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02-03-2016 |
Ensino médico |
Cremesp e Sírio-Libanês realizam simpósio internacional sobre formação acadêmica |
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“O Cremesp tem o compromisso inabalável de construir um sistema de avaliação de egressos eficiente para formandos de Medicina, com o apoio de instituições relevantes, para que possamos ter, muito em breve, um modelo fundamental”, declarou Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp. Idealizador do simpósio, juntamente com Luna, Paulo Chap Chap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, reafirmou a necessidade de uma avaliação externa de egressos de escolas médicas. “Esse instrumento serve para proteger a população, da má prática da Medicina, e o médico, do achincalhamento na profissão”, disse. Para ele, o Exame do Cremesp é um marco para influenciar políticas públicas. Luna, também coordenador do Exame do Cremesp, afirmou aos presentes que mais da 2/3 das denúncias recebidas pelo Conselho — cerca de 19 por dia — decorrem de intervenções médicas. E, a partir daí, o Cremesp passou a intervir, realizando o Exame e, em breve, instituindo parcerias para a criação de cursos gratuitos online de reforço para os alunos reprovados. “O problema da abertura de novas escolas privadas médicas é que elas apresentam má qualidade de ensino, como aponta o Exame do Cremesp”, disse, ressaltando que as escolas públicas vêm mantendo maior média de aprovação na avaliação que as faculdades privadas. “Os resultados da prova permitem um diálogo com as escolas para que elas possam atuar em suas deficiências e evoluir no ensino médico”, acredita. A análise psicométrica do Exame de Cremesp foi exposta por Maria Teresa Barbosa, que representou a Fundação Carlos Chagas, responsável pela prova. O Exame do Cremesp é realizado há 11 anos e tem revelado resultados preocupantes, com uma média de reprovação de metade dos participantes. Nos Estados Unidos, a avaliação de estudantes de Medicina, durante e ao final do curso, é obrigatória pelo National Board of Medical Examiners (NBME). Se o aluno não tiver desempenho satisfatório, pode refazer o exame até seis vezes, porém, a taxa de reprovação é baixa, segundos Brownell Anderson, vice-presidente internacional do NBME, presente ao simpósio. Ele afirmou que a prova possui aceitação nacional e as questões são elaboradas por especialistas, oriundos de faculdades de Medicina, baseadas no conteúdo curricular dos cursos. Para obter o diploma de médico, é exigido do aluno aprovação nos steps I e II (no mínimo) do exame do Board. Esses profissionais oferecem ferramentas para que os alunos se preparem para a avaliação, que objetiva melhorar e aperfeiçoar o conteúdo ministrado nas aulas. No Brasil, já existe um piloto do NBME, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, com a participação de professores brasileiros. O público participante do simpósio foi convidado a opinar e discutir questões sobre as maiores dificuldades para a avaliação de profissionais da Medicina no País, como a melhor maneira de conferir validade aos processos de certificação de competência e os desafios para avaliação de competência em cenários de prática médica. A votação aconteceu de forma individual e também em grupos, após debate. Formação docente Os desafios da formação do professor de Medicina foram discutidos pela professora do Departamento de Medicina da UFSCar, Valéria Vernaschi Lima, e pelo professor da FMUSP, Nílson José Machado. Valéria compartilhou experiências para fundamentar ideias para a capacitação de professores de Medicina. “Aprende-se a ser professor sendo aluno”, explicou. A partir desse conceito, ela apresentou sua proposta, cuja trajetória teve início com a mudança curricular na Faculdade de Marilia. “Trabalhamos a mudança no perfil do docente tradicional, tendo a aprendizagem como mediação entre sujeito e objeto, para que ele saísse do papel de emissor de conteúdo e passasse a assumir um papel de mediador, ampliando a capacidade educacional.” Machado afirmou que dissertar sobre a formação do professor é falar sobre a formação do médico. E, para isso, é necessário enfrentar desafios fundamentais, dentre eles, a redefinição do especialista, a consolidação teórica do paradigma indiciário, a depuração da ideia de profissional e o uso crítico da tecnologia, enfatizando a importância de um filtro em sua utilização. “Todos usaremos cada vez mais os recursos tecnológicos, mas é extremamente necessário o uso crítico”, afirmou. |




