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    04-04-2017

    Além das consequências

    Mauro Aranha

    Em uma nova sondagem realizada pelo Cremesp, em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), a situação dos médicos e dos profissionais de enfermagem diante da violência segue em estado crítico. Os resultados mostram, por exemplo, que cerca de 60% dos entrevistados já sofreram algum tipo de agressão no trabalho, seja ela física, verbal ou psicológica. A maior parte ocorre no âmbito do SUS.

    Os altos índices e a recorrência da violência não são indicadores de desgaste da relação entre profissionais de Medicina e de Enfermagem com os pacientes e seus familiares, como alguns equivocadamente podem deduzir. Prova disso é que, em 15 de março, o Datafolha divulgou pesquisa dando conta de que os médicos são os profissionais com maior credibilidade e confiança junto à população, seguidos pelos professores e bombeiros. No fim da lista, os políticos.

    É justamente na bifurcação entre a política e a gestão da coisa pública que podemos propor uma explicação para o crescimento da violência. A insatisfação geral da população advém da precariedade, da falta de qualidade dos serviços de saúde. Envolve a dificuldade de acesso a tratamentos; longos deslocamentos e filas de espera, no dia da consulta, sem o devido acolhimento; carência de especialistas na rede pública; e condições estruturais precárias dos equipamentos de saúde. Disso resulta que os profissionais de saúde, linha de frente da atenção aos doentes e familiares, respondam indevidamente pelo descaso dos governos, de que também são vítimas. Cremesp e Coren-SP, irmanados, continuarão atentos e trabalhando nisso.

    Todavia, se a cadeia causal, e mesmo multifatorial, dos fatos da vida desdobram-se em nexos previsíveis e, por vezes, trágicos, são os acontecimentos fortuitos que nos fazem exultar, em esperanças que emocionam, como as relatadas nesta edição do JC: estudantes de Medicina que produzem reflexões bioéticas, eivadas de valores humanistas e sociais; egressos de escolas médicas que comparecem em peso no Exame do Cremesp, movidos pelo desejo de serem melhores médicos; um secretário municipal de saúde disposto a ouvir e a conciliar as angústias e as divergências dos cidadãos que produzem ou recebem as ações em saúde; um “doutor das águas” que, num dia de pescaria, se deixou tocar por um sintoma simples de pessoas simples, e que fez do humano entretecer humanos, o mais além do humano: transformou os outros, transformou-se a si.

    Tags: CremespEditorial.

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