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Notícias
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30-07-2014 |
Debate |
Preconceito sobre eventual uso terapêutico dos canabinoides causa entrave nas pesquisas e receio de prescrição |
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Integrantes da campanha Repense de Conscientização, que propõe informação e conscientização sobre a “maconha medicinal”, organizaram um encontro no Centro Ruth Cardoso, na noite do dia 22 de julho, a fim de discutir questões científicas, éticas e legais que influenciam a decisão de um médico a prescrever, ou não, o canabidiol (CBD). O evento contou com a participação de Mauro Aranha,psiquiatra e vice-presidente do Cremesp; de Drauzio Varella, oncologista; de Tarso Araújo, jornalista, autor do Almanaque das Drogas, do blog Psicoativo e participante da campanha Repense; e a mãe de uma menina com síndrome de Dravet. Para Mauro Aranha, a campanha Repense poderia alterar o termo “maconha medicinal” para o “uso terapêutico dos canabinoides”. Tal sugestão deve-se ao preconceito da sociedade em torno do tema que envolve a cannabis. “Seria mais oportuno fazer a campanha do uso terapêutico dos canabinoides em geral. A cannabis significa um agregado de canabinoides, alguns psicoativos e outros eventualmente terapêuticos, que são os que realmente interessam isolar”, diz. Varella acredita que o preconceito é culpado pelo entrave nas pesquisas e pela difícil aceitação do médico em cogitar a prescrição do CBD, que também teme pela punição ética. “O preconceito social afasta cientistas e patrocinadores das pesquisas. A morfina, que utilizamos, é um derivado do ópio e representou um avanço significativo na Medicina. Mas ela traz mais efeitos colaterais no paciente do que os canabinoides parecem trazer . Então, não tem porque proibir a pesquisa da cannabis”, diz. Para ele, o ideal é o médico avaliar cada caso de maneira única. Se algum paciente não responder aos fármacos convencionais já aprovados pela Anvisa, e, por isso, exigir uma providência especial, como no caso da Síndrome de Dravet, o profissional deve consultar o Conselho Regional de Medicina e agir conforme orientação. “A solução de âmbito populacional depende da Anvisa, mas em casos individuais, podemos ajudar. É necessário lembrarmos que é na ponderação dos princípios bioéticos que encontramos soluções para casos de difícil decisão. No caso em tela, o princípio da beneficência e da autonomia dos pacientes envolvidos devem ser fortemente considerados. Além do debate, foram exibidos dois curtas-metragens, produzidos pelos integrantes da campanha Repense. Os filmes retratam os empecilhos de duas mães que buscam tratamento para seus filhos à base de CBD. Até setembro, mais duas produções como essas serão lançadas. Para mais informações sobre a campanha, acesse www.campanharepense.org |






