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EDITORIAL
Nesta edição, uma reflexão sobre o superaquecimento global e seu impacto na saúde


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Acompanhe esta conversa com o escritor-médico Moacyr Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras.


CRÔNICA
Tutty Vasques, cronista convidado, nos dá o "prazer" de um texto divertidíssimo...


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Polêmico, mas realista, Al Gore alerta para catástrofe ambiental, sem volta


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A exploração sexual infantil: os números são assustadores e as seqüelas, piores


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A reforma na assistência à saúde mental na mira de 3 especialistas no tema


HISTÓRIA DA MEDICINA
Anorexia: um mergulho na história da humanidade mostra que ela vem de longa data...


HOMENAGEM
Darcy Villela Itiberê: toda uma vida dedicada ao exercício, pleno e ético, da Medicina


EM FOCO
Homens públicos tão diferentes, na realidade tão semelhantes: são médicos!


RAIO X
Se decidir pela Medicina já é difícil, imagine desistir da profissão, depois de graduado...


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Acompanhe uma visita virtual à 27ª Bienal de Artes, sob o tema Como Viver Junto


SINTONIA
SES começou projeto de catalogação do patrimônio cultural de instituições de saúde do Estado


COM A PALAVRA
Confira texto inteligente e bem humorado do cardiologista Rodrigo Penha de Almeida


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Impossível resistir a estas imagens... Veja nossas dicas para conhecer, de perto, esse paraíso


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Intercorrências da Morte é o destaque desta edição. De Saramago. É preciso mais?!?


POESIA
Encerrando com chave de ouro esta edição, a poesia de Roland Barthes


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Edição 37 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2006

SINTONIA

SES começou projeto de catalogação do patrimônio cultural de instituições de saúde do Estado


Caçadores de relíquias 

Projeto prevê catalogação de obras de arte espalhadas por vários centros de saúde do Estado  

O patrimônio cultural de hospitais, ambulatórios, laboratórios, institutos e direções regionais de saúde (DIRs) está sendo catalogado pela Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo. O levantamento inclui quadros, esculturas, bustos, mobiliário e detalhes ornamentais arquitetônicos. Sob a coordenação do Instituto de Saúde, o trabalho foi iniciado em julho, englobando mais de cem instituições de todo o Estado, 63 das quais são hospitais. Segundo Alexandre Granjeiro, diretor do instituto, o catálogo terá obras de artistas renomados, visto que o Estado mantém centros de saúde importantes e antigos como os institutos Adolfo Lutz, Pasteur e Butantan, além dos hospitais Emílio Ribas e Psiquiátrico do Juquery.  

O trabalho pioneiro encontra dificuldades no percurso. Algumas instituições desconhecem o valor histórico do acervo que possuem e não têm pessoal especializado para fazer o levantamento. Por conseqüência, a tarefa fica a cargo de alguém que pode não ter condições de avaliar corretamente o que é, e o que não é arte. “Afinal, em um hospital quem é o especialista em arte?”, questiona a historiadora Yara Nogueira Monteiro, coordenadora e autora do projeto.  

Não é o caso do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que inclusive noticia em seu site possuir réplicas de esculturas de Victor Brecheret em terracota e madeira que retratam a Via Crucis. As originais foram enviadas à Pinacoteca do Estado, em 1982. Os vitrais da capela do HC são atribuídos ao pintor Di Cavalcanti e os afrescos, ao pintor Fulvio Pennacchi. O acervo do HC ainda tem obras de Tomie Otake, Claudio Tozzi, Roberto Errara e Renina Katz.   














O Hospital Infantil Cândido Fontoura catalogou 30 obras, entre elas pinturas de artistas importantes como Francisco Cassiano (à esquerda) e Darcy Penteado (à direita), ambas doadas à instituição na década de 80, quando era dirigida pelo médico e apreciador de artes Sergio Pânico Grecco. Obras do próprio Grecco, que também é pintor, compõem o acervo do hospital.     


Bebedouro para cavalos do Emílio Ribas

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas também já havia tomado a iniciativa de catalogar seu patrimônio quando começou a reestruturar um museu histórico, em 2003. Na lista enviada ao Instituto de Saúde, consta uma escultura do próprio Emílio Ribas e um quadro doado pelo artista plástico Michel Goldfarb Costa em 2003. Entre os detalhes arquitetônicos, o instituto tem um bebedouro de cavalos no pátio.        

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também tem o registro das cerca de 50 obras de arte, entre elas o painel Proteção, de Jerônimo Noboru Ohnuma, que é professor do Instituto de Artes da Unicamp. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto listou 45 obras, a maioria pintura.     

O acervo do Hospital do Juquery soma mais de oito mil peças. Como a arte é uma ferramenta terapêutica há muito utilizada pela instituição, o hospital conta com um museu de obras feitas ou doadas por pacientes desde os anos 30 até a atualidade.  

O Centro de Referência do Idoso da Zona Norte acaba de restaurar um vitral italiano de autoria desconhecida, instalado na instituição à época de sua fundação, em 1938.  No Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), foram catalogadas 130 obras, entre esculturas, pinturas, mosaicos, gravuras e aquarelas. Apesar de não serem de autores renomados, os trabalhos têm conteúdo histórico importante.   

Para Granjeiro, reunir informações sobre esse patrimônio é fundamental para a sua preservação. Yara Nogueira destacou também que, além da beleza e singularidade, algumas obras mostram como a sociedade do passado vivia certos aspectos do cotidiano. Por exemplo, a imagem de um padre atendendo a doentes revela como eram feitas as consultas médicas no Brasil colônia, o local em que eram realizadas, quais eram as prioridades de higiene, quem eram os pacientes etc.  

O catálogo deve ser disponibilizado ao público pela Internet. “Mas isto não representará o fim do projeto”, diz Yara. Os coordenadores já pensam em uma série de subprodutos que podem ser gerados, entre eles a criação de um roteiro cultural para visitação pública. Além disso, a análise didática das obras pode gerar um livro sobre como era feito o atendimento ou como o paciente via a assistência médica no passado.

Resta esperar! 


Sala do Museu Emílio Ribas, com mobiliário da época da fundação do Instituto de Infectologia


Colaborou, Thulio Pompeu


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