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09-12-2013 |
Medicina no Canadá |
Médicos estrangeiros que querem atuar no país têm uma longa e árdua trajetória para obter habilitação profissional |
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Atuar como médico em Ontário, Canadá, exige – do candidato – um grande esforço pessoal e profissional, tanto para quem obteve graduação no próprio país quanto aos formados em escolas do exterior. Ao iniciar sua palestra, Castel apresentou um panorama de como é feita uma auditoria profissional no Canadá e que, por seu rigor, contribui para o atendimento de qualidade dos pacientes, seja este realizado em consultório ou em uma instituição hospitalar de pequeno e grande porte. O acompanhamento do exercício profissional segue alguns modelos e níveis de auditoria, entre eles, aquela realizada pelos próprios pares (os médicos fazem uma avaliação entre si); aquela realizada a partir da observação da prática médica; auditoria no próprio ambiente de trabalho, ou seja, diretamente nos locais de atendimento; auditoria especial para médicos que prescrevem metadona (no caso de psiquiatras); auditoria para aqueles que precisam de acompanhamento para melhorar o exercício da Medicina; auditoria dos que obtiveram licença médica, mas querem voltar a atuar; auditoria aos que desejam alterar sua atual prática para uma outra especialidade. Formação médica A entrada em um curso de Medicina, que tem a duração de 4 anos, somente pode ser permitida se o candidato a médico já estiver graduado em outra faculdade e com notas excelentes (mesmo que a área da graduação anterior nada tenha a ver com saúde). Ao final da universidade, a certificação em Medicina é fornecida por organizações federais e a autorização para o exercício profissional é emitida por um órgão provincial (semelhante aos nossos Conselhos Regionais de Medicina locais). Detalhe: a residência médica pode ser feita apenas depois do recebimento dessa documentação e dura 2 anos. Quem quiser fazer uma especialização terá que investir mais 5 anos em sua carreira. A licença definitiva apenas é expedida depois de cumpridas todas essas etapas. Para que um estrangeiro possa exercer a profissão no Canadá, é preciso, em primeiro lugar, que a escola na qual ele se graduou esteja na relação de universidades aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS); depois, que seu diploma e currículo sejam avaliados rigorosamente; e, finalmente, que o candidato seja aprovado para cursar Residência Médica em Ontário. Após cumprir esses quesitos, o candidato recebe um registro para fazer uma pós-graduação local. E mais: para obter a licença acadêmica, que possibilite ao profissional dar aulas na universidade, o médico deve possuir um mínimo de produtividade acadêmico-científica. Atuação médica em lugares periféricos Castel explica que existem, no Canadá, 6 escolas de medicina. Para incentivar o profissional a atuar em regiões longínquas, fora dos grandes centros, há um considerável incentivo financeiro. Geralmente depois de graduado, o médico ainda tem dívidas com a universidade. O pagamento desse financiamento é quitado quando o profissional se propõe a atuar em locais periféricos do país. Contrato de trabalho Segundo o palestrante, em Ontário, 95% dos médicos ativos não mantêm vínculo empregatício com nenhuma instituição. Eles atendem o sistema de saúde da província em que fixam residência, e obtêm o registro para o exercício profissional emitido pela própria província, que também os remunera. Fotos: Osmar Bustos e Isabela Tellerman |







