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    24-06-2015

    Desvinculação do HU

    Representantes do Cremesp vão à reitoria da USP solicitar garantia de assistência durante transição

    A preocupação com a garantia de assistência médica à população atendida pelo Hospital Universitário (HU), diante de uma possível desvinculação desse serviço da Universidade de São Paulo (USP), foi tema de reunião entre representantes dessa instituição de ensino e do Cremesp. O encontro, solicitado pelo Cremesp,  aconteceu na reitoria da USP, no dia 24 de junho e teve a participação do presidente do Conselho, Braúlio Luna Filho e do reitor Marco Antonio Zago.  

    Alegando dificuldades financeiras e que o objetivo central da USP é a educação –  e não a assistência médica – , a reitoria busca a desvinculação do HU,  propondo sua entrega à Secretaria Estadual da Saúde.  A proposta, que gerou protestos de médicos e funcionários, agravou uma crise já existente no HU. A pedido do Ministério Público Estadual, o Cremesp realizou uma fiscalização no HU,  em 9 de abril, constatando deficiências no atendimento, entre outros problemas estruturais. As medidas de ajuste colocadas em prática pela reitoria chegaram a provocar a saída de 31 médicos dos quadros do hospital. Frente aos resultados da fiscalização, o Cremesp solicitou audiência à reitoria da USP , no intuito de garantir a assistência aos usuários, durante a eventual passagem de vínculo a outro órgão.      

    Ainda pelo Cremesp estiveram presentes os coordenadores do Departamento Jurídico, Marcos Boulos; e do Centro de Bioética, Reinaldo Ayer de Oliveira; além do chefe do Departamento de Fiscalização, Antonio Carlos Turiani Martini; e dos médicos fiscais Isaura Cristina Soares de Miranda e Mário Ivo  Serinolli .  Teve também a presença  do  superintendente do HU,  Waldyr Antônio Jorge;  da  superintendente Jurídica da USP,  Maria Paula Dallari Bucci; e do professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,  José Sebastião dos Santos.

    Representantes da USP  sugeriram criar “ritos de passagem” para a transição, de forma a garantir a não interrupção dos atendimentos. O reitor também se comprometeu que, enquanto o HU pertencer a USP, ele não será abandonado.  

     

    Tags: HUUSPdesvinculaçãomédicosatendimentopopulaçãoCremesp.

    Veja os comentários desta matéria


    A excelência da assistência à saúde no estado se São Paulo (conhecida e respeitada em todo o país) está embasada na excelência da formação do profissional de saúde. Caso ocorra a desvinculação do HU da Usp, será uma lástima. A formação de todos os profissionais que ali estudam ficaria sujeita aos problemas que já existem na universidade somados com os novos problemas de um serviço no qual o ensino não é o foco de atenção principal. Comprometer a formação de gerações de médicos e outros profissionais devido a uma crise de gestão econômica do país e de escolhas erradas no estado é inaceitável.
    Lara Araújo
    A proposta de desvinculação do Hospital Universitario (HU) da USP, sugerida e arduamente defendida pelo reitor Marco Antônio Zago, professor e médico da Universidade de São Paulo, é uma demonstração clara da falta de ações democráticas e efetivas na gestão pública. Inicialmente colocada sem discussão alguma com os alunos, residentes, médicos e funcionários do HU e com a comunidade uspiana e a população atendida pelo hospital, a desvinculação somente foi revertida pela mobilização destes envolvidos. Poucas unidades da Universidade tem condições de oferecer a comunidade um retorno tão expressivo do investimento público realizado em termos de ensino, pesquisa e, principalmente, assistência em uma área tão carente como a saúde. Insistir que a USP não deve ter como responsabilidade a prestação de serviços de assistência à saúde é simplista e demonstra falta de capacidade de obter formas alternativas de captação de recursos que garantam ensino adequado e assistência aos pacientes digna.
    Dr. Oscar Fugita
    A matéria divulgada acima causou-me desolação e constrangimento. Pouco vi de menos obsceno no ato de um indivíduo, no afã messiânico de se desfazer de um patrimônio que não lhe pertence (e sim ao povo paulista) justificar que saúde ou assistência a população não é problema da universidade e sim das secretarias de saúde (qualquer uma aliás). Afirmando sob juramento que o subfinanciamento do SUS pode suprir folgadamente os 500.000 habitantes e 2500 alunos USP que usam o hospital universitário, ele ignora pelo menos duas diretrizes da atividade universitária: o ensino e a extensão universitária. E finge ignorar que a região atingida já sofre uma carência de leitos hospitalares, que não exclusiva só dessa região da cidade de são Paulo. Usa o argumento das péssimas e ineficazes gestões anteriores, omitindo o fato que participou ativamente delas nos últimos anos. Lamentável. Hospitais universitários ensinam médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos.
    linda maximiano
    Vejo a posição do reitor Gago como no mínimo incoerente. Eu, como aluno de Medicina da USP, e tendo a visão exposta aqui de que a USP tem a educação como sua prioridade, garanto que o nosso Hospital-Escola da Cidade Universitária é a maior fonte de aprendizado que nós, futuros médicos, podemos ter. Além disso, se há uma crise em nosso hospital, sobretudo é devido ao plano do nosso Reitor de demissão voluntária, somado com a não contratação de novos funcionários, que criou um buraco de profissionais essenciais para o funcionamento adequado do hospital.
    Eduardo Rejowski
    A notícia veiculada pelo CREMESP nos induz a duas conclusões errôneas: a desvinculação do hospital é certa e apenas questão de tempo e o risco de precarização do HU está relacionado à sua possível desvinculação. Cumpre dizer que a desvinculação do HU necessita de que haja aprovação pelo Conselho Universitário e que algum outro organismo administrativo aceite assumir sua gestão. Ora, como nenhum destes expedientes se concretizaram – antes, foram ambos rejeitados pelo governador - pode-se dizer que a desvinculação é mais ilação que realidade. O programa de demissão voluntária, por sua vez, promoveu o esfacelamento de setores do hospital, o que comprometeu sua integridade. É realidade, portanto, que o atendimento do HU encontra-se precário, apesar das promessas ardorosas do reitor de que “nada de mal acontecerá ao HU” e que a separação “assistência/ensino” acontecerá de forma feliz e produtiva para ambas as partes. Não é verdade. Não é a desvinculação do HU que o comprometerá.
    Leonardo Lopes
    Não existe ensino sem atendimento médico. Se o objetivo do HU é formar médicos, a USP tem de priorizar o atendimento da população juntamente com internos e residentes. O que pode ser feito é separar equipes que priorizam o ensino com um número menor de atendimento nos ambulatórios didáticos e manter os ambulatórios assistenciais com outra equipe com residentes que encaminhariam os casos de interesse didático para atendimento de internos. Não se justifica, em um país como o Brasil, negar atendimento em uma região sem recursos médicos como é o Butantan. A saúde continua mal gerenciada por interesses políticos. O Governo Federal pode muito bem repassar recursos para o Hospital Universitário para essa finalidade sem haver desvinculação com a USP, entidade de ensino. É necessário haver vontade política para o atendimento ser realizado.
    Dra. Giancarla Gauditano

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