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CAPA

PONTO DE PARTIDA
Uma visão sem ação é somente um sonho. Uma ação sem visão é apenas um passatempo. Uma visão com ação pode transformar o mundo. Joel Baker


ENTREVISTA
Chico de Oliveira, sociólogo, professor da USP e um dos fundadores do PT


CRÔNICA
Texto bem-humorado do médico e ex-jogador de futebol Sócrates


POLÍTICA DE SAÚDE
O acesso universal a medicamentos é uma meta que tem de ser o norte das ações...


CONJUNTURA
Projeto Xingú: iniciativa pioneira de atendimento médico feito em aldeias indígenas do país


COM A PALAVRA
A Medicina-espetáculo. Por Joaquim Prado Pinto de Moraes Filho


DEBATE
Cesárea a pedido


MÉDICO EM FOCO
Euryclides Zerbini


GOURMET
Polenta Especial: receita do anestesiologista José Carlos Canga


HISTÓRIA DA MEDICINA
O uso do branco por médicos


CULTURA
Pinacoteca de Santos


LIVRO DE CABECEIRA
O Código da Vinci e Tao Te King: Um Pequeno Grande Livro


GALERIA DE FOTOS


Edição 28 - Julho/Agosto/Setembro de 2004

ENTREVISTA

Chico de Oliveira, sociólogo, professor da USP e um dos fundadores do PT

Chico de Oliveira
O ornitorrincologista

Para o sociólogo Francisco – conhecido como Chico – de Oliveira, o Brasil é um ornitorrinco. Renomado autor das ciências sociais, sua mais recente publicação “Crítica à Razão Dualística – O ornitorrinco” reúne dois ensaios escritos num intervalo de três décadas. O último, de 2003, complementa um diagnóstico conjuntural da ambivalência brasileira no campo social, econômico e político iniciada no primeiro, de 1972.

Pernambucano do Recife, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do PT, Chico é um intelectual de passado e presente engajado. Com o golpe militar de 1964, foi para o Exterior, trabalhando na Guatemala e no México, no Centro de Estudios Monetários Latinoamericanos (Cemla). De volta ao Brasil, no final da década de 60, integrou-se ao Cebrap – centro de pesquisa criado por professores de emblemática oposição ao regime militar –, do qual, inclusive, foi presidente. Nos últimos tempos é mais reconhecido como dissidente petista e ornitorrincologista. Chico recebeu a equipe da revista Ser Médico para esta entrevista conduzida pelo conselheiro do Cremesp, Renato Azevedo Júnior. Entre outros assuntos, explica porque o Brasil é comparável ao mais bizarro representante da fauna australiana.


Ser Médico. Por que o senhor compara a sociedade brasileira atual com o ornitorrinco?
Chico Oliveira.
No processo evolutivo, o orni-torrinco é um animal que não deu certo. Ele veio de várias direções e parou num mamífero que tem patas, bico, esporão venenoso, a fêmea bota ovo, não tem tetas, mas os filhotes alimentam-se lambendo o leite que escorre nos pêlos da mãe. É a metáfora do Brasil: uma sociedade que tem tudo de moderno e de atrasado ao mesmo tempo. O bairro da classe A de São Paulo, o Morumbi, tem o Hospital Albert Einstein cercado pela maior favela da cidade. E os dois transacionam, porque o Einstein, para ter proteção, faz acordo com a favela. Os grandes colégios fazem a mesma coisa para que os garotos não sejam assaltados, dando bolsas de estudos em troca. Isso já é antigo na formação social brasileira. A Rede Globo passou uma minissérie sobre a Yolanda Penteado e seu marido, Ciccilo Matarazzo, os me-cenas da arte moderna no Brasil. Eles construíram o maior museu de arte da América Latina junto com um espertalhão, o Assis Chateau-briand, que fez a coleção chantageando empresários. A Yolanda tinha uma fazenda na qual trabalhava de meação com posseiros, a forma mais primitiva de exploração agrícola. E o círculo da arte moderna só tinha comunistas: Oswald Andrade, Cândido Portinari, Di Cavalcanti. O desenvolvimento brasileiro, depois de décadas de forte in-
dustrialização, resultou numa das sociedades mais desiguais do planeta. Isso não tem explicação econômica, porque o Brasil foi a segunda economia capitalista que mais cresceu no mundo.

Ser. O senhor esperava que o PT mudasse essa situação, nesses 20 anos que passou votando no partido?
Chico.
Esperava, embora no campo das ciências sociais, onde trabalho, sejamos inclinados ao ceticismo. Pelo que conheço do PT, não esperava mudanças radicais, mas o que veio é bem pior. É um partido acovardado, com uma direção conservadora que capitulou aos interesses dominantes da sociedade brasileira. Não esperava que capitulassem tanto; conheci bem esses dirigentes e eles são bastante realistas, mas exageraram.

Ser. O senhor diz que está aparecendo uma nova classe, formada por dublês de banqueiros e trabalhadores sindicalistas que se transformaram em operadores de fundo de previdência. São essas pessoas que comandam o PT de hoje?
Chico.
Eles têm enorme influência dentro do partido. O PT tem gente em todos os fundos importantes das antigas empresas estatais. A Constituição criou o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que financia o BNDES. A maior parte dos recursos internos do BNDES provém do FAT, logo, ele é responsável por financiar a acumulação de capital no Brasil. O PT tem gente no conselho deliberativo do FAT, que decide a aplicação dos recursos do Fundo; tem também na Previ, dos funcionários do Banco do Brasil; na Petros, da Petrobrás; no fundo de pensão da Vale do Rio Doce, que hoje é uma empresa privada, mas tem um fundo poderoso de investimento. Então, surgiu uma nova classe. Eles aplicam em investi-mentos, sobretudo em shoppings centers. A Previ está em todos eles, não como administradora, mas como cotista. À Previ não interessa se o shopping center explora o trabalhador sem carteira assinada, das 10 às 22 horas, sem pagar hora extra. O que ela faz? Protege o trabalhador ou o capital? Na maior parte dos casos, opta por proteger a rentabilidade de seus fundos. Isso criou um antagonismo de interesses que tem muita influ-
ência sobre o PT. Todos eles eram sindicalistas ou militantes que há 20 anos estavam fazendo greve por melhores salários. O mais grave é que
o núcleo dirigente do PT acredita que o capitalismo pode dar certo e que os trabalhadores têm todo o direito de também participar dos lucros do sistema.

Ser. A organização de trabalhadores mudou de lado?
Chico.
Não a organização como um todo, mas a camada de dirigentes pensa da mesma maneira que os capitalistas. Eles não
são os donos do capital porque falta-lhes o controle da propriedade. Isso ainda os distingue, mas eles controlam o acesso aos fundos públicos mais importantes e estão num lugar privilegiado. É uma nova classe muito parecida à que emergiu com o governo dos tucanos. Todos os grandes personagens do governo Fernando Henrique saíram de lá para
criar bancos ou consultorias. Eles são muito competentes, conhecem o Estado por dentro e dão um banho nessa burguesia vagabunda que o Brasil tem. Nada melhor do que ter sido ministro do Fernando Henrique Cardoso. Eles conhecem o mapa da mina e os caminhos que um empresário comum desconhece. O ex-ministro da Fazenda assumiu a direção executiva de um importan-te grupo bancário-financeiro. O Gustavo Franco parece que foi o único que voltou a dar aulas na PUC. Ele é mais prejudicial do que um banqueiro, pois ensina besteira.

Ser. Frente a essa situação, o que sobra para os milhões de brasileiros que passaram a vida na oposição e depositaram todas as esperança no PT? Seria fazer oposição fora do partido?
Chico.
É preciso tensionar o PT por fora, porque o partido está dominado por dentro e não permi-te nenhuma oposição. O PT é, possivelmente, a máquina política mais poderosa da América Latina, que adotou o estilo dos partidos de esquerda constituídos e administrados de cima para baixo. Durante muito tempo houve vida democrática dentro do PT, discutia-se nos congressos e encontros. Hoje as instâncias do PT só servem para legitimar o que a direção já decidiu. Eu participei do processo que discutiu a expulsão dos chamados radicais. A Comissão de Ética convocou dezenas de pessoas, prestamos depoimentos longos, que foram absolutamente desconsiderados. Poucos declararam estar convictos de que eles haviam prejudicado o partido, a grande maioria disse não concordar com essa avaliação, mas a direção já havia resolvido expulsá-los, e o fizeram. Assim como foi a maior novidade na política brasileira nos últimos cinquenta anos, no poder hoje o PT é talvez a fraude mais espantosa que houve na política brasileira, só comparável à de Carlos Menem, na Argentina, que se apoderou da herança política do peronismo e fez o oposto do que o partido recomendava. Há os que ainda se dão ao trabalho de fazer oposição dentro do PT para quebrar essa máquina hierarquizada e implacável, que se tornou uma oligarquia conservadora.

Ser. O seu livro também fala da revolução industrial tecnológica e as mudanças que estão ocorrendo nas relações de trabalho. Como ela afeta o Brasil?
Chico.
Essa revolução é de uma radicalidade insuspeitada e ainda não é possível medir todas as conseqüências sobre o trabalho, a vida cotidiana e a forma como as pessoas se relacionam. Há uma nova sociabilidade e ainda não sabemos exatamente se ela aproxima ou distancia as pessoas, mas sua primeira marca é claramente regressiva. Todas as grandes revoluções mudaram a forma de ser de cada um de nós. No plano do trabalho, o impacto é decisivo. Toda vez que faço uma operação bancária no computador de minha casa, desemprego cinco bancários. O efeito disso é devastador, significa um espantoso aumento da produtividade, só comparável ao que se passou quando as pessoas saíram do campo para as cidades. Essa simples passagem aumentou a produtividade do trabalho à enésima potência. A maior parte das ocupações tornou-se irrelevante. Isso explica parte do or-nitor-rinco: um enorme aumento da produtividade, 60% da força de trabalho em ocupações informais e 20% desempregada na Grande São Paulo. Não podemos fazer a roda voltar para trás, mas temos de buscar alternativas para corrigir essa situação, daí a importância das políticas sociais.

Ser. Qual é o papel da esquerda atual numa sociedade extremamente desigual como a brasileira, premiada por essa revolução tecnológica?
Chico.
Não considero de esquerda os que estão no governo, porque estão contentes com o que se passa. Considerando a esquerda que está empenhada na justiça social, ela é desatualizada e despreparada teoricamente. Ainda pensa em reagrupar todos os trabalhadores e em criar 10 milhões de empregos, mas essa alternativa não existe mais. Isso não quer dizer que não se pode fazer nada. Para dar um exemplo de uso do poder do Estado, a Prefeitura de São Paulo, que tem um sistema de limpeza pública urbana terceirizado, deveria obrigar as empresas a usarem mão-de-obra intensivamente, a criar empregos, mesmo esse mais banal apenas para varrer o chão. Claro que isso não é solução, mas serve para desafogar.

Ser. O PT tem vários projetos de cunho assistencialista. A política de assistencialismo da esquerda é diferente da direita?
Chico.
A esquerda diz que tem melhores intenções, mas não existe diferença, assistencialismo é um só. Para quem foi educado na ética cristã é difícil recusar o Fome Zero. Embora pareça uma atitude cínica, quando estou de barriga cheia e os outros passam fome, acho esse programa
improdutivo economicamente. Ninguém quer que a Caixa Econômica Federal volte a ser um balcão de negócios políticos, mas um pedaço do Fome Zero poderia ser usado para se chegar ao juro zero no financiamento da casa popular, que deslancha uma operação industrial na construção civil, desde fazer tijolo até cano de torneira, além de
dar moradia. O Fome Zero, no máximo consegue mover dois ou três comerciantes que vão forne-cer farinha, carne seca e fubá. Eonomicamente é preferível fazer outra coisa. Dar comida a quem tem fome não leva muito longe, é uma política assistencialista que não tem nenhuma diferença da política da direita.

Ser. Qual é a sua opinião a respeito da proposta do Governo de criar cotas para negros e deficiente nas universidades privadas?
Chico.
A primeira coisa que deveríamos fazer era aumentar o número de vagas nas universidades públicas. É mentira que a universidade pública só tem gente de elite. Estudos feitos na USP, pelo Ministério da Educação e pelo IBGE provam o contrário: 50% já provêm de escolas públicas. A maior parte da população é negra, e os negros são os mais pobres, então, se ampliarmos o número de vagas, certamente a proporção de pobres e negros vai aumentar. Empurrar deficientes e carentes em universidades privadas é jogar as pessoas para instituições despreparadas.

Ser. Na área de Medicina, alguns cursos privados não têm nem hospital. O pior é que se utilizam de hospitais públicos.
Chico.
A Folha de São Paulo se deu ao trabalho de fazer os cálculos do que o governo vai perdoar de dívida das entidades chamadas filantrópicas e não filantrópicas. Com o que vai deixar de cobrar, poderia dobrar o número de vagas nas universidades públicas. Ao invés de fazer essa manobra, faça o contrário: cobre imposto e dobre o número de vagas.

Ser. O Estado brasileiro está tentando transferir suas obrigações para entidades com fins lucrativos, como aconteceu no ensino médio?
Chico.
As grandes e boas escolas médias eram as públicas e tornaram-se privadas. Algumas conseguem manter a qualidade, mas é diretamente proporcional ao valor da mensalidade. Meu filho dava aulas de Política numa universidade privada, com campi por São Paulo toda. Quando avisavam que a Comissão de Avaliação da Capes ia chegar, simplesmente alugavam uma biblioteca. Um caminhão chegava lá e despejava a biblioteca. Depois que a Capes ia embora, o caminhão de mudança tirava a biblioteca. Assim, literalmente, para enganar a Capes.

Ser. O senhor acha que o processo seletivo para entrada na universidade pública é justo?
Chico.
O processo de seleção da universidade discrimina porque a sociedade discrimina. Se desbloquearmos o vestibular, abaixamos o nível da universidade violentamente. Temos de recuperar o aluno lá atrás ou a universidade vira um colegião imediatamente. É preciso investimentos altos em professores e equipamentos para não baixar o nível de ensino, que no geral já é baixo. Educação é cara mesmo, e não deve ser pensada de outra maneira. Há muitos anos, o México fez uma experiência extraordinária. A Universidade Nacional Autônoma do México, a maior de todas, assumiu o curso do colegial. Quem se colocava bem nos cursos intermediários, entrava na universidade sem vestibular. Para desbloquear, ou procuramos uma solução à la mexicana ou como a que (José) Goldenberg tentou fazer quando era reitor da USP (1986-1990). Apesar de ter feito muita besteira, nisso ele acertou na mosca. O Goldenberg fez uma experiência em Santos, encarregando a USP de dar o curso pré-vestibular gratuito. E o modo de seleção incluía as pessoas mais pobres.

Ser. O PT pode mudar o rumo de sua política nos dois anos e meio que ainda tem à frente do Governo Federal?
Chico.
O Governo tem de fazer uma distribuição de renda poderosa. Dentro da vida privada, quando queremos atingir um objetivo, primeiro radicalizamos e depois ajustamos para trás, de acordo com a reação do adversário. O governo Lula começou esticando a corda da ortodoxia ao máximo e, se recuar agora, os capitais vão sair do país. Quando se fez o máximo, é muito difícil recuar. Eles estão encurralados na própria armadilha. Acho muito difícil mudar com a euforia que se tem com as duas coisas dinâmicas da economia brasileira: os juros e o agrone-gócio. Por causa do agronegócio, da soja, dos pesticidas, o mapa de Mato Grosso só tem uma mancha verde, a do Parque do Xingu. No futuro só duas coisas continuarão sendo importantes, água e energia, mas eles estão matando o futuro.

Ser. O senhor tem uma posição sobre os transgênicos?
Chico.
Acompanho a posição da física ambientalista indiana Vandana Shiva, detentora do Right Livelihood Award  (conhecido como o Prêmio Nobel Alternativo) de 1993. Ela me disse uma vez que “o mal dos transgênicos é ser reducionista”. Essa diminuição é perigosa e defende mal a natureza. O Brasil, que tem a maior biodiversidade do planeta, precisa preservar essa capacidade.
 
Ser. Qual será o futuro do mundo e do poder americano como uma potência hegemônica que se movimenta dentro de outros países?
Chico.
Alguns teóricos acham que estamos numa condição imperial, que é a reprodução de Roma. Eu acredito que não, existem forças que estão ajudando a abrir esse leque, como a própria União Européia, embora ela tenha um “Cavalo de Tróia” lá dentro, porque a posição da Polônia a esse respeito é péssima. O mais insidioso da situação é que o modo de vida individualista americano está se espalhando pelo mundo e pode destruir muitas culturas. É uma espécie de cultura que carrega em si esse elemento transgênico de reducionismo e de empobrecimento, que destrói a diversidade. Há algo mais pobre do que o inglês americano que se fala nos EUA? Essa foi a condição para se transformar em língua universal, mas é paupérrima, tem um único verbo para cinqüenta situações di-ferentes. A capacidade de ver e descrever o mundo reduziu-se enorme-mente com o cinema americano. Esse é o verdadeiro imperialismo, que não vem pelas armas e ocupações, mas pelo modo de vida que inspi-
ram. É uma sociedade violenta e o filme “Gangues de Nova York”, de Martin Scorcese, mostra a sua origem. É uma sociedade formada como gangues, as pessoas se reúnem em grupos homogêneos para lutar contra o estranho. Para a cultura norte americana, todo aquele que está fora de seu grupo é um estranho.

Ser. E a China?
Chico.
A China certamente ameaça o poder mundial americano. Eles são um bilhão e trezentos milhões, não dá para brincar. Além disso, vai influenciar muito economicamente, porque tem uma grande demanda. Mas não gosto do modelo político chinês. A China está usando sua grande população para entrar em todos os mercados. O Brasil está pensando em fazer um acordo de livre comércio com a China. Eles são loucos! Não há nada que resista à força produtiva chinesa, pagando salários de 25 dólares ao mês. A indústria brasileira de brinquedos já acabou faz tempo, por causa dos fabricantes chineses. São brinquedos descartáveis, que em pouco tempo estão quebrados. Economicamente eles são perigosíssimos e o Brasil não pode cair nesse conto do vigário de livre comércio.


*Chico de Oliveira é autor de Crítica à Razão Dualista - O ornitorrinco, A Economia da Dependência Imperfeita, A Falsificação da Ira, Elegia para uma Re(li)gião, O Elo Perdido e do clássico artigo “O surgimento do antivalor” publicado na revista Novos Estudos, do Cebrap.


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