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CAPA

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Editorial


PÁGINA 4 E 5
Demografia Médica Brasileira 2018


PÁGINA 6
Remuneração médica


PÁGINA 7
Entrevista Rossana Pulcineli Vieira Francisco


PÁGINA 8 E 9
Ressonância


PÁGINA 10
Agenda da presidência


PÁGINA 11
Instituição de Saúde - Hospital das Clínicas de Botucatu


PÁGINA 12
Eu, médico


PÁGINAS 13 E 14
Institucional


PÁGINA 15
Bioética


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Exercício da Medicina


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Edição 356 - 03/2018

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Entrevista Rossana Pulcineli Vieira Francisco


“É importante que as mulheres participem mais das decisões, e não sejam apenas maioria”

“Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.” Esse é o objetivo número cinco na Agenda 2030 do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), lembra Rossana Pulcineli Vieira Francisco, primeira mulher a assumir a presidência da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp) –, entidade com cerca de 5.200 associados. Nesta entrevista, concedida por ocasião das comemorações do Dia da Mulher, Rossana – que é professora associada da disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) – também fala sobre os desafios para a sua gestão, entre eles, a valorização do obstetra e ginecologista e o aperfeiçoamento da assistência à paciente.


Professora é a primeira mulher a ocupar a presidência da Sogesp

O que representa ser a primeira mulher eleita presidente da Sogesp?
Um ponto importante que tem sido discutido, em função das comemorações do Dia da Mulher, é a necessidade de que passemos a ocupar, cada vez mais, postos de comando nas organizações. Na Sogesp, por exemplo, há muito que a maioria (55%) dos associados é formada por mulheres; e mesmo assim nunca havíamos tido uma de nós na presidência. Acho que essa mudança vem acontecendo, nos últimos anos, de forma mais evidente, devido a um caminho conquistado pelas mulheres. Elas estão mostrando, graças à sua competência, que existe um espaço maior para que ocupem esses postos. E essa competência vem aliada a uma maior sensibilidade, a uma possibilidade de cuidar melhor. E isso não implica disputa de gêneros. É, antes, um reconhecimento pela competência que temos demonstrado ao longo dos anos.

Como avalia a tendência da feminização da Medicina?
Estamos em um momento de transição. Diferentemente de tempos atrás, hoje os Conselhos Regionais têm apontado para a formação de um número maior de mulheres que de homens médicos. Mas é importante que as mulheres participem mais das decisões, e não sejam apenas maioria.

Embora haja um crescimento do número de médicas, existem áreas, como a cirurgia geral, que despertam pouco interesse entre as mulheres. A que se deve esse fato?
Coincidentemente, durante a faculdade, minha primeira opção era cirurgia geral. Acho que muito da escolha está relacionada ao que se busca na profissão. No meu caso, quando optei pela obstetrícia e ginecologia, buscava um contato maior com o paciente. Então, não creio que essas escolhas passem por diferenças de gênero, ou por se tratar de ambientes mais masculinos ou femininos. São questões mais complexas. Hoje as mulheres equilibram bem a profissão e a vida pessoal, independentemente da área em que atuam. Não precisam abrir mão de ser mãe, esposa ou mulher para seguir sua profissão. Elas ocupam cada vez mais espaços, graças à luta e à competência, mas há muito a avançar ainda.

No comando da Sogesp, quais serão as prioridades de sua gestão?
Temos notado que é preciso haver uma melhor comunicação entre os médicos e a população, que leve a uma maior valorização e reconhecimento do trabalho do obstetra e ginecologista. Outro ponto que consideramos fundamental é a qualificação profissional do médico, desde os residentes até aqueles que já estão atuando há bastante tempo. Temos um congresso forte, que já é tradicional, realizado anualmente em agosto.
Queremos também investir mais em programas de educação médica continuada nas nove regionais do Estado de São Paulo. Mas precisamos trabalhar de forma pontual, fazendo uma análise das necessidades de cada uma delas.

Em termos de saúde pública, quais os maiores desafios da área de obstetrícia e ginecologia?
Se considerarmos a área de obstetrícia, um dos maiores desafios é a mortalidade materna. No Estado de São Paulo, esse índice não tem se alterado nos últimos 15 anos, e tem variado entre 39 e 41 a cada 100 mil nascidos vivos. É um índice que merece cuidado e requer uma ação pública importante em relação a isso. Outro problema importante na área da ginecologia é a oferta de métodos anticoncepcionais de longa duração. Acabamos de ver uma citação da OMS a respeito do alto índice de gravidez na adolescência no País e a necessidade de se trabalhar a prevenção.

A que se devem os índices preocupantes de mortalidade materna?
Essa mortalidade é causada principalmente pelas síndromes hipertensivas na gravidez, hemorragia e infecção. Mas é óbvio que essa mortalidade não pode ser relacionada só ao atendimento médico prestado, mas também a uma questão estrutural da assistência e do acesso da paciente à saúde. Apesar disso, é importante que nós também olhemos para essa questão no sentido de atualizar os médicos e capacitá-los a prestar sempre a melhor assistência.


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