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PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


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Marcel de Souza


CRÔNICA (pág.11)
Francisco Assis de Sousa Lima*


EM FOCO (pág.13)
Márcio Melo*


CONJUNTURA (pág.15)
Abuso sexual


DEBATE (pág.18)
Doença negligenciada


GIRAMUNDO (pág.24)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade


PONTO.COM (pág.26)
Informações do mundo digital


HISTÓRIA DA MEDICINA (pág.28)
Tributo a John Snow


HOBBY (pág.31)
Entre o hospital e o hipismo


SUSTENTABILIDADE (pág.34)
Uma casa ecológica


LIVRO DE CABECEIRA (pág.37)
Dicas de leitura da Redação


CULTURA (pág.38)
É DO BRASIL!


MAIS CULTURA(pág.42)
Museu de Arte Contemporânea


CARTAS & NOTAS (pág.43)
Exame do Cremesp agora é obrigatório


TURISMO (pág.44)
Mato Grosso do Sul


FOTOPOESIA (pág.48)
Odylo Costa, filho


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Edição 60 - Julho/Agosto/Setembro de 2012

SUSTENTABILIDADE (pág.34)

Uma casa ecológica

A Casa dos Hólons é um projeto que visa a investigar e experimentar a possibilidade de se alcançar um modo de vida sustentável em ambiente urbano




Bioconstrução com resíduos urbanos e processos coletivos induziram formas e estéticas inusitadas

Sustentabilidade. Uma palavra e muitos significados. Cuidado, preocupação, cooperação dos homens com o mundo. Acabar com o desperdício, com a poluição, com a agressão à natureza. É essa a intenção de quem adota hábitos sustentáveis e luta por um futuro melhor. Pensando assim, um pequeno grupo de pessoas encontrou motivação para desenvolver uma visão diferente do mundo. A Casa dos Hólons é um projeto que leva em conta essa preocupação com a natureza, integrando-a a um estilo de vida simples e ecológico, em plena cidade de São Paulo.

A Casa oferece oficinas e cursos, cujo objetivo é diminuir o impacto ambiental causado pelo ser humano, por meio do aproveitamento daquilo que a sociedade denomina como lixo: garrafas, potes de vidro, latas, materiais plásticos, restos de demolição, pedaços de madeira encontrados nas ruas, mangueiras de hidrantes e telhas antigas, entre outros.

Tomaz Ahau, coordenador de Projetos Sincronizados do Laboratório de Permacultura Urbana da Casa dos Hólons, explica que “o objetivo inicial do grupo foi investigar e experimentar a possibilidade de se alcançar um modo de vida sustentável em ambiente urbano”. Assim, surgiu, em 1999, o Laboratório de Permacultura (ver box), que ele define como “uma experiência de re-design de uma casa comum na cidade de São Paulo, encontrada praticamente abandonada”.

A transformação do espaço não é considerada uma reforma, diz Ahau, “porque visa ao desenvolvimento de um trabalho que segue os fundamentos do biodesign e utiliza a bioconstrução com resíduos urbanos e processos coletivos. A cada nova turma que se inicia, desenvolvemos novos elementos”. Algumas das técnicas de bioconstrução utilizadas no espaço físico do projeto são a captação de água da chuva, oficina de reciclagem, paredes com acabamentos naturais, telhado verde, ecocabanas com madeira reutilizada, forno de barro, sala de aula em superadobe e ferrocimento.

Localizada no Campo Belo, bairro da capital paulista, a Casa dos Hólons oferece oficinas e visitas para estudantes e profissionais da área e ao público em geral. Segundo Ahau, “o projeto recebe pessoas que se interessam por ecotecnologias, bioconstrução, compostagem, jardins agroecológicos e formas de aplicação dos princípios da permacultura  em escala residencial e doméstica”. Em pouco mais de dez anos, cerca de 500 pessoas visitaram o local. Nas redes sociais, a Casa tem conexão com mais de 2 mil pessoas.

O processo de construção coletiva, em conjunto com as consultorias, visitações e contribuições pontuais, financia alguns experimentos, mas os custos de habitação são divididos entre os moradores. Ahau conta que “eventualmente realizam palestras abertas e eventos com contribuição espontânea”. Alguns membros do projeto residem na Casa dos Hólons e outros, em casas similares, porém não abertas ao público.


 



O que é permacultura?

A permacultura é um método para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana, como jardins, vilas, aldeias e comunidades, ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis, segundo a Wikipédia. O termo foi criado pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 70, e vem de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, ideia inicial, estendeu-se para a dos assentamentos humanos em geral, e não apenas os agrícolas.

Os princípios da permacultura vem da posição de Mollison de que “a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e a de seus filhos”. A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas em um ambiente produtivo, com estética e harmonia. Atualmente, visa a unir o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado.

Mais informações sobre os cursos e oficinas podem ser obtidas no site www.casadosholons.org. Para realizar inscrições e solicitar dados adicionais, entre em contato pelo e-mail casadosholons@gmail.com.


(Colaborou Lígia Neves)


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