Busca
Classificação de assuntos:

Pesquisa por palavra-chave:


Últimas Notícias
  • 19-02-2018
    PEMC em Campinas
    Novo módulo do programa abordará os "Aspectos Éticos em Perícias Previdenciárias"
  • 19-02-2018
    Evento
    Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de SP debaterá 30 anos do SUS em Rio Claro
  • 19-02-2018
    Ato Médico
    STF mantém proibição da prática de acupuntura por fisioterapeuta
  • 19-02-2018
    Solenidade
    Presidente do Cremesp entrega Código de Ética do Estudante aos alunos de Medicina da Unifae
  • Notícias


    29-12-2016

    Pronto Atendimento

    CFM e AMB se posicionam contra a redução do número de médicos nas UPAS e chamam atenção para os riscos da decisão do Governo

    A possibilidade de redução no número mínimo de médicos necessários ao funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no País, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (29), foi alvo de críticas por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB). Em nota divulgada no mesmo dia, as duas entidades alertam para os riscos gerados pela medida, “penalizando ainda mais os médicos e os demais membros das equipes de saúde e, principalmente, a população que busca assistência de urgência e emergência”.

    O CFM e a AMB informam que tomarão todas as providências cabíveis contra essa medida que, “na essência, representa o predomínio da lógica econômica em detrimento dos direitos individuais e coletivos previstos na Carta Magna de 1988”.

    Para as entidades, essa mudança de parâmetros comprometerá a qualidade do trabalho médico e da assistência oferecida aos brasileiros “em momentos de extrema vulnerabilidade”.  Para CFM e AMB, os gestores públicos – nos âmbitos do Ministério da Saúde e das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde – devem encontrar fórmulas que permitam o funcionamento pleno desses serviços, “sem distorções que coloquem em risco a vida e o bem-estar dos brasileiros em momentos de extrema vulnerabilidade”.

    NOTA Á SOCIEDADE SOBRE ANÚNCIO DE REDUÇÃO DO NÚMERO MÍNIMO DE MÉDICOS NAS UPAS

    Diante do anúncio do Ministério da Saúde de mudanças nas regras mínimas para funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no País, feito nesta quinta-feira (29), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) externam publicamente posição contrária à decisão e preocupação com o impacto dessa medida para a qualidade da assistência médica oferecida aos brasileiros que dependem da rede pública.

    1)    A redução no número mínimo de médicos para cada UPA - de quatro para dois profissionais - traz como consequência imediata o aumento da sobrecarga já existente no atendimento nesses serviços, penalizando ainda mais os médicos e os demais membros das equipes de saúde e, principalmente, a população que busca assistência de urgência e emergência;

    2)   De acordo com a Resolução CFM nº 2.079/14, que dispõe sobre a normatização do funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h e congêneres, bem como do dimensionamento da equipe médica e do sistema de trabalho nessas unidades, “todo paciente com agravo à saúde que tiver acesso à UPA deverá, obrigatoriamente, ser atendido por um médico, não podendo ser dispensado ou encaminhado a outra unidade de saúde por outro profissional que não o médico”;

    3)  Além disso, essa Resolução, que disciplina o atendimento médico nas UPAS em seus aspectos éticos e técnicos, ressalva aos gestores que devem garantir qualidade e segurança assistencial ao paciente e ao médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o que, evidentemente, ficará comprometido com parâmetros insuficientes;

    4)  Cabe ao Ministério da Saúde e às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde encontrarem fórmulas que permitam o funcionamento pleno desses serviços, sem distorções que coloquem em risco a vida e o bem-estar dos brasileiros em momentos de extrema vulnerabilidade.

    O CFM e a AMB tomarão todas as providências cabíveis contra essa medida que, na essência, representa o predomínio da lógica econômica em detrimento dos direitos individuais e coletivos previstos na Carta Magna de 1988.

    Brasília, 29 de dezembro de 2016.

    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

    ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)


    Este conteúdo teve 138 acessos.


    CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO
    CNPJ: 63.106.843/0001-97

    Sede - Frei Caneca: Rua Frei Caneca, 1282
    Consolação - São Paulo/SP - 01307-002

    Subsede - Vila Mariana: Rua Domingos de Moraes, 1810
    Vila Mariana – São Paulo/SP - 04010-200

    Sede - Consolação: Rua da Consolação, 753
    (Sem atendimento ao público)
    Centro - São Paulo/SP - 01301-910

    CENTRAL DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO
    (11) 5908-5600 (de segunda a sexta feira, das 8h às 20h)

    HORÁRIO DE EXPEDIENTE PARA PROTOCOLOS
    De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h


    ESTACIONAMENTOS : NOVOS CONVÊNIOS

    CONTATOS

    Regionais do Cremesp:

    Conselhos de Medicina:


    © 2001-2018 cremesp.org.br Todos os direitos reservados. Código de conduta online. 209 usuários on-line - 138
    Este site é melhor visualizado em Internet Explorer 8 ou superior, Firefox 40 ou superior e Chrome 46 ou superior