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05-01-2016 |
Pesquisa |
Falta de condições no atendimento à saúde é apontada como principal causa da violência contra médicos |
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A agressão contra médicos vem ganhando cada vez mais expressão, tanto no sistema público quanto privado de saúde. No Estado de São Paulo, 47% dos médicos conhecem um colega que viveu algum episódio de violência por parte de pacientes. Outros 17% foram vítimas e tiveram conhecimento colegas que viveram essa situação, sendo que 5% deles sofreram agressão pessoalmente. O resultado dos dois módulos da pesquisa – médicos e população – converge quando se busca entender as causas deste tipo de violência. Para ambos os públicos, o principal fator desencadeante está na sobrecarga do sistema público de saúde, nas más condições de atendimento, com quantidade insuficiente de médicos, medicamentos, aparelhos e leitos, falta de fiscalização dos locais de trabalho, capacitação dos todos os profissionais e campanhas informativas. A conclusão da pesquisa corrobora a percepção do Cremesp com a situação de violência vivida pelos profissionais médicos em seus locais de trabalho. De maio a dezembro deste ano, o Conselho abriu em seu portal um canal para que os médicos relatassem, sigilosamente, suas experiências com relação ao tema. Foram recebidos mais de 100 depoimentos. Acompanhando a pesquisa Datafolha, a maioria de mulheres médicas. Em ação conjunta, Cremesp e Conselho Regional de Enfermagem de SP (Coren-SP) levaram a discussão do problema ao secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, em busca de soluções. Pesquisa com médicos ► 84% dos que sofreram agressão alegam terem sido atacados verbalmente, 80% sofreram agressão psicológica; ► 60% alegam que os problemas geralmente acontecem durante a consulta; ► 32% dos médicos relataram que episódios de violência acontecem sempre ou quase sempre; ► 85% dos profissionais têm a percepção de que os episódios ocorram mais no SUS. Pesquisa com população ► 34% dos cidadãos entrevistados afirmam ter passado por alguma situação de stress no atendimento à Saúde nos últimos doze meses; ►24% destes relatam que o stress ocorre na recepção do local de atendimento; 9% em procedimentos médicos; 5% na espera pelo atendimento; ► Os agressores se disseram levados pelo comportamento do médico (mal educado, irônico ou desrespeitoso com o médico ou porque teria demonstrado falta de atenção, insensibilidade para ouvir o problema etc), pela qualidade dos médicos (prescrição ou medicação errada, despreparo) ou por conta do atendimento demorado. Para os médicos: ► 39% dos médicos consideram como principais causas das agressões o comportamento do paciente, que estariam insatisfeitos com a Saúde Pública e descontam nos profissionais; ► 29% disseram que o problema é o atendimento no hospital, com muita demora e que, com isso, o paciente entra no atendimento estressado porque há muitos pacientes e poucos médicos; ► 11% dos entrevistados atribuem o stress à falta de estrutura, com hospitais superlotados e sem suporte para atendimento. ► 5% admitem que os episódios acontecem por conta do comportamento dos colegas que não atendem como deveriam, não examinam, não dão atenção ou erram diagnósticos. ► 41% dos cidadãos paulistas acreditam que a principal causa das agressões sofridas por médicos é o atendimento (demora, stress, muitos pacientes para poucos médicos, consultas muito rápidas e superficiais); ►19% dos entrevistados também relataram que se incomodam com o comportamento/postura dos médicos, alegando que eles não dão atenção, são insensíveis, arrogantes, não tem paciência etc.; ► 18% dizem que o atendimento nos hospitais também leva a situações de agressão e reclamam da falta de estrutura, atendimento precário, superlotação e demora para ser atendido no pronto-socorro, entre outros. Essa percepção não sofre muita oscilação em relação ao tipo de atendimento (SUS, saúde suplementar ou particular). Satisfação dos médicos com a profissão ► Médicos de 24 a 34 anos (61%) e com mais de 60 anos (60%) são os mais satisfeitos com a profissão; Satisfação dos pacientes com os serviços de Saúde ►Na percepção dos cidadãos, apesar das queixas e situações que podem gerar stress, os serviços público e privado têm avaliações semelhantes e boas, principalmente em relação a procedimentos específicos (nota média de 9,5), cirurgias (9,4), internações hospitalares (9) e exames de laboratório (8,3), atendimento médico da rede pública em casa (8,3) e remédios gratuitos (8,2); ► O serviço pior avaliado é o pronto-socorro (6,6), seguido pelos postos de saúde (7,0) e consultas com médicos (7,9). Pesquisas Datafolha Veja também: Acesse as primeiras repercussões na mídia: Folha/UOL |







