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    17-02-2017

    Simpósio

    Para presidente, decisões em políticas sobre drogas envolvem complexidade temática

    Mauro Aranha no simpósio Políticas sobre Drogas: Avanços e Desafios

    O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Mauro Aranha, defendeu que as deliberações relacionadas à política sobre drogas no País sejam compatibilizadas entre os vários setores envolvidos, de forma que a “verdade” de nenhum grupo se sobreponha sobre a de outro. Para ele, a temática do uso de drogas é complexa e, portanto, pede que as decisões sejam compartilhadas, o que é muito difícil em um País como o Brasil. Aranha participou do simpósio Políticas sobre Drogas: Avanços e Desafios, realizado no sábado (11/2), no Centro de Convenções Rebouças. O evento foi organizado pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

    “O tema das drogas é profundamente complexo e envolve a interrelação de dados, de crenças e valores que devem convergir para algum lugar”, defendeu Aranha.  “As deliberações relacionadas às drogas devem ser colegiadas e envolver a todos que participam deste campo, mas, infelizmente, este não é modo de funcionamento do nosso País e é por isso que não caminhamos”, declarou. 

    Para Aranha, o autor que melhor representa um campo de trabalho tão complexo como o das drogas é Jürgen Habermas, que desenvolveu o conceito de razão comunicativa na Filosofia. “A razão comunicativa não parte do pressuposto de que a verdade de um determinado grupo tenha de ser assumida pelos outros. A partir da linguagem compartilhada e mutuamente referendada, e em condições procedimentais equilibradas e honestas do debate, as razões de uns são cotejadas com as razões de outros para uma convergência final de divergências não contraditórias. Tendo, assim, por resultado, uma deliberação efetiva e sustentável.

    O presidente do Cremesp também falou sobre a posição do Conselho em relação à descriminalização do porte para uso de Cannabis, e citou a Nota Pública da instituição sobre o assunto. Aranha também defendeu uma reformulação das políticas para a prevenção do uso de drogas e atenção integral multiprofissional aos usuários que, segundo ele,  só possíveis quando a questão deixar de ser decidida prioritariamente no âmbito da segurança pública e do crime, o que resulta em condenação e prisão de muitas pessoas que não deveriam estar presas (supostos traficantes) mas, sim, ser tratadas no âmbito da saúde.

    O simpósio foi coordenado pelo professor  do Departamento de Psiquiatria da FMUSP e coordenador do Grea, Arthur Guerra de Andrade, que apresentou um panorama histórico referente às reformas políticas sobre drogas implementadas em alguns países do mundo, como Holanda, Espanha, Portugal, Estados Unidos (nos estados do Colorado e Washington) e Uruguai. Também participaram do encontro o jornalista Dênis Russo Burgierman, autor do livro “O fim da Guerra”; o secretário executivo da Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD), Cristiano Maronna; os psiquiatras Valentim Gentil e Camila Magalhães Silveira, ambos do departamento de Psiquiatria da FMUSP, entre outros.  

    Foto: Osmar Bustos

    Tags: Simpósio.

    Veja os comentários desta matéria


    Inúmeros cientistas da área da saúde confirmaram os malefícios para o cérebro de quem faz uso da maconha. Então por que não condenar, definitivamente, seu uso?
    Rubem Rino

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