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26-09-2016 |
Katia Burle dos Santos Guimarães |
Violência nas escolas médicas |
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Diante da violência observada ainda hoje nas escolas médicas, em especial nos trotes e nos jogos entre as faculdades de Medicina, em 2014 o Cremesp realizou plenária temática cujo tema foi “Violência nas Escolas Médicas”. A plenária lotada, e com inúmeras faculdades de Medicina do Estado de São Paulo ali representadas, estendeu-se por mais de quatro horas. Identificamos então uma demanda reprimida apontada pelos representantes e estudantes presentes, ávidos por apresentar os problemas e desejosos por discussões que pudessem nortear ações nas faculdades de Medicina. A partir dessa plenária, cuja ideia nasceu na Câmara Técnica de Psiquiatria, formou-se a Câmara Temática Interdisciplinar sobre Violência nas Escolas Médicas (Camtivem), da qual todas as escolas de Medicina do Estado de SP foram convidadas a participar. Nesse momento, observamos outros tipos de violência, sendo o assédio moral o mais frequentemente encontrado, mostrando que os motivos iniciais, trote e jogos, eram apenas a ponta do iceberg. Em reunião conjunta da Camtivem com a Câmara do Jovem Médico, vários residentes presentes descreveram, como forma de violência, o assédio moral sofrido ao longo da Residência. A violência à Saúde é uma triste realidade, mas não diferente do que vemos acontecendo no Brasil e no mundo. A marca da pós-modernidade resulta num mundo vivido como incerto, incontrolável e assustador. Nele encontramos um ser humano intolerante à frustração, que troca o pensamento pela ação sem pensar, que desconsidera o altruísmo e vive cada dia mais narcisicamente. Isso leva à insatisfação do ser humano, e uma das formas de expressão desses sentimentos é a violência. As escolas médicas não ficam imunes a esse movimento. Entretanto, nesse caso, o cuidado com essas questões está diretamente relacionado à formação do futuro médico. E, por isso, o Cremesp vem se envolvendo cada vez mais com a questão da violência nas escolas médicas. Se não houver um cuidado com tais aspectos durante o período de graduação, maiores serão as chances de termos mais médicos adoecidos, com dificuldades de relacionamento com os pares, com os profissionais de outras áreas da saúde e com os pacientes. Ações dessa natureza são essenciais para a formação do futuro médico. Tags: cursos de Medicina, violência, acadêmicos, calouros, escolas. |



