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    02-03-2016

    Sílvia Mateus

    A saúde desumanizada


    Desde o final dos anos oitenta, escutamos muitos discursos sobre a humanização da saúde. Enquanto o discurso anda para um lado, a realidade anda para o outro, dia­metralmente oposto, pelo menos no Sistema Público de Saúde (SUS), e piora ainda mais quando avaliamos os serviços de urgência e emergência.

    As cenas encontradas e assistidas na mídia são tudo o que se pode dizer de desumano diante de pacientes com dor, em sofrimento, em macas nos corredores (se tiverem sorte, porque já vimos muitos no chão...). Salas de urgência com mais de 200% de taxa de ocupação, ou seja: onde cabem 10 macas, estão 30, entulhadas, com homens e mulheres, às vezes sem roupa, com vá­rias patologias e diferentes tipos de urgência.

    A falta de financiamento crônica, em tempos de recessão não vai melhorar, ao contrário, só pode piorar.

    As consequências estão aí para quem quiser ver: violência contra os profissionais de saúde – já submetidos também a condições de trabalho tão desumanas quanto a assistência ao paciente, com precarização do vínculo de emprego –, que assistem impotentes ao caos da falta de leitos secundários e terciários para transferir os pacientes que se amontoam nas unidades de urgência. E ainda há o drama da vaga zero, que demanda outro artigo inteiro. Não é à toa a dificuldade dos gestores públicos para encontrar médicos que aceitem trabalhar nessas condições.

    A angústia de todos aqueles que conhecem essa realidade é a impotência diante dos gestores que cortam verbas e leitos, não implantam plano de cargos e carreira específico senão para os médicos, pelo menos para todos os profissionais da saúde. As soluções não se fazem sem investimento, e o investimento de nada adianta se não houver gestão adequada dos recursos.

    O SUS explodiu! Entrou em colapso, o modelo faliu, a municipalização não é factível, tendo em vista a arrecadação de pequenos municípios e a busca espontânea da população pelos municípios polo.  É urgente concentrar esforços para rediscutir o modelo, incluindo aí a forma de financiamento, e voltar o discurso acadêmico para a realidade: a real humanização dos serviços, a começar pelo acesso com dignidade.

     

    Sílvia Helena Rondina Mateus é diretora 2ª Secretária do Cremesp

     

    Tags: SUSurgênciaemergênciasaúdecolapsohumanizaçãodignidade.

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