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    21-10-2011

    SUS

    Médicos de SP fazem protestos e paralisações do atendimento em hospitais

    Situação dos médicos do SUS foi denunciada na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo. Na rede estadual, salário é de R$ 1.700,00  e,  na capital, de R$ 2.200,00 para 20 horas semanais

    Nesta terça-feira, 25 de outubro, aconteceu a mobilização dos médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), convocada pelas entidades médicas nacionais - Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos. Os profissionais protestaram em ações programadas em todos os estados contra a baixa remuneração, as más condições de trabalho, a insuficiência de recursos e a precariedade da assistência prestada à população no sistema público de saúde. 

    Em São Paulo ocorreram audiências públicas na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal da capital, quando foram debatidos a situação dos médicos e o atendimento das redes públicas estadual e municipal de São Paulo, além do financiamento do SUS nas três esferas de governo.

    Capital

    Na rede pública municipal atuam aproximadamente 13 mil profissionais, mas cerca de 20% dos postos de trabalho não são ocupados; e  40% das unidades têm escalas médicas incompletas, sobretudo na periferia. No entanto, não faltam médicos na cidade. São Paulo tem o maior contingente do país: são 46.112 mil em atividade, ou um médico para cada 231 habitantes, concentração superior à encontrada em muitos países como Estados Unidos, Bélgica, Reino Unido e México.

    Alguns motivos para a falta localizada de médicos: 
    >  Ausência de um  plano de carreira;
    >  Más condições de trabalho;
    >  Baixa remuneração; 
    >  Contratações temporárias;
    >  Disparidade de salários praticados entre a administração direta e as Organizações Sociais (OSs).

    De acordo com o último concurso realizado, o baixo salário inicial definido pela Secretaria Municipal de Saúde -  de R$ 2.209,10 para jornada de 20 horas, incluindo as gratificações -  levou ao não preenchimento da maior parte das 774 vagas oferecidas. 

    No dia 25, as entidades médicas também questionaram o Projeto de Lei do Executivo, que tramita na Câmara Municipal e  prevê a contratação de médicos, sem concurso e temporários, com instituição de jornada semanal de 12 horas e flexibilização para a de 20 horas.

    No Estado

    Na rede estadual, 10.694 médicos estão vinculados diretamente à Secretaria de Estado da Saúde, sem contar aqueles contratados por OSs e hospitais universitários, dentre outros empregadores do SUS.

    Em audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, no dia 25/10, as entidades médicas apresentaram dados sobre os baixos salários pagos aos médicos do Estado e a falta de isonomia salarial entre profissionais da mesma rede.

    Estiveram presentes na Assembleia médicos de três grandes hospitais que paralisaram as atividades em 25/10, garantindo o atendimento de emergência: Hospital Emílio Ribas, Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto e Hospital do Servidor Público Estadual ( Iamspe)

    Os médicos da rede estadual reivindicam Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) e o piso nacional (salário mínimo profissional) da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) de R $ 9.188,22 para jornada de 20 horas semanais.

    Para se ter uma ideia da defasagem, o concurso anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde para 700 vagas  médicas prevê salário de R$ 1.757,25, por jornada de 20 horas semanais (conforme Quadro de Cargos Permanentes da SES e Autarquias).

    Há outros exemplos de baixos salários no Estado: Iamspe (R$1.909,25), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (R$1.559,24), Hospital Emílio Ribas ( R$2.400,00), Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ( R$ 3.100, 00 ) e Hospital das Clínicas da Unicamp – Funcamp (R$3.143,82).

    “Não podemos aceitar que um médico do HC receba R$ 3,1 mil, enquanto nossos colegas da maternidade e do hospital, também da rede estadual, R$ 6,1 mil”, diz Eliene Menezes, da Associação dos Médicos do HC de Ribeirão Preto

    Segundo Otelo Chino Júnior, presidente da Associação Médica do Iamspe, “nossa adesão visa denunciar o sucateamento do Hospital do Servidor Estadual e a ausência de um plano de cargos e salários para os médicos do Estado”.

    Margareth Eira, presidente da Associação dos Médicos do Instituto de Infectologia Emilio Ribas acrescenta que os profissionais "da rede estadual de São Paulo estão entre aqueles que recebem os piores salários do país. Fomos à Assembleia Legislativa para denunciar esse absurdo e reivindicar o mínimo de R$ 9,1 mil”.

     Fonte Assessoria de Imprensa do Cremesp - (11) 3017-9364  e 3123-8703

    Tags: médicosparalisaçõesCremesphospitaisprotesto.

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