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    13-02-2020

    Covid-19

    Cremesp atualiza informações sobre prevenção, diagnóstico e testagem ao novo coronavírus

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou como Covid-19 a infecção causada pelo novo coronavírus. A palavra vem do acrônimo em inglês corona virus disease. Além dessa novidade, o Cremesp, a partir de compilações do Medscape, traz novas informações aos médicos da “linha de frente”, os primeiros a lidar com casos suspeitos e/ou prováveis.

    Incubação, transmissão e epidemiologia
    Segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC, nos EUA), o período de incubação do Covid-19 se situa entre dois dias e duas semanas após o contágio.

    Acredita-se que a transmissão aconteça por via respiratória, por meio de gotículas de tosse e espirro, como ocorre com patógenos da influenza e rinovírus.  

    Muitos dos casos iniciais da Covid-19 foram associados à exposição direta ao coronavírus em mercados locais que comercializavam animais vivos e frutos do mar. Porém, há evidências de que, no caso da Covid-19, a transmissão tornou-se possível de humanos para humanos.

    Segundo a OMS, tal modalidade de disseminação na China parece estar amplamente limitada a familiares, profissionais da saúde que prestam atendimento aos doentes e outros contatos próximos. Se o padrão for mantido, a Agência projeta que o surto possa ser contido.

    Um relatório inicial envolvendo 425 pacientes com infecção confirmada em Wuhan (China) buscou descrever a epidemiologia da doença. No grupo, o período médio de incubação foi de 5,2 dias, com variações entre 4,1 e sete dias. O tempo mais longo desde a infecção até os sintomas foi de 12,5 dias.

    À época do levantamento, a epidemia dobrava aproximadamente a cada sete dias, e o número reprodutivo básico (quantidade de indivíduos infectados por uma só pessoa) era de 2,2. Dados adicionais provavelmente definirão melhor o curso clínico, o tempo de incubação e a duração da infectividade.

    Casos graves na China foram relatados em adultos acima de 40 anos e se voltaram principalmente aos homens: por exemplo, em relatório inicial com 41 pacientes infectados em Wuhan, a pesquisadora Jennifer Huang relata a predominância de 78% do sexo masculino, contingente que apresenta mais comorbidades significativas.

    Sintomas
    Apesar de as informações estarem limitadas ao início dos surtos de Covid-19, as apresentações da doença variaram de assintomático/sintoma leve até doença grave e mortal.

    No início do surto, um paciente com Covid-19 (um homem de 61 anos com um tumor abdominal subjacente e cirrose) foi internado com pneumonia grave e insuficiência respiratória. As complicações da infecção incluíram ainda choque séptico, SDRA, e falência de múltiplos órgãos, resultando em morte.

    Embora os relatórios iniciais tenham se concentrado em pacientes com doenças graves que levam à hospitalização, casos mais leves e até assintomáticos também surgem.

    O achado clínico mais comum informado pelo grupo de Huang et al foi febre (98%), seguido de tosse (76%) e mialgia/fadiga (44%). Dor de cabeça, produção de escarro e diarreia eram menos comuns. O curso clínico foi caracterizado pelo desenvolvimento de dispneia em 55% dos pacientes e linfopenia em 66%. 

    Todos aqueles com pneumonia apresentaram achados anormais de imagem pulmonar. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) foi identificada em 29% dos pacientes, e opacidades em vidro fosco podem aparecer em exames por tomografias computadorizadas.

    Comparação com SARS e MERS
    A síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) também são causadas por coronavírus que passaram de animais para humanos – porém necessitam do contato humano-animal. Essa é a principal diferença em relação ao Covid-19: casos recentes envolvem indivíduos que não relataram contato com mercados de animais.

    Relatórios iniciais descreveram a Covid-19 como clinicamente mais leve que a MERS ou SARS em termos de gravidade e taxa de mortalidade. Até agora, a taxa de mortalidade para a infecção da Covid-19 parece ser de cerca de 2%, enquanto que, dos 8 mil indivíduos desenvolveram SARS, quase 800 morreram da doença (taxa de mortalidade de aproximadamente 10%), até ser controlada em 2003. A MERS continua a ressurgir em casos esporádicos: um total de 2.465 foram confirmados por laboratório desde 2012, resultando em 850 mortes (taxa de mortalidade de 34,5%).  

    Testes para detecção
    O genoma completo da Covid-19 foi publicado pela primeira vez pelas autoridades de saúde chinesas logo após a detecção inicial, facilitando a caracterização e o diagnóstico viral. O CDC analisou o genoma do primeiro paciente dos EUA que desenvolveu a infecção em 24 de janeiro de 2020, concluindo que a sequência é quase idêntica às relatadas pela China. Constatou-se que o Covid-19 é um beta-coronavírus do grupo 2b, que possui pelo menos 70% de similaridade na sequência genética com SARS-CoV.

    Atualmente, nos Estados Unidos, os testes de diagnóstico para Covid-19 são realizados pelos CDC, que os desenvolveu após autorização emergencial obtida do Food and Drugs Administration (FDA). Trata-se de um ensaio de reação em cadeia da polimerase reversa por transcrição reversa (rRT-PCR), que pode ser usado para diagnosticar o vírus em amostras respiratórias e de soro de amostras clínicas.

    Assim, para otimizar a probabilidade de detecção, amostras dos tratos respiratório superior e inferior e soro devem ser coletadas. Em pacientes com suspeita de infecção por Covid-19, o isolamento de vírus em cultura de células ou a caracterização inicial de agentes virais recuperados em culturas de amostras não é recomendado por razões de biossegurança.

    No Brasil, em geral, os exames de casos suspeitos são analisados por amostras de material respiratório (secreção da garganta ou nariz) enviadas, com urgência, ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Estado onde o paciente se encontra. Em São Paulo, é o Instituto Adolfo Lutz que, conforme seu protocolo laboratorial para a coleta, acondicionamento e transporte de amostras biológicas para investigação, encaminha uma das amostras para ser analisada por PCR em tempo real e outra por análise metagenômica.

    Os exames feitos por PCR verificam a presença de material genético específico do novo vírus. Já a análise metagenômica é muito mais complexa, e demanda softwares e banco de dados para verificar todo o material genético presente em uma amostra.

    Se os testes de laboratório confirmarem outro patógeno, Covid-19 pode ser excluído, embora essa recomendação possa mudar no futuro.

    Exames complementares

    • Radiografia de tórax – Pode revelar infiltrados pulmonares;. 
    • Tomografia computadorizada – Pode revelar infiltrados ou consolidação em vidro fosco, quase sempre bilateral. 

    Tratamento e prevenção
    Até agora nenhum tratamento antiviral específico ou vacina estão disponíveis para o tratamento de Covid-19.

    Recomenda-se que pacientes infectados recebam cuidados de suporte para ajudar a aliviar os sintomas. Em casos graves, a função dos órgãos vitais deve ser avaliada e tratada.

    Pacientes com suspeita da infecção devem ser atendidos em uma sala privada com a porta fechada (uma sala de isolamento de infecções transmitidas pelo ar seria o ideal) e solicitados a usar máscara cirúrgica. Conforme a OMS, familiares, visitantes e profissionais de saúde devem usar as precauções de contato e gotículas antes de ficar no mesmo aposento com pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19.

    Nos hospitais, ambulatórios e consultórios, indica-se limitar o número de profissionais de saúde, familiares e visitantes e registrar as pessoas que mantiverem contato com o assistido. Quando possível, colocar os pacientes infectados ou com suspeita deste coronavírus em quartos individuais e ventilados. Quando não for, agrupar com outros em situação semelhante.

    Também quando houver chance, uma equipe de profissionais de saúde deve ser designada para cuidar exclusivamente de casos suspeitos ou confirmados de Covid-2019, reduzindo o risco de transmissão. Todos do grupo devem usar máscara cirúrgica, óculos de proteção e / ou proteção facial, com vistas a evitar a contaminação das membranas mucosas.

    Após o atendimento é preciso realizar o descarte adequado de todos os equipamentos de proteção individual e higiene das mãos, e usar um novo conjunto ao cuidar de outro paciente.  

    Veja também:

    Cremesp traz informações atualizadas aos médicos sobre a disseminação do coronavírus
     


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