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CAPA

EDITORIAL
O Cremesp e o ensino médico


ATIVIDADES DO CREMESP
Exame de Habilitação para recém-formados em Medicina


GERAL 1
Plantão de disponibilidade - artigo de Henrique Liberato Salvador


RESOLUÇÃO 1
Novas regras p/atualização do Título de Especialista


UTILIDADE PÚBLICA 1
O preenchimento, correto, das declarações de óbito


UTILIDADE PÚBLICA 2
Material informativo sobre a Declaração de Óbito


ESPECIAL 1
Centro de Dados do Cremesp é inaugurado na sede


ESPECIAL 2
Alta concentração de médicos em São Paulo


ATUALIZAÇÃO
Conferência Internacional de Aids e Congresso Internacional de Psicanálise


HOMENAGEM
Destaque especial para o cirurgião Fares Rahal


GERAL 2
Movimento médico pela CBHPM


AGENDA
Congresso Médico do Oeste Paulista


ALERTA ÉTICO
Texto produzido pelo Centro de Bioética do Cremesp, avalia ausência em plantão


RESOLUÇÃO 2
Perícia Médica: resolução Cremesp disciplina trabalho de peritos médicos


GALERIA DE FOTOS



Edição 216 - 08/2005

ESPECIAL 2

Alta concentração de médicos em São Paulo


Alta concentração em SP

A taxa de médicos por mil habitantes é de 2,11 ou  de um médico para 474 habitantes no Estado de São Paulo.  A distribuição, no entanto, não é homogênea. Em 144 municípios (22%) não reside nenhum médico. Cerca de 21% tem uma taxa superior à de um médico por mil habitantes, e em 57% a taxa está entre 0,1 a 0,99.

O município de Botucatu é o que possui a maior taxa de médicos: de 6,4 por mil habitantes o que corresponde a um médico por 157 habitantes. Já a região de Botucatu (tabela abaixo) tem um médico par 513 habitantes. Em seguida vem a cidade de Santos, com uma taxa de 5,8, ou seja, um médico para cada 173 habitantes; na região há um médico para 531 habitantes. Logo depois, Ribeirão Preto tem um médico para cada 180 habitantes; e a região, um médico para 337. Já a região metropolitana de São Paulo tem um médico para cada 263 habitantes. A distribuição dos médicos por local de residência merece algumas considerações. Às vezes, o médico não declara ao Conselho a mudança de endereço; em outros casos  o médico exerce sua atividade profissional em um município, mas reside em outro. Existem 645 municípios no Estado, sendo que aqueles com menos  de cinco mil habitantes têm dificuldade em fixar o médico.

Relação de habitantes por médico nas regiões do Estado

Regional - Médicos - Relação de habitantes por médico

São Paulo: 41.246 - 263
Campinas: 8.383 - 429
Ribeirão Preto: 3.544 - 337
Santo André: 3.235 - 776
Santos: 3.031 - 531
S. José R. Preto: 2.909 - 478
Sorocaba: 2.799 - 771
S. José dos Campos: 2.009 - 592
Piracicaba: 1.960 - 687
Taubaté:1.648 - 590
Mogi das Cruzes: 1.595 - 1.484
Bauru: 1.471 - 716
Osasco: 1.424 - 1.863
Marília: 1.126 - 536
Araraquara: 1.121 - 794
S. João Boa Vista: 1.109 - 837
Presidente Prudente:  1.062 - 651
Botucatu: 1.036 - 513
Araçatuba: 1.034 - 930
Franca: 803 - 793
Barretos: 563 - 736
Assis: 527 - 863
Registro: 207 - 1.381
Francisco Morato: 169 - 2.939

Cresce o número de médicos de outros Estados

Outro dado apontado pelo estudo refere-se ao número de médicos segundo a faculdade de graduação, o que está relacionado ao tempo de existência do curso de Medicina e ao número de vagas oferecidas anualmente. Do total de médicos inscritos no Cremesp, 72% formaram-se em faculdades situadas no Estado de São Paulo. Os demais cursaram Medicina em faculdades localizadas em outros Estados e 1% em cursos no exterior. A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo contribui com 6.769 médicos inscritos (12,5%) e a Unifesp com 4.682 (8,6%).

É importante destacar que a participação de médicos formados fora do Estado apresentou ligeiro declínio  até a década de 80 e,  a partir daí, só cresceu. Em 2004 mais da metade dos médicos inscritos no Cremesp (52%) vieram de outros Estados.

Médicos segundo origem de graduação

 Origem  - Médicos
 Formados em São Paulo - 54.171
 Formados em outros Estados -  31.860
 Formados no Exterior - 1.190

 Total - 87.221

Em 10 anos, 15 mil profissionais denunciados

Em 10 anos o número de denúncias contra médicos recebidas pelo Cremesp aumentou em 130% e cerca de 15.000 profissionais foram denunciados. Em 1995 foram recebidas 1.020 denúncias e em 2004 foram registradas 2.357 denúncias . O número de médicos em atividade, no entanto, não seguiu esta proporção, registrando aumento de 40% neste período, de 62.531 médicos em 1995, para 87.231 médicos em 2005. Esta é a principal conclusão dos dados preliminares do estudo iniciado pelo Centro de Dados “Perfil dos médicos denunciados no Cremesp no período de 1995 a 2004.” O número de médicos que responderam a pelo menos um expediente em 10 anos foi de 17.280. No entanto, há profissionais que responderam mais de um expediente, às vezes até no mesmo ano. Assim, o número de denunciados foi de 14.631, dos quais 13.900 exercem atualmente a profissão no Estado de São Paulo. Cerca de 75% responderam somente a uma única denúncia e 17% responderam a dois expedientes. Cerca de 16 médicos tiveram mais de dez denúncias no período estudado. Dois médicos responderam a 24 expedientes cada um.

Taxa de denúncias
O Centro de Dados trabalha com a “taxa de incidência de denúncias”, que considera o número de médicos em atividade multiplicado pelo tempo de formado. “Esse cálculo é necessário, pois a chance de ser denunciado é proporcional à duração da prática médica”, afirma o coordenador do estudo, José Cássio de Moraes.
A taxa de denúncias revela uma diferença entre gêneros: é maior entre os médicos (82%). Os médicos graduados em escolas públicas têm uma taxa de denúncias 39% menores do que os formados em escolas privadas.

Ao comparar com o critério de classificação das escolas médicas feito pelo Ministério da Educação por meio do Exame Nacional de Estudantes (Enade), em 2004, percebe-se uma correlação inversa entre o resultado do MEC e a taxa de denúncias no Cremesp. Dentre as escolas que receberam a classificação 5 do MEC - a nota mais alta -, a taxa de denúncias por 100.000 médicos-ano foi de 821; as que receberam a nota 4 no Provão tiveram taxa de 982 ; já aquelas que receberam nota 3, a taxa de denúncia foi de 1.689. Três escolas, dentre as 26 em atividade no Estado, não participaram do processo de avaliação do MEC.

Ao analisar a escola médica de origem dos médicos denunciados, e cruzar essa informação com a avaliação do MEC e, em futuro próximo, com o resultado do exame de Habilitação do Cremesp, será possível traçar um perfil inédito da qualidade do ensino nas escolas médicas do Estado de São Paulo.

Médicos denunciados segundo número de denúncias

 Ano - Denúncias - Denunciados - Médicos ativos 
 
1995 - 1.029 - 1.259 - 62.531
1996 - 1.293 - 1.567 - 64.829
1997 - 1.184 - 1.416 - 67.234
1998 - 1.197 - 2.070 - 69.592
1999 - 1.492 - 1.727 - 72.125
2000 - 1.514 - 1.644 - 74.935
2001 - 1.925 - 1.837 - 78.047
2002 - 2.022 - 1.902 - 81.135
2003 - 1.926 - 1.718 - 84.240
2004 - 2.357 - 2.140 - 87.148


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