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CAPA

PONTO DE PARTIDA (pág. 1)
Editorial de Luiz Alberto Bacheschi, que assumiu a presidência do Cremesp em janeiro deste ano


ENTREVISTA (pág. 4)
Acompanhe um papo informal com o compositor, médico e herpetólogo...


SINTONIA (pág. 9)
Pintores famosos e o legado - artístico - a seus médicos, na visão do conselheiro José Marques Filho


CRÔNICA (pág. 14)
Texto do premiado médico escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, Moacyr Scliar


ESPECIAL (pág, 16)
A reforma do sistema de saúde americano por Lynn Silver, sub-secretária da Saúde de Nova Iorque


CONJUNTURA (pág. 22)
Dados do Cebrid mostram que os jovens experimentam a bebida muito cedo: entre 10 e 12 anos


DEBATE (pág. 26)
Em discussão a evolução da psiquiatria e o programa de saúde mental no país


GIRAMUNDO (pág. 32)
O que esperar da Conferência Mundial sobre o Clima realizada em Copenhague em dezembro passado?


PONTO COM (pág. 34)
Informações interessantes de acesso rápido, nos endereços eletrônicos selecionados. Clique!


HOBBY (pág. 36)
O médico cardiologista Maurício Jordão pratica o ilusionismo nas horas vagas


CULTURA (pág. 38)
A Bahia pelo traço, leve e característico, de Hector Julio Páride Bernabó


TURISMO (pág. 42)
Búzios: 24 praias belíssimas, além de mirantes com vista de 360 graus


CABECEIRA (pág. 47)
Sugestões de leitura da presidente da Academia de Medicina de São Paulo


POESIA (pág. 48)
Trecho de A Noite Tava Divina, de Paulo Vanzolini


GALERIA DE FOTOS


Edição 50 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2010

CULTURA (pág. 38)

A Bahia pelo traço, leve e característico, de Hector Julio Páride Bernabó

CARYBÉ
O MAIS BAIANO DOS ARGENTINOS


A cultura afro-baiana é constante na arte de Carybé. Acima, Festa do Pilão de Oxalá

A Bahia rendeu recentemente merecidas homenagens a um filho adotivo que muito retratou a sua cultura. O candomblé, a mulata, o pescador, as lavadeiras, o samba de roda e as ruas beira-mar foram marcas de suas obras. Para comemorar os 70 anos da primeira visita a Salvador de Carybé, o Museu de Arte Moderna da cidade abrigou a maior exposição já realizada com trabalhos dele, com direito a peças inéditas, complementada pela Rota Carybé – visita mediada por museólogos e arte-educadores, em 17 pontos da capital baiana onde há intervenções e obras do artista. Foram vários eventos entre 2008 e 2009.

A Fundação Pierre Verger, junto com a Solisluna Design e Editora, publicou o livro Carybé & Verger – Gente da Bahia, que fala da amizade de 50 anos e da parceria de trabalho entre os dois em torno de um interesse comum, a cultura afrobaiana. Verger, nascido na França e Carybé, na Argentina, registraram os costumes do povo, por meio da fotografia e das artes plásticas, respectivamente. Artistas consagrados separadamente, juntos reúnem um memóravel panorama artístico cultural da Bahia.


A morte de Alexandrina


A hora do cão - a garrafa verde

Carybé nasceu em 1911, na cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires, porém naturalizou-se brasileiro em 1957. Até fixar-se em Salvador, morou em Buenos Aires, com temporadas no Brasil. Passou parte da infância na Itália, até sua família mudar-se para o Rio de Janeiro em 1919, onde ele frequentou a Escola Nacional de Belas Artes. Foi durante a infância no Brasil que Hector Julio Páride Bernabó recebeu o apelido de Carybé. Por muito tempo, ele acreditou que era nome de peixe da fauna brasileira. Foi o amigo e compositor Paulo Vanzolini quem esclareceu que se tratava de um mingau de milho dado às mulheres no pós-parto.


Guerra dos emboabas

Sua primeira visita à Bahia ocorreu em 1938, como enviado do jornal argentino Pregón para fazer uma reportagem sobre Lampião. Nos anos 40, ele auxiliou na montagem do Diário Carioca, no Rio de Janeiro. Trabalhou no jornal Tribuna da Imprensa, a convite de Carlos Lacerda, entre 1949 e 1950.

Foi pelas mãos de Rubem Braga que Carybé acabou fixando-se na capital baiana. O escritor o indicou ao então secretário de Educação do Estado da Bahia, Anísio Teixeira, para a produção de painéis do Centro Educacional Carneiro Ribeiro. Sete anos depois de se mudar para Salvador, ele naturalizou-se brasileiro.


Xangô, em madeira entalhada


Carybé, ao lado de uma de suas obras

A cultura do lugar inspirou e passou a ser retratada pelo artista nos quase 50 anos em que morou na capital da Bahia. Eclético, ele foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador e muralista. Também trabalhou em jornais, foi diretor de arte e ator. Carybé é referência às novas gerações. A animadora Adriana Meirelles, diretora, entre outros, do curta Desventuras de Um Dia ou a Vida Não é Um Comercial de Margarina, buscou inspiração no artista para seu novo projeto com desenhos de bailarinos em um filme sobre dança. “Nos quadros em que retrata a capoeira, ele captura muito bem os movimentos. É um traço expressivo que traz personalidade ao desenho”, observa ela. Com frequência, Carybé buscava inspiração nos giros corporais e saltos do candomblé para pintar. “O movimento é a marca do seu traço. Quase não há estática, tudo é bonito e leve”, avalia Adriana.


A mulata grande III mostra a sensualidade das baianas

O artista se destacou na execução de murais pelo mundo. É dele o painel Libertadores, do Memorial da América Latina de São Paulo. Carybé obteve uma bolsa de estudos em arte e passou uma temporada nos Estados Unidos. Em 1959, participou do concurso para o projeto de execução de painéis no Areroporto JFK, de Nova Iorque, conquistando o primeiro e o segundo prêmios. Com a decisão de demolir o aeroporto JFK, por pouco os dois murais não viraram pó. Mas, em junho de 2009, foram transferidos para o novo terminal sul do Aeroporto Internacional de Miami.

Ele também fez algumas capas de livros para Gabriel García Márquez (entre eles, Cem Anos de Solidão), Mário Vargas Llosa e Pierre Verger. Quando morava na Argentina, trabalhou uma temporada com o escritor Júlio Cortázar. Em parceria com Jorge Amado, Carybé escreveu os livros Olha o Boi e Bahia, Boa Terra Bahia. Foi inspirado no amigo que Jorge Amado escreveu o livro O Capeta Carybé.

Depois de 30 anos de pesquisa, Carybé publicou, em 1981, a obra Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Ele se tornou adepto do candomblé logo que chegou a Salvador. E morreu, aos 86 anos, quando teve uma parada cardíaca durante um ritual de terreiro, em 1997. Carybé deixou mais de cinco mil trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços.


Escultura em bronze Maternidade: versatilidade marcou a obra de Carybé


(Colaborou Patrícia Garcia)



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