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Editorial


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Demografia Médica Brasileira 2018


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Remuneração médica


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Entrevista Rossana Pulcineli Vieira Francisco


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Ressonância


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Agenda da presidência


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Instituição de Saúde - Hospital das Clínicas de Botucatu


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Eu, médico


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Institucional


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Bioética


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Exercício da Medicina


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Edição 356 - 03/2018

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Demografia Médica Brasileira 2018


Número de médicos cresce 7,7 vezes em 50 anos; má distribuição permanece

Abertura sem precedentes de faculdades de Medicina leva ao aumento no tamanho da população médica, mas ausência de políticas públicas dificulta a migração e a fixação de profissionais em áreas menos desenvolvidas

Nunca houve um crescimento tão grande da população médica no Brasil
num período tão curto de tempo. Em pouco menos de cinco décadas, o total de médicos aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes. Por sua vez, a população brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes. No entanto, esse salto não trouxe os benefícios que a sociedade espera. 

Essa é uma das principais conclusões da pesquisa Demografia Médica, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o patrocínio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Cremesp. 

Dados da pesquisa mostram que, em janeiro de 2018, o Brasil contava com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por 1 mil habitantes). Em 2010, quando foi elaborado o primeiro estudo de Demografia Médica, a razão de médicos por habitante era menor (1,91 por grupo de 1 mil). Apesar disso, o País ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica pelos Estados, capitais e municípios do Interior.  

O Sudeste é a região com maior razão de médicos por 1 mil habitantes (2,81) contra 1,16, no Norte, e 1,41, no Nordeste. Somente o Estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País. Por sua vez, o Distrito Federal tem a razão mais alta, com 4,35 médicos por mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 3,55. Depois de São Paulo (razão de 2,81), o Rio Grande do Sul tem razão de 2,56; Espírito Santo, 2,40; e Minas Gerais conta com 2,30 médicos por 1 mil habitantes.
Na outra ponta, estão os Estados do Norte e Nordeste. O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades, com 0,87 médico por 1 mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97. 

“Precisamos de uma política de Estado e não de governo, porque cada vez que muda o governo parece que muda a intenção. Temos um sistema público de saúde – a maior reforma que o Estado brasileiro conseguiu nos últimos 30 anos – mas não estamos conseguindo levar o médico para trabalhar no SUS com efetividade, principalmente nos lugares mais distantes”, afirma Lavínio Nilton Camarim, presidente do Cremesp.

O levantamento, coordenado pelo professor Mário Scheffer, usou ainda informações dos bancos de dados dos Conselhos de Medicina, da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), assim como informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quatro especialidades representam 38,4% de todos os títulos no País

Um dado importante que o estudo apurou é que, juntas, quatro especialidades representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País. Clínica Médica tem 42.728 titulados, ou 11,2% do total; Pediatria, 39.234 titulados (10,3%); Cirurgia Geral reúne 34.065 especialistas (8,9%); e Ginecologia e Obstetrícia têm 8% dos titulados, ou 30.415. 

Do total de médicos em atividade no País, 62,5% têm um ou mais títulos de especialista. Por outro lado, 37,5% não têm título algum. São 282.298 especialistas e 169.479 generalistas. A razão é de 1,67 especialista para cada generalista.  

Gênero
No conjunto de especialistas, 57,5% são homens, e 42,5%, mulheres. Das 54 especialidades, os homens são maioria em 36; e as mulheres, em 18. Ou seja, 66,7% das áreas têm maioria de homens. Da especialidade “mais feminina” para a “mais masculina”, está a Dermatologia, na qual as mulheres são 77,1% e os homens, 22,9%. E de modo inverso, encontra-se a Urologia, com 97,8% de homens e 2,2% de mulheres.

Estudo evidencia discrepâncias em Residência Médica

Muitas vagas em Residência Médica – que dependem de regulamentação, financiamento de bolsas, políticas de incentivo, capacidade das instituições e programas credenciados, dentre outros fatores – deixam de ser preenchidas, mesmo com candidatos selecionados e aptos a ocupá-las, revela o estudo Demografia Médica Brasileira 2018. 

Conforme o estudo apurou, o problema é multifatorial. Entre as razões podem estar uma menor demanda em relação à oferta ampliada em determinadas especialidades, programas recém-credenciados, falta de planejamento do programa, inexistência ou insuficiência de preceptores, descredenciamento, inadequações no campo de prática, ou, ainda, falhas no registro de dados, fatores que precisam ser superados para não colocar em risco a formação de médicos especialistas. 


População médica tem perfil mais jovem  e conta com maior participação de mulheres

Homens ainda são maioria, mas o sexo feminino já predomina entre os mais jovens, representando 57,4%, no grupo até 29 anos, e 53,7%, na faixa entre 30 e 34 anos


Dados foram apresentados em coletiva de imprensa em Brasília

Demografia Médica 2018 indica que o crescimento do número de profissionais da Medicina vem sendo acompanhado de uma mudança no perfil de idade e de gênero desse grupo, acentuando-se processos de feminização e de juvenização da categoria no Brasil, em ritmo acelerado.

A participação da mulher dentro do contingente de médicos é cada vez mais significativa, reduzindo paulatinamente a diferença com relação aos homens. Atualmente, os homens ainda são maioria entre os médicos, com 54,4% do total profissionais, ficando as mulheres com uma representação de 45,6%. Porém, essa distância vem caindo a cada ano, sendo que o sexo feminino já predomina entre os médicos mais jovens, representando 57,4%, no grupo até 29 anos, e 53,7%, na faixa entre 30 e 34 anos.

Jovens 
Outra constatação é que a média de idade do conjunto dos médicos em atividade no País tem caído ao longo dos anos. Hoje, é de 45,4 anos, apontando para o juvenescimento da Medicina no Brasil. A tendência é resultado principalmente do aumento da entrada de novos médicos em função da abertura de mais cursos de Medicina.

A média de idade entre os homens é de 47,6 anos. Entre as mulheres é de 42,8 anos. Do ponto de vista geográfico, em São Paulo a média é de 45,3; no Rio de Janeiro,  47,3 anos; e em Minas Gerais, 44,5 anos. No entanto, de forma geral, constatou-se que homens em atividade profissional têm, em média, 4,8 anos de idade a mais que mulheres.

Veja a íntegra do estudo Demografia Médica 2018 aqui

Capitais têm quatro vezes mais médicos do que Interior

Mais da metade dos registros de médicos em atividade se concentra nas capitais, onde mora menos de um quarto da população do País. Ao todo, as 27 capitais reúnem 23,8% da população e 55,1% dos médicos. A razão é de 5,07 médicos por 1 mil habitantes. No Interior, esse índice é 1,28, ou seja, 3,9 vezes menor. 

Um quadro diferente se observa nas regiões Sul e Sudeste, onde, além de maior taxa de médico por habitantes nos Estados como um todo, há uma presença importante de profissionais nas cidades do Interior.

Em todo o Sudeste, 50,7% dos médicos estão em municípios do Interior. Apenas o Rio de Janeiro tem mais médicos na capital (64,4%) do que no interior do Estado (35,6%). Já na capital de São Paulo vivem 47,3% dos médicos do Estado, contra 52,7% que atuam no interior paulista, com razão de 2,02, enquanto a cidade de São Paulo tem 4,98 médicos por 1 mil moradores.

Municípios com até 5 mil habitantes têm razão média de 0,30 em relação ao número de médicos. Nas cidades entre 100 mil e 500 mil, a razão é de 2,14. E em municípios acima deste número, a taxa é de 4,33 médicos por mil moradores.

Má distribuição
De acordo com o estudo, o aumento total registrado e a má distribuição dos médicos pelo território nacional têm relação direta com o fenômeno da abertura de novas escolas e cursos de Medicina no Brasil e à dificuldade de fixação desses profissionais em regiões mais periféricas e carentes de assistência. 

Na avaliação das entidades médicas, são as deficiências nas políticas públicas que dificultam a incorporação equilibrada desse grande contingente de profissionais, gerando maior concentração de médicos nas grandes cidades e no litoral, em especial nas áreas mais desenvolvidas, e nos serviços particulares em detrimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dentre os problemas apontados, destacam-se a precariedade dos vínculos de emprego, a falta de acesso a programas de educação continuada, a ausência de um plano de carreira (com previsão de mobilidade) e inexistência de condições de trabalho e de atendimento, com repercussão negativa sobre diagnósticos e tratamentos, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável.


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