CAPA
PÁGINA 3
Editorial
PÁGINA 4 e 5
Ensino médico
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Eleição do Cremesp 2018
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Entrevista - Rodrigo Serra Pereira
PÁGINAS 8 e 9
Ressonância
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Agenda da presidência
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Instituição de Saúde - Hospitais da Fundação Padre Albino
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Eu, médico
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São Paulo
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Convocações
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Bioética
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Saúde pública
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Saúde pública
Campanha mostra que médico também é vítima do descaso do poder público com a saúde
Em parceria com entidades, Cremesp denuncia negligência do governo que prejudica os profissionais de saúde e a população
“Eu também sou vítima!” Este é o mote da campanha promovida pelo Cremesp, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação dos Médicos Maçons (Amem), que
visa denunciar o descaso do poder público para com a saúde, penalizando o médico, assim como a população brasileira.
O objetivo da campanha é sensibilizar a sociedade de que o médico não é culpado pela precariedade do atendimento à população nas unidades públicas de saúde, e que ela é decorrente do congelamento de investimento por 20 anos e do desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), políticas que têm gerado um aumento significativo de agressões contra os profissionais.
Violência
Por todo o Brasil crescem as ameaças de morte e agressões aos médicos que, além de ter de trabalhar em situações adversas – como a falta de infraestrutura, de materiais e de recursos humanos –, ficam expostos à violência durante a atuação na rede pública.
Com demandas de assistência sempre maiores que a capacidade de atendimento, pacientes revoltados com a demora agridem médicos e enfermeiros, causando
ainda mais problemas e atrasos no serviço de saúde, que geralmente já é precário.
“Os profissionais de saúde que atuam na ponta do sistema sempre são responsabilizados pela falta de atuação dos governos e, equivocadamente, vistos
como culpados pelos problemas”, afirma Lavínio Nilton Camarim, presidente do Cremesp.
“O descaso abrange a falta de financiamento, de plano de carreira e de políticas publicas”, diz Camarim. Esta é uma situação insustentável, que se soma à já frustrante condição de trabalho dos médicos, uma vez que não conseguem leitos ou exames para
os pacientes que chegam à unidade de saúde. “Trabalhar no serviço público traz estresse, angústia e doenças para os médicos; cabe à sociedade organizada cobrar dos seus governantes e representantes legislativos, nas esferas municipal, estadual
e federal, o adequado financiamento do setor, que resulte em assistência digna”.
PL agrava pena por agressão
O aumento da violência contra os profissionais de saúde levou o Cremesp a empenhar-se na aprovação do PL 6749/16. Recentemente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, o PL, que
agrava a pena para crimes contra profissionais de saúde, agora segue para votação pelo Plenário (veja matéria na pág. 3).