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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.5)
Marcel de Souza


CRÔNICA (pág.11)
Francisco Assis de Sousa Lima*


EM FOCO (pág.13)
Márcio Melo*


CONJUNTURA (pág.15)
Abuso sexual


DEBATE (pág.18)
Doença negligenciada


GIRAMUNDO (pág.24)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade


PONTO.COM (pág.26)
Informações do mundo digital


HISTÓRIA DA MEDICINA (pág.28)
Tributo a John Snow


HOBBY (pág.31)
Entre o hospital e o hipismo


SUSTENTABILIDADE (pág.34)
Uma casa ecológica


LIVRO DE CABECEIRA (pág.37)
Dicas de leitura da Redação


CULTURA (pág.38)
É DO BRASIL!


MAIS CULTURA(pág.42)
Museu de Arte Contemporânea


CARTAS & NOTAS (pág.43)
Exame do Cremesp agora é obrigatório


TURISMO (pág.44)
Mato Grosso do Sul


FOTOPOESIA (pág.48)
Odylo Costa, filho


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Edição 60 - Julho/Agosto/Setembro de 2012

CARTAS & NOTAS (pág.43)

Exame do Cremesp agora é obrigatório

Os egressos dos cursos de Medicina terão de apresentar documento de realização do Exame do Cremesp, a partir de 2012, para obter o registro profissional, no Estado de São Paulo. O registro não será condicionado ao resultado, mas à participação na prova. O presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, explicou que o aluno reprovado poderá se inscrever no Conselho “porque o Brasil não tem uma lei que nos permita negar o registro de um médico formado em qualquer faculdade de Medicina do país”. O resultado de cada prova será fornecido ao respectivo aluno de forma absolutamente sigilosa. Números consolidados do exame serão fornecidos a todas as escolas do Estado e ao Ministério da Educação (MEC).

A decisão foi tomada pelo Cremesp em decorrência da queda acentuada na qualidade do ensino médico. Exames opcionais realizados pelo Conselho, nos últimos sete anos, revelaram que quase metade dos graduandos sai das escolas despreparada, sem a mínima condição de exercer a Medicina. Dos 4.821 estudantes que participaram do Exame do Cremesp entre 2005 e 2011, 46,7% foram reprovados.

Como a prova era opcional, desde sua criação, em 1985, pouco mais de 15% dos formandos a realizaram, na soma dos vários anos. Número representativo, porém insuficiente para uma avaliação mais aprofundada do universo dos graduandos. Desta forma, a obrigatoriedade tornou-se fundamental para tornar transparente as deficiências e os méritos dos cursos e de seus alunos.

A nova fase do Exame visa, também, fazer avançar o debate sobre a criação, via lei federal, do Exame Nacional de Proficiência, como requisito para o exercício legal da Medicina no Brasil. Porém, esta aprovação depende do Congresso Nacional.



Sociedade apoia iniciativa

Logo após o anúncio público sobre a obrigatoriedade do Exame do Cremesp, em entrevista coletiva realizada em 24 de julho, o Conselho recebeu expressivo apoio de entidades e da sociedade pela iniciativa, pioneira no país.
A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM) divulgaram nota oficial registrando apoio irrestrito à decisão, “especialmente em virtude da constante abertura de novas vagas em escolas de Medicina, cuja infraestrutura deixa dúvidas quanto à qualidade da formação”.

A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) também referendou a iniciativa. “A obrigatoriedade do Exame é fundamental para a segurança dos cidadãos. Há anos que vemos com preocupação a questão da formação dos médicos”, afirmou.
Ao divulgar seu apoio oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB – SP) lembrou que a OAB nacional implantou o Exame de Ordem, na década de 70, diante da queda da qualidade do ensino jurídico. “Auferir os conhecimentos dos estudantes de medicina é fundamental para impedir que profissionais sem os necessários conhecimentos médicos ingressem na profissão e coloquem vidas em risco”, acrescentou. A medida foi considerada “correta e sábia” pela OAB–RJ.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Cremesp, a maioria dos médicos em atividade (83%), dos  formadores de opinião (93%) e da população (92%), apoia a realização do Exame do Cremesp e defende que deveria tornar-se obrigatório.

Também no Congresso Nacional crescem as manifestações favoráveis de parlamentares a projetos de lei sobre a implantação de um exame de  habilitação para médicos. Dentre os projetos em tramitação, o Cremesp identifica como ideal o Projeto de Lei do Senado nº 217 (Anexo 4), de 2004, do senador Tião Viana, que institui o “Exame Nacional de Proficiência em Medicina”.



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