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    01-12-2022

    Evento

    MasterClass debate a segurança nos procedimentos anestésicos

    Represamento de cirurgias durante a pandemia é um dos principais motivos do aumento delas em ambiente ambulatorial e, consequentemente, dos riscos anestésicos

    "Procedimentos anestésicos estão sendo, muitas vezes, negligenciados; normas de segurança e padrões necessários para uma cirurgia segura estão sendo esquecidos; o número de cirurgias ambulatoriais, de maneira cada vez mais ousada, está nos assustando", alertou a 2ª secretária do Cremesp, Maria Camila Lunardi, ao abrir o terceiro debate MasterClass, realizado no dia 30 de outubro, às 20 horas, na sede central do Cremesp. Lançado recentemente, o projeto tem o apoio da Comissão de Defesa do Ato Médico do Conselho e visa a realizar conversas presenciais sobre os principais temas das Sociedades de Especialidades. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do Conselho, em: https://www.youtube.com/watch?v=YuAWzmEWvgM  e está disponível desde então.

    Além de Maria Camila, que é também a coordenadora do MasterClass, o debate contou, pelo Cremesp, com a participação do conselheiro e coordenador do Departamento Jurídico, Joaquim Francisco de Almeida Claro. Como convidados, estiveram presentes o diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, Luiz Fernando dos Reis Falcão, e a diretora de Relações Internacionais da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo, Cláudia Simões.

    A seguir, alguns dos principais trechos do debate de cerca de uma hora, que, dada a sua importância, vale a pena ser assistido, na íntegra, pelo YouTube do Cremesp.

    Números assustadores

    "Estamos percebendo algumas situações que estão ficando cada vez mais comuns e que, infelizmente, vão contra a segurança do paciente e isso nos preocupa muito. Procedimentos anestésicos estão sendo, muitas vezes, negligenciados. As normas de segurança estão sendo esquecidas e até mesmo os padrões mínimos necessários para uma cirurgia segura. É muito importante sabermos qual o posicionamento das Sociedades de Anestesiologia em relação a isso, para podermos orientar outros colegas anestesistas em relação à situação que eles estão vivendo.Uma das situações que está nos assustando é o número de cirurgias ambulatoriais, que estão acontecendo de maneira cada vez mais ousada. São cirurgias de pacientes que, muitas vezes, não foram avaliados corretamente. Muitos deles têm um risco cirúrgico aumentado e são operados em ambientes sem uma estrutura mínima necessária, com o uso de procedimentos anestésicos bastante invasivos. No último MasterClass, sobre procedimentos dermatológios e de cirurgias plásticas, foi dito que anestésicos inalatórios estão sendo usados em consultórios médicos e, principalmente, de não médicos. Anestésicos intravenosos também estariam sendo usados em lugares sem estrutura para um atendimento seguro." (Maria Camila Lunardi)

    Critérios

    "De fato, as cirurgias ambulatoriais são uma realidade cada vez mais frequente, não só no Brasil, mas no mundo, e precisamos ficar atentos. Quando feitas da maneira correta são boas para o sistema de saúde. Não há motivo, muitas vezes, para um paciente ficar internado dentro de um hospital, de um dia para outro. Quando falamos de cirurgia ambulatorial,  falamos de um ambiente hospitalar ou de um ambiente com uma estrutura propriamente dita ambulatorial. Precisamos cuidar e proteger o nosso paciente. Para isso, existem regras e resoluções das Sociedades de Especialidade e do Conselho Federal de Medicina (CFM), estabelecendo os critérios mínimos necessários para se garantir a segurança do paciente. Todo ato anestésico, realizado em regime ambulatorial ou não, prima pela segurança do paciente, atendendo, primeiramente, a elegibilidade. Há pacientes com comorbidades mais graves que podem estar descontroladas, e não são elegíveis para procedimentos ambulatoriais. Em segundo lugar, é preciso fazer uma correta avaliação do paciente por toda a equipe multidisciplinar e ele tem de estar ciente dos riscos e dos benefícios do procedimento. Em terceiro, temos o pós-operatório. O paciente vai ter uma adequada recuperação em casa? Ele tem uma estrutura familiar que possa recebê-lo? Isto do ponto de vista geral, pois, quando falamos de procedimentos ambulatoriais por profissionais não capacitados ou por não médicos, aí tornam-se proibitivos. Temos, cada vez mais, denúncias de pacientes que foram colocados em risco por essas atuações." (Luiz Fernando dos Reis Falcão)

    Contexto

     "O momento que estamos vivendo tem sido um fator agravante de todo esse cenário. Como disse a dra Camila, há um enorme número de cirurgias ambulatoriais, que foram represadas durante a pandemia. Há muita pressão sobre as instituições de saúde, os médicos e os pacientes, para dar vazão a todos os procedimentos represados. Mas, existem pacientes que não têm indicação para serem atendidos em unidades ambulatoriais. Além do represamento de cirurgias, muitos pacientes acabaram, no período da pandemia, não dando continuidade a seus tratamentos clínicos, o que gerou descompensações. Então, temos uma fórmula extremamente perigosa neste momento: alta demanda, sem, muitas vezes, esclarecimento de todos os riscos aos pacientes. E ele quer a resolução de seus problemas, quer ser operado e retornar para casa o mais rapidamente possível, mas não tem consciência do risco a que pode estar sendo exposto. Compete -nos garantir essa segurança e buscar as condições adequada para o atendimento desse paciente. Temos,  nas resoluções, diferentes tipos de unidades onde podem ser realizados procedimentos em regime ambulatorial. E, reforçando, o agente anestésico, seja ele inalatório ou endovenoso, não é uma contraindicação propriamente dita, mas sim o contexto em que ele é utilizado." (Cláudia Simôes)

    Tempestade perfeita

    "Elogio sempre, tanto a Sociedade Brasileira de Anestesiologia quanto a Sociedade Estadual da mesma especialidade, pois a anestesiologia  foi a primeira especialidade a incorporar os princípios da aviação no seu dia a dia, como o check-list, provocando uma mudança radical. Os anestesiologistas são nossos anjos. Acredito que, em um futuro próximo, nós devêssemos começar a distinguir de forma mais clara o que é cirurgia ambulatorial e o que é cirurgia em consultório. É diferente de fazer uma cirurgia grande dentro de um centro cirúrgico e o paciente ir embora no mesmo dia. O principio do "hospital dia" é muito bem aceito. Todos ganham com ele, a sociedade e o paciente. Já a cirurgia feita em consultório, longe de uma estrutura adequada, foge dos preceitos das Sociedades sobre o que significa uma cirurgia segura. Temos uma tempestade perfeita. Por causa da pandemia, os pacientes estão em um estado clínico muito pior e os hospitais estão mais deficitários do que antigamente. Faltam, às vezes, remédios básicos." (Joaquim Francisco de Almeida Claro)

    Confira as fotos do evento

    Fotos: Luciana Cássia
     


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