoas de todo o mundo chegam lá – por trilhos ou trilhas – em busca da energia do lugar.

Depois da visita guiada, sente-se no gramado, tome um tempo olhando a cidadela diante das montanhas com formato de condor, puma e serpente, animais sagrados para os incas, e peça à Pacha Mama (“Mãe Terra”) para voltar ao Peru.

 


 

O mal de altitude


Vulcão Misti, em Arequipa

 

A menor pressão atmosférica e o ar rarefeito são os responsáveis pelo soroche, o mal de altitude, que pode dar cefaleia intensa, náuseas, dispneia e tontura. Há um ditado que diz que, nos primeiros dias de altitude, é preciso beber poquito, caminar despacito y dormir solito – ou seja, evitar bebida alcoólica e esforço físico. O uso preventivo de acetazolamida e o tratamento de crises com dexametasona ou ibuprofeno são opções. A folha de coca (mascada ou em chá) realmente ajuda.

 

* Médico de Família e Comunidade

 


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