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A Saúde após as Eleições


ENTREVISTA
Ética em Pesquisa no Brasil


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Max Grimberg e Ronaldo Laranjeira


PLANOS DE SAÚDE
Operadoras que reajustaram honorários médicos são minoria


DIA DO MÉDICO 1
Amiamspe comemora 40 anos


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Simesp divulga estudo sobre violência nos serviços de saúde


DIA DO MÉDICO 3
Cremesp lança publicações e site no Dia do Médico


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GERAL 1
Prêmio Nobel de Medicina


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CRM´s do Nordeste promovem Encontro


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Saúde do Trabalhador ganha Manual


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Luiz Vénere Decourt


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Edição 182 - 10/2002

GERAL 1

Prêmio Nobel de Medicina


A valorização da genética no Terceiro Milênio

Hezio J. Fernandes Jr.*

Desde o dia 7 de outubro o mundo já conhece os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina 2002; são eles os britânicos Sydney Brenner e John Sulston, e o norte-americano Robert Horvitz. Nos últimos 10 anos, sete prêmios Nobel de Medicina foram entregues a estudos na área de genética clínica, mostrando cada vez mais a importância desta ciência no desenvolvimento de uma medicina melhor.

Os vencedores deste ano trabalharam em conjunto tentando desvendar todos os segredos da divisão celular, o que, na prática, facilitará a tomada de decisões quanto à necessidade ou não de sermos mais ou menos agressivos frente a uma determinada doença, ou ainda, um determinado tumor.

Brenner, Sulston e Horvitz usaram como modelo um nematóide (verme) chamado Caenorhabditis elegans, primeiro animal a ter seu genoma totalmente seqüenciado. Assim, puderam identificar minuciosamente, bem como estender ao homem, os conhecimentos acerca dos genes reguladores do processo de divisão celular, alguns destes envolvidos, inclusive com o mecanismo de apoptose, ou seja, a morte celular programada.

Tais genes estão intrincados a mecanismos que, quando deixam de funcionar adequadamente, podem produzir células com diferentes deformidades, originando diferentes patologias e, principalmente, as neoplasias malignas, ou seja, o câncer.

A todo momento, nossas células sofrem estímulos deletérios ao seu material genético. Tais danos, quando reparados adequadamente, permitem que a célula prossiga em seu equilíbrio, traduzindo assim um funcionamento harmônico a todo tecido.

Por motivos vários, quando tais danos não conseguem, por mecanismos intrínsecos à célula, serem reparados em tempo hábil, o mecanismo fisiológico da apoptose é desencadeado; a célula com defeitos importantes entra então em um processo irreversível de degeneração de suas estruturas internas, culminando com a morte da mesma; de uma maneira “suicida”, ou melhor, de uma maneira programada.

O complexo mecanismo envolve todo um conjunto genético. Como exemplos práticos podemos citar: 1) o oncogene estimulador da apoptose p53 que está presente em cerca de 50% dos tumores sólidos (70/80% cólon; 40% mama; 50% pulmão, por exemplo) e é considerado o guardião do genoma, levando a célula à apoptose quando danos ao seu material genético não forem reparados (Dra. Eneida Cerqueira – Câncer e Genética, pg.507 à 515; Cancerologia Atual – Ed. Roca, 2000); 2) oncogene BCL-2, como um exemplo de gene inibidor da mesma, conferindo, portanto, um caráter de “imortalidade” à célula tumoral.

A presença de estimuladores ou inibidores do fenômeno ora estudado leva, na prática, a decisões quanto à necessidade ou não de sermos mais ou menos agressivos frente a uma determinada doença, ou ainda, um determinado tumor.

E, mais uma vez, o mundo se curva à impressionante capacidade destes senhores em procurar maneiras de como driblar as doenças e resgatar a saúde.

*Conselheiro do Cremesp


De olho no site

Durante este mês de outubro, quando comemoramos o Dia do Médico e paramos para pensar nos desafios que enfrentam nossos colegas para levar à frente seus objetivos neste país, o Cremesp tem três motivos adicionais para sentir-se mais presente no dia-a-dia dos profissionais de saúde: o lançamento do site de Bioética (veja matéria completa na página 8), fundamental para a divulgação de conhecimentos na área e para a discussão de temas éticos relacionados à Medicina; os crescentes índices de acesso ao site do Cremesp (http://www.cremesp.com.br) contabilizados estatisticamente; e a pontuação, dada pelos usuários através dos e-mails recebidos por esta editoria, classificando os serviços oferecidos pelo site como “excelentes”.

Entre os “campeões de audiência”, ou os serviços mais procurados, destacamos o Guia Médico (que possibilita a procura e o acesso dos dados cadastrais dos médicos registrados neste Conselho, quando autorizados para divulgação); a pesquisa de Especialidades Reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina e suas respectivas áreas de atuação; a versão para web, disponível na íntegra, da publicação Ética em Ginecologia e Obstetrícia, resultado de um trabalho conjunto entre a Câmara Técnica de Saúde da Mulher do Cremesp, a Febrasgo e a Sogesp; e a consulta ao link Mercado de Trabalho Médico, canal que oferece a oportunidade para que profissionais médicos e empresas de saúde divulguem suas ofertas de trabalho.

Qualquer dúvida de acesso ou caso queira nos enviar sugestões, lembre-se, você tem um canal aberto para entrar em contato conosco no endereço eletrônico: (http://www.cremesp.org.br/sugestao).


Medicina paulista perde um de seus mestres

Faleceu, no dia 26 de setembro último, o diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, João Yunes. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da USP em 1963 e mestre em saúde pública pela Escola de Saúde Pública de Michigan, nos Estado Unidos, Yunes ocupou inúmeros cargos como, por exemplo, o de secretário de Estado da Saúde de 1983 a 1987 e o de coordenador do Programa de Saúde Materno-Infantil da Organização Panamericana de Saúde. Publicou 140 artigos em periódicos científicos e livros nacionais e internacio-nais. Era diretor da Faculdade de Saúde Pública desde maio de 2001.

“Yunes foi muito importante na história da saúde pública, não só paulista mas também brasileira, destacando-se como professor em sua área e como protagonista de destaque na reforma sanitária brasileira, na criação do SUS”, destacou a presidente do Cremesp, Regina Parizi.


Cidade de São Paulo elabora política municipal do idoso

Foi entregue oficialmente à prefeita do município de São Paulo, Marta Suplicy, no dia 21 outubro, durante a Conferência da Política Municipal do Idoso, documento oficial que reúne várias propostas para a implementação de uma Política Municipal do Idoso. O documento foi elaborado e aprovado anteriormente em pré-conferência realizada no dia 10 de setembro.

A proposta é resultado do Grupo de Trabalho da Política Municipal do Idoso, comissão composta, desde fevereiro deste ano, por representantes da administração municipal da prefeitura e da sociedade civil, como universidades, núcleos de pesquisa, fóruns regionais e de direito de cidadania, institutos de pesquisa, instituições prestadoras de serviços, poder público municipal, entidades sociais, conselhos de categoria profissional e universidades abertas à terceira idade, sindicato e associações de aposentados.

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