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PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


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Marcel de Souza


CRÔNICA (pág.11)
Francisco Assis de Sousa Lima*


EM FOCO (pág.13)
Márcio Melo*


CONJUNTURA (pág.15)
Abuso sexual


DEBATE (pág.18)
Doença negligenciada


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Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade


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HISTÓRIA DA MEDICINA (pág.28)
Tributo a John Snow


HOBBY (pág.31)
Entre o hospital e o hipismo


SUSTENTABILIDADE (pág.34)
Uma casa ecológica


LIVRO DE CABECEIRA (pág.37)
Dicas de leitura da Redação


CULTURA (pág.38)
É DO BRASIL!


MAIS CULTURA(pág.42)
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CARTAS & NOTAS (pág.43)
Exame do Cremesp agora é obrigatório


TURISMO (pág.44)
Mato Grosso do Sul


FOTOPOESIA (pág.48)
Odylo Costa, filho


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Edição 60 - Julho/Agosto/Setembro de 2012

HOBBY (pág.31)

Entre o hospital e o hipismo

O médico Márcio Carvalho Jorge coleciona diversos prêmios no hipismo, entre os quais a medalha de bronze nos Jogos Panamericanos de Guadalajara, em 2011, e a participação nas Olimpíadas deste ano

Assim como a Medicina, os esportes exigem dedicação para que a prática seja aperfeiçoada e tenha sucesso. Se acrescentado o fator paixão a esta lógica, é possível conciliar os exercícios e prosperar em ambas as carreiras. É o que o anestesiologista Márcio Carvalho Jorge, de Barretos, interior de São Paulo, administra e executa harmoniosamente, todos os dias.

Formado em Medicina pela Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), localizada no sul de Minas, graduou-se em 2000. O contato com o hipismo, entretanto, vem de antes. “Pratico desde os oito anos, mas comecei a montar na fazenda do meu avô, quando tinha apenas cinco”, lembra o atleta. Filho de médico, também teve o apoio do pai, que comprava os cavalos e proporcionava aulas e idas aos campeonatos. Após se formar em Medicina, foi necessário esforço e foco para que as duas atividades prosperassem, manejo que realiza até hoje.

“Fui para o Mundial em Roma, quando ainda estava na faculdade, em 1998. Sempre tive de conciliar a profissão com o hipismo, o que não é fácil. Mas com organização e prioridades, vou conseguindo”, conta. Disposto a desempenhar os dois papéis, o médico possui uma rotina atarefada. “Trabalho na Santa Casa de Barretos, das 7 às 15 horas. Em seguida, começo meus treinos, entre as 15h30 e 21h30, diariamente”. O cronograma apertado e dividido com exatidão inclui ainda os finais de semana, preenchidos por competições nacionais e internacionais. Até a localização é importante para que as cinco horas mínimas de treino diário sejam cumpridas. Jorge reside em seu haras, chamado Horsecross, a apenas dez minutos do hospital onde trabalha. No local, treina e cria seus cavalos. Atualmente, possui oito animais de competição, além de potros e éguas.


Disputa em campeonatos exige treinos diários de cinco horas

Para começar a praticar hipismo, explica o atleta, não é preciso muita coisa. “Uma bota de hipismo e capacete são os materiais básicos”. Se o interesse e o nível aumentarem, o ideal é comprar um cavalo e iniciar aulas com seu próprio animal. “O hipismo não exige força física, mas preparo adequado. Então, pode ser praticado por pessoas de todas as idades. Já a dedicação vai depender do nível esportivo que o praticante pretenderá atingir”, ressalta o médico.

Jorge recebeu apoio de colegas e instituições de ensino pelas quais passou. Ele destaca que a valorização oferecida pela faculdade foi de grande importância na época. “Com certeza, a Univás estava à frente de seu tempo porque, no Brasil, poucos dão valor ao esporte, enquanto esta sempre amparou e visualizou o futuro de seus alunos”. Na Santa Casa de Barretos, ele também conta com a solidariedade dos profissionais e da própria instituição para praticar o esporte.


Resultados que compensam
Durante décadas de treino e dedicação, Jorge acumulou uma lista imensa de campeonatos, disputas, colocações e premiações. O atleta relembra algumas mais memoráveis e recentes, que marcaram sua experiência no hipismo: campeão sul-americano por equipes na Argentina, em 1997, e 9º lugar no Mundial em Roma, também por equipes, no ano de 1998. Em 2010, o atleta enfatiza momentos de celebração em diferentes lugares do mundo. “Fiquei em 5º lugar por resultado individual em Belton Park, na Inglaterra, e fui campeão da Copa das Nações da America do Sul, que aconteceu em Buenos Aires”, contabiliza. O tradicional título britânico foi disputado por cerca de 1,1 mil conjuntos da Europa, Nova Zelândia e Estados Unidos.


Medalha de bronze no Pan. Da esq. p/a dir.: Jesper Martendal, Marcelo Tosi,  Ruy Fonseca, Serguei Fofanoff e Márcio Jorge 

Campeão paulista e brasileiro em 2008 e 2010, respectivamente, ele detalha as glórias de uma das maiores realizações. No ano passado, Jorge levou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. “Foi emocionante e muito gratificante, uma competição de alto nível, com uma disputa difícil entre as equipes dentro da pista”, conta. Muito próxima da prata, a equipe brasileira fez uma grande apresentação. Pessoalmente, Jorge sentiu-se rea¬lizado por ter conseguido o melhor resultado do time. No mesmo ano, conquistou o campeonato da categoria de 3* no ranking brasileiro, a mais forte no Concurso Completo de Equitação (CCE) no país.

A colocação no Pan trouxe mais conquistas, garantindo um lugar para o Brasil nas Olimpíadas de Londres, em julho. Jorge falou à Ser Médico quando estava no CCE mundial, localizado na Inglaterra, onde se preparava para disputar o evento. “A preparação é ótima e está elevando minha condição técnica.” As expectativas para a competição olímpica também estão bem definidas: “Queremos ficar entre os grandes, que são os sete primeiros colocados, para brigarmos de igual para igual por uma medalha nas próximas Olimpíadas, em 2016, no Rio de Janeiro”, afirma. (N.R. – Até o fechamento desta edição, não havia resultados consolidados no hipismo olímpico.)

 Além disso, este ano já trouxe outros resultados gratificantes, incluindo o 24º lugar no internacional de Paris-França e 33º no internacional de Hougthon Park, Inglaterra. “Tais competições são de alto nível e contam com participação dos melhores do mundo, referência na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos”, explica o médico. Vale a pena treinar cinco horas por dia...

 

(Colaborou Tainá Grassi)

 


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