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Escolas de Medicina. Formar mais ou formar melhor?


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Julho: eleição de representantes para o Conselho Federal de Medicina


ATIVIDADES DO CONSELHO 2
Destaques: atuação do Cremesp em Barretos; a criação de cooperativa de anestesiologistas e Curso de Ética em Jundiaí


ATIVIDADES DO CONSELHO 3
Novos serviços, layout e conteúdo do site do Cremesp


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 1
Reajuste recorde dos Planos de Saúde torna justo repasse aos honorários médicos


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 2
Médicos pressionam operadoras de saúde por todo o país


ESPECIAL: CAMPANHAS DO CREMESP 1
Campanha "Beba Cidadania": entidades podem aderir ao movimento por e-mail


ESPECIAL: CAMPANHAS DO CREMESP 2
Proibição de novos Cursos de Medicina: MEC suspende abertura por mais 180 dias


PESQUISA
A descentralização da ciência: O Brasil prepara a construção do primeiro Instituto


ALERTA CIENTÍFICO
A cocaína é responsável por 25% dos casos de IAM em pacientes entre 18 e 45 anos


SERVIÇO
Veja como funciona o CEARAS - Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual


AGENDA
Simpósio discute Economia e Saúde; APM em Amparo comemora 25 anos e a oficina de Bioética no Incor, são os destaques


ALERTA ÉTICO
Alerta Ético, Editais e Convocações


PARECER
Envio de prontuários para auditoria em operadoras de planos de saúde


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Dr. Bussâmara Neme e Dr. Luiz Camano: depoimentos de vida emocionantes


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Edição 201 - 05/2004

CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 2

Médicos pressionam operadoras de saúde por todo o país


Intensificada mobilização no ABC e Interior

  Os médicos do ABC Paulista decidiram em assembléia no dia 13 de maio que será mantida a suspensão do atendimento a um grupo de planos de saúde, movimento que já conta com a adesão de cerca de 90% dos profissionais da região. Os médicos não irão aceitar as guias dos planos de saúde, sendo que os usuários terão recibo para ressarcimento do valor das consultas e demais procedimentos.
A suspensão atinge a Amico, Amesp, Avicena, Golden Cross, Cigna Saúde, Classes Laboriosas,  Green Line, Intermedice, Itálica, Life Empresarial, Medicol, Ômega, Royal Saúde, Saúde ABC, Seisa, Sermed, Sim e Universo Saúde.

“Esse desfecho é fruto do descaso das empresas de planos de saúde em relação às demandas da classe médica e às necessidades dos pacientes quanto à melhoria do atendimento. Mesmo sem receber reajuste há cerca de uma década, os médicos buscaram todas as formas de negociação. Os planos, porém, se mantiveram intransigentes. Vale frisar que esse grupo de operadoras paga os menores honorários da região, entre R$ 8 e R$ 21,60”, afirmam as entidades médicas em informe divulgado à imprensa e à população.

Ao mesmo tempo, os médicos do ABC mantêm negociação com os planos que compõem um segundo grupo –das operadoras que pagam honorários acima de R$ 21,60 até R$ 25 —, além das empresas vinculadas à Fenaseg (seguradoras)  e Unidas (autogestões), que fazem parte do primeiro grupo, mas que deixaram de participar das negociações regionais. Uma assembléia estava prevista para  o dia 2 de junho, quando seriam discutidos os rumos da mobilização.

Segundo o corregedor do Cremesp e representante da região do ABC, Desiré Carlos Callegari, “o movimento no ABC continuará intenso até a sensibilização das operadoras de planos de saúde”.

Participam do movimento no ABC o Conselho Regional de Medicina (Cremesp),  Sindicatos dos Médicos de São Paulo e ABC, além da Associação Paulista de Medicina, regionais de Santo André, São Bernardo e São Caetano do Sul.

Movimento cresce em Campinas

A mobilização pela implantação da CBHPM se intensificou também no Interior do Estado. Em Campinas, as entidades médicas mantêm negociação com as operadoras há vários meses. “Por enquanto, os representantes da Unimed foram aqueles que demonstraram maior interesse em implantar a Classificação e têm realizado simulações com a área técnica da Associação Médica Brasileira para avaliar e medir o impacto da implantação”, avaliou Jorge Carlos Machado Curi, conselheiro do Cremesp na região.

As entidades têm procurado os hospitais de Campinas para convecê-los da importância da implantação da CBHPM. O Centro Médico já foi contatado e  estavam previstas reuniões com o  Hospital Samaritano, Hospital Casa de Saúde e Hospital Irmãos Penteado.

“Também  estamos em contato com a Fenaseg e as Unimeds para discutir a racionalidade de custos de forma ética, o que pode ser feito por meio da  revisão de Portarias de órteses e próteses, implantação adequada do programa de medicamentos genéricos, dentre outras iniciativas. Tudo isso com a intenção de viabilizar a implantação da CBHPM”, afirmou Curi.

Araçatuba pode paralisar atendimento

Em Araçatuba foi realizada assembléia em abril na qual decidiu-se dividir as quatro maiores operadoras de planos de saúde que atuam na cidade em dois grupos. “O primeiro deles é formado pelo grupo Unidas e o pelo Plant. Foi dado um prazo de 30 dias para que a implantação da CBHPM fosse feita e se isso não acontecer a idéia é parar os atendimentos referentes a essas operadoras”, disse José Marques Filho, conselheiro do Cremesp na região.

No segundo grupo estariam a Santa Casa e a Unimed local, com um prazo de 60 dias para análise e implantação da CBHPM. “A Unimed demonstrou maior boa vontade e disposição em implantar a CBHPM”, completou José Marques.

De acordo com o presidente da Associação Paulista de Medicina-Regional Araçatuba, José do Carmo Gaspar Sartori: “o grupo Unidas e o Plant haviam  marcado reunião conosco para o dia 19 de maio, mas não compareceram”.  O prazo dado às empresas terminaria em 27 de maio. Uma assembléia  na sede da APM de Araçatuba, prevista para 26 de maio,  poderia decidir pela paralisação do atendimento.

Em Ubatuba foi suspenso o atendimento a sete operadoras. Em Santos, os médicos decidiram atender somente por reembolso os usuários das seguradoras.

A Comissão de Honorários Médicos do Estado de São Paulo reuniu-se com representantes do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Estado de São Paulo (Sindhosp) e da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas). A Unidas apresentou uma contra-proposta de escalonamento que deverá ser avaliada em assembléia. Já o presidente do Sindhosp, Dante Ancona Montagnana, garantiu que a entidade apóia a mobilização em favor da CBHPM.

Médicos pressionam planos em todo o país

Médicos de todo o Estado de Minas Gerais passaram a atender usuários das seguradoras dos planos de saúde somente pelo sistema de reembolso, desde o dia 24 de maio. A decisão foi tomada no dia 17 de maio, durante assembléia  que reuniu mais de 800 médicos na sede da Associação Médica de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

A estratégia dos médicos mineiros para pressionar as operadoras de planos de saúde reproduz a mobilização de Estados como São Paulo, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Pernambuco.

Alguns Estados estão se mobilizando no sentido de aprovar legislações específicas que garantam maior facilidade no processo de sua implantação. Até o momento, três deles já contam com leis estaduais respaldando a CBHPM: Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Para obter mais informações sobre o movimento por melhores honorários e pela implantação da CBHPM, acesse o site
www.remuneracaomedica.org.br


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