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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 4)
José Feliciano Delfino Filho


CRÔNICA (pág. 10)
Tufik Bauab*


EM FOCO (pág. 12)
Voluntários do Sertão


SINTONIA (pág. 15)
Emerson Elias Merhy*


DEBATE (pág. 18)
A relação médico-paciente e a internet


GIRAMUNDO (págs. 24 e 25)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e atualidade


SAÚDE NO MUNDO (pág. 26)
O sistema de saúde público no Japão


HISTÓRIA DA MEDICINA (pág. 30)
Epidemias: os grandes desafios permanecem


CARTAS & NOTAS (pág. 33)
Conexão com o usuário a um clique


HOBBY (pág. 34)
Alexandre Leite de Souza


PONTO COM (págs. 38/39)
Informações do mundo digital


CULTURA (pág. 40)
Imperdíveis exposições da Pinacoteca


TURISMO (pág. 42)
Das flores de Bali ao enxofre do Ijen


LIVRO DE CABECEIRA (pág. 47)
Dica de leitura de Desiré Carlos Callegari *


FOTOPOESIA( pág. 48)
Adélia Prado


GALERIA DE FOTOS


Edição 58 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2012

PONTO DE PARTIDA (pág.1)

Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


Demografia médica


  Visando qualificar o debate sobre a presença e a distribuição de médicos no país, o Cremesp deu importante contribuição ao lançar a inédita pesquisa Demografia médica no Brasil, em parceria com o Conselho Federal de Medicina. Os resultados do estudo subvertem o senso comum de que faltam médicos de forma generalizada nos municípios e nos serviços de saúde.

O cenário, conforme revelamos, é bastante complexo, heterogêneo, e marcado por profundas desigualdades, que precisam ser compreendidas e adequadamente enfrentadas pelos formuladores e executores de políticas públicas.

O Brasil tem, à sua disposição, uma imensa reserva de médicos, devido ao crescimento exponencial do número desses profissionais. Esta realidade é resultado do maior crescimento da população de médicos em relação à população em geral, da maior entrada do que saída deles do mercado de trabalho, e da abertura desenfreada de cursos de Medicina. Soma-se a esse cenário a juvenilização da Medicina, com consequente aumento do ciclo de vida profissional, e a característica da prática médica, de multiplicidade de vínculos e longa jornada de trabalho.

No entanto, esse quantitativo é distribuído de forma desigual: a concentração é menor em várias regiões e é expressivamente maior no setor privado, pois o que regula a distribuição de médicos no Brasil é o mercado, quando deveria ser o Estado.

Feito o diagnóstico, o tratamento proposto pelo governo é, absolutamente, fora de propósito. Ao invés de executar políticas públicas que possibilitem a instalação de médicos em locais de difícil provimento, como a Carreira de Estado para o profissional do serviço público, o governo federal patrocina a derrota da Emenda Constitucional 29, sepultando novos recursos para o SUS, adota as práticas enganosas de abrir novos cursos de Medicina, dar bônus em provas de Residência e facilitar a revalidação de diplomas de médicos formados em Cuba.

Diante de ações tão equivocadas, o resultado, sem dúvida, será o acirramento das desigualdades que evidenciamos no estudo Demografia médica.

Renato Azevedo Júnior
Presidente do Cremesp


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