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    02-07-2013

    Pacto da saúde

    CFM vê com cautela as medidas anunciadas por Dilma para melhorar a assistência à população

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) acredita que a intenção anunciada - de priorizar e valorizar o médico brasileiro – no preenchimento dos vazios assistenciais é o caminho seguro para a interiorização da assistência. No entanto vê com cautela, “em função de vários compromissos assumidos pelo Governo para implementar melhorias em saúde e que nunca foram cumpridos”. A opinião está em nota divulgada pela entidade nesta segunda-feira (24) logo após a reunião da presidente Dilma Rousseff com governadores e prefeitos.

    A entidade ressalta que o êxito da iniciativa dependerá do aperfeiçoamento imediato das condições de atendimento oferecidas à população. De acordo com o CFM, caso os vazios assistenciais não sejam preenchidos médicos estrangeiros poderão ser contratado, desde que estes passem pelo exame de validação de diplomas médicos e por testes de proficiência de língua.

    Confira a íntegra do documento:

     

    POSIÇÃO DO CFM SOBRE MEDIDAS DO GOVERNO

    Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff deve ser visto com cautela, em função de vários compromissos assumidos pelo Governo para implementar melhorias em saúde e que nunca foram cumpridos.

    Em linhas gerais, o CFM concorda com a necessidade de retomada de investimentos na área da saúde, condição exigida para melhorar a infraestrutura de atendimento. A entidade acredita que sem o aporte de recursos e uma gestão competente não será possível superar o caos na assistência.

    Sobre a contratação de médicos, o Conselho Federal de Medicina acredita que a solução encontrada – a de priorizar e valorizar o profissional brasileiro neste processo – é um caminho seguro. No entanto, a entidade ressalta: o êxito da iniciativa dependerá do aperfeiçoamento imediato das condições de atendimento oferecidas à população.

    Para o CFM, a convocação de médicos brasileiros - por meio de concurso público, com oferta de condições de trabalho e com remuneração compatível com a responsabilidade assumida – terá o apoio na categoria. Enquanto isso, deverá ser construída uma carreira de Estado no SUS para médicos e outros profissionais da saúde, conforme já proposto pelo CFM.

    Com o atendimento dessas condições, caso os vazios assistenciais não sejam preenchidos, o Governo poderá importar médicos, desde que os interessados sejam aprovados pelo exame de validação de diplomas médicos – o Revalida – preparado pelo Ministério da Educação e em testes de proficiência de língua.

    Contudo, a entidade ressalta que é importante que os critérios do atual Revalida sejam mantidos - sem calibragens ou ajustes, conforme sugerido anteriormente por setores do Governo.

    Com respeito à abertura de novas vagas de residência, o CFM considera medida importante, mas alerta para que seja observado o seguinte aspecto: os hospitais que oferecerem essas vagas deverão ter estrutura e preceptores em condições de garantir bom atendimento aos pacientes e a boa formação dos especialistas.

    Independentemente do anúncio de hoje, o CFM e as entidades médicas nacionais e regionais mantém reunião das lideranças na próxima quarta-feira, 26, em São Paulo, onde avaliarão as medidas e decidirão possíveis desdobramentos. Inclusive, o indicativo de paralisação da categoria será colocado em votação.

     

    Fonte: CFM

    Tags: CFMpactosaúdepresidenteDilmaRouseffcautelamédicos.

    Veja os comentários desta matéria


    Acredito que a intenção de colocar médicos em locais remotos tropeça na realidade. Muitos médicos brasileiros ou estrangeiros vão para locais de difícil acesso e voltam para os locais onde realmente se consegue trabalhar com qualidade. Isso só aumentará o número de médicos em grandes centros.
    Vivian
    Opinião: o CRM, junto com o governo, poderia organizar a atenção às áreas carentes com os residentes, como no Projeto Rondon. Haveria determinação das áreas de necessidade. Cada Faculdade ou Universidade ficaria com a responsabilidade de organizar a atenção médica de um determinado lugar ou área. Tudo sob supervisão da escola. Com isso haveria um revezamento da atenção médica desta área carente. Ou então poderia haver contratação dos médicos para atenção nas áreas carentes. Uma cidade, por exemplo, teria um médico por 1 mês ou 2 se revezando de maneira continua. Nós ganharíamos BEM por 1 ou 2 meses, aguentaríamos a insalubridade no trabalho e inclusive poderíamos fazer relatórios mostrando toda a realidade e infraestrutura do local. Atenderíamos ao apelo de governo com responsabilidade, não sendo criticados pela opinião pública e quebrando esta má politica de saúde do governo.
    Paulo Eduardo A. Imamura

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