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    09-03-2018

    Cerimônia

    Cremesp lança o livro Bioética e a violência contra a mulher na Assembleia Legislativa de SP

    "Em um país que ainda está engatinhando no combate à violência contra a mulher, como o nosso, onde as vítimas podem buscar ajuda? É nos ambulatórios médicos ou nas delegacias, mas nestas são atendidas majoritariamente por homens, enquanto a Medicina está se feminizando. Esta obra pode colaborar para uma mudança de paradigma". A afirmação foi feita pelo presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim, na abertura do lançamento do livro Bioética e a violência contra a mulher - Um debate recorrente entre profissionais da Saúde e do Direito, no auditório Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

    A cerimônia contou, também, com a presença dos coordenadores e colaboradores do livro, além de profissionais e representantes de diversas entidades e instituições. Ao final, a médica infectologista e coordenadora do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (Navis) do Hospital das Clínicas, Maria Ivete Boulos; e o psiquiatra e médico assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas; ambos da Fmusp, proferiram uma palestra.

    Fizeram parte da mesa, além de Camarim, o diretor presidente do Instituto do Legislativo Paulista da Alesp, Vinícius Schurgelies; Nadir Eunice V. Barbato de Prates e Janice Caron Nazareth, ambas membros do Conselho Consultivo do Centro de Bioética do Cremesp; e o conselheiro e coordenador do Centro de Bioética do Cremesp, Reinaldo Ayer de Oliveira.

    A intensa produção de livros por meio do Centro de Bioética foi ressaltada por Reinaldo Ayer. "O Conselho tem um material muito rico em decorrência de seu contato com os médicos, processos, eventos etc.", afirmou, explicando que Bioética e a violência contra a mulher surgiu a partir de um seminário promovido pelo Cremesp, no qual diversos especialistas expuseram suas ideias sobre o tema. Os textos foram revisados e, em alguns casos, ampliados pelos autores. Em mais de 20 capítulos, diferentes profissionais abordaram questões como 'Perfil da brasileira que sofre violência'; 'Maioria das mulheres assassinadas morre pelas mãos do homem que ama'; 'Delegacia da Mulher: acolhimento ou humilhação?'; e 'O abuso sexual como conflito ético no Conselho Regional de Medicina de São Paulo'.

    Para Nadir Prates, "a desigualdade de gênero está no cerne da violência contra a mulher". Segundo ela, "a violência de gênero não vai acabar enquanto os homens não forem envolvidos na luta para combatê-la". Janice Nazareth acentuou "a importância de disseminar esse livro, para que as mulheres tenham coragem de encerrar o ciclo de violência doméstica".

     

    Epidemia silenciosa

    Com 17 anos de experiência no atendimento a vítimas de violência, no Navis, Ivete Boulos afirmou, em sua palestra, ser preciso que os médicos perguntem às suas pacientes sobre violência. "Na anamnese, perguntamos até mesmo sobre os antepassados do paciente, mas nunca nos ensinaram a indagar se o paciente ou a paciente sofre alguma violência; a mulher não fala e o médico não pergunta". Bioética e a violência contra a mulher "vem colocar uma luz sobre um problema que está no cotidiano de nossa sociedade, quase como uma epidemia silenciosa", afirmou.

    A médica explicou os vários tipos de violência: sexual (com toques ou sem toques), doméstica, física, psicológica, patrimonial, stalking (perseguição persistente), cyberbullying e sexting (adolescentes que fotografam colegas em ângulos constrangedores para contabilizar mais likes nas redes sociais).

    No caso da violência sexual, a coordenadora do Navis acentuou que em 70% dos casos o agressor é alguém de dentro da casa da vítima. Os demais são sociopatas ou maníacos. A recuperação é mais rápida quando a agressão é feita por um agressor de rua. Mas principalmente, as vítimas crianças ou adolescentes, que sofrem abusos persistentes, muitas vezes, durante anos, "precisam ser acompanhadas por muito tempo, e grande parte delas tem ideias suicidas e baixa autoestima".

    As vítimas da violência sexual têm muita dificuldade em pedir ajuda e em falar das agressões que recebe ou recebeu. Por isso, ressaltou Ivete Boulos, é fundamental que elas se sintam acolhidas quando decidem falar, para dar início a um vínculo de confiança. O atendimento por equipe multiprofissional também é essencial, explicou, bem como as várias condutas e protocolos relativos a exames e medicamentos.

    Cerca de 30% das mulheres vão sofrer violência de um parceiro ou não parceiro, destacou Marco Scanavino, em sua palestra. "As crianças são particularmente vulneráveis", acrescentou. Segundo um estudo australiano, 77% das vítimas de violência sexual desenvolvem transtorno de ansiedade. Transtorno de estresse pós-traumático, depressão, uso de substâncias químicas e comportamento de risco estão, também, associados a esse tipo de agressão, principalmente, nas vítimas de abuso sexual precoce.    

    Interessados em receber o livro Bioética e a violência contra a mulher devem entrar em contato com a Biblioteca do Cremesp, pelo telefone (11) 4349-9982, ou fazer o download gratuito neste link.

     

    Foto: Osmar Bustos


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