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    21-11-2016

    SUS

    Desafios na saúde do Estado de São Paulo foram debatidos no TCU


    Problemas relacionados à porta de entrada do SUS e falta de
    integração dos sistemas informatizados ocuparam as discussões
    de debate proposto pelo Tribunal de Contas da União


    Mauro Aranha (ao centro) participou das discussões sobre
    alguns dos principais problemas encontrados
    na gestão da saúde no Estado
     
     

    Os principais desafios da saúde no Estado de São Paulo, como a utilização da atenção básica como porta de entrada do sistema de saúde, as deficiências no processo de seleção das organizações sociais e na execução de contratos de gestão, e a falta de integração dos sistemas informatizados do Sistema Único de Saúde (SUS) foram temas de discussão do debate proposto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no dia 7 de novembro. O evento contou com a participação de Mauro Aranha, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

    A baixa utilização da atenção básica como porta de entrada do sistema de saúde tem resultado na falta de integração entre as ações da atenção básica, da atenção secundária e especializada e em sobrecarga das emergências hospitalares. Foram apresentados dados alarmantes que apontam como o tempo de espera excessivo, entre a marcação e a realização de consultas, exames e procedimentos complexos, influencia a população a buscar a emergência de um hospital.

    Os participantes apontaram ainda as dificuldades financeiras nas Santas Casas de Misericórdia do Estado de São Paulo, a baixa cobertura da estratégica da saúde da família e baixa eficiência dos hospitais públicos de pequeno porte, além da falta de estudos que indiquem a adequabilidade dos custos dos contratos de gestão da área de Saúde celebrados no Estado de São Paulo.

    Além de Aranha, participaram do painel de debates Arthur Pinto Filho e Dora Martin Strilicherk (ambos do Ministério Público do Estado de São Paulo), Élida Graziane Pinto (Ministério Público de Contas do Estado), Jair da Costa Matos (Núcleo Estadual do Ministério da Saúde), João Henrique L. Motta Florence (Subsecretaria de Fiscalização e Controle do Tribunal de Contas do Município de São Paulo), Juliana Natália Custódio Silveira (Controladoria Geral do Munícipio de São Paulo), Lisiane Cristina Braecher (Ministério Público Federal), Osvaldo Antonio Donnini (Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo) e Sérgio Swain Muller (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo).

     

     

    Fonte e fotos: TCU

     

    Tags: TCUgestãosaúdeSUSTribunal de ContasOSSdebate.

    Veja os comentários desta matéria


    Some-se a isso a falta de atenção à obesidade nas UBS, sendo que o tratamento da obesidade é pré-requisito para que o paciente receba o único tratamento oferecido pelo SUS: a cirurgia bariátrica. Os pacientes nem sequer são pesados e o IMC nem é calculado. Na atenção secundária o endocrinologista não tem arsenal terapêutico para tratar obesidade: isso só aumenta o gasto com remédios para hipertensão e diabetes.
    Marcio Mancini

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