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CAPA

EDITORIAL (PÁG. 2)
Lavínio Nilton Camarim


ENTREVISTA (PÁG. 3)
Paulo Chapchap


SAÚDE SUPLEMENTAR (PÁG. 4)
Relator acolhe sugestões do Cremesp ao Projeto de Lei dos planos de saúde


INSTITUCIONAL (PÁG. 5)
Médicos têm até 31 de janeiro para pagamento à vista da anuidade 2018 com 5% de desconto


CREMESP NO INTERIOR (PÁG.6)
Conselho realiza quase 100 eventos em diversos municípios paulistas em 2017


SAÚDE DO MÉDICO (PÁG.7)
Câmara Técnica propõe ações para prevenir violência e sedentarismo entre médicos


ENSINO MÉDICO (PÁG. 8 E 9)
Governo anuncia suspensão de novos cursos de Medicina por cinco anos


60 ANOS (PÁG. 10)
Sistema de Gestão da Qualidade é recomendado para certificação ISO 9001


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (PÁG. 11)
Cremesp reafirma compromisso com a ética e o combate à corrupção em Ato Público


JOVENS MÉDICOS (PÁG. 12)
Mudanças no Programa de Residência Médica impactam no tempo de formação


INSTITUIÇÃO DE SAÚDE (PÁG. 13)
Com crise ainda não superada, direção da Santa Casa diz que contas devem ser equilibradas em 2018


CONVOCAÇÕES (PÁG. 14)
Editais


BIOÉTICA (PÁG. 15)
Cremesp abre inscrições para projetos de estudantes e médicos residentes


GALERIA DE FOTOS



Edição 354 - 12/2017

ENTREVISTA (PÁG. 3)

Paulo Chapchap


“Nossa obrigação é melhorar continuamente o ensino médico no Brasil” 

Tendo como um dos focos de atenção a qualidade da formação dos médicos – e de outros profissionais da área da saúde –, o diretor geral do Hospital Sírio- Libanês (HSL), Paulo Chapchap, destaca, nesta entrevista ao Jornal do Cremesp, a urgência de saber qual é a situação atual do ensino médico no Brasil, para auxiliar no seu desenvolvimento. Aborda também a importância dos exames implantados pelo Cremesp e os programas oferecidos pelo HSL, que visam avaliar e colaborar para melhorar a formação em Medicina.
Liderança do pioneiro Programa de Transplante de Fígado do Brasil, Chapchap é doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo; foi bolsista de investigação e professor assistente visitante do Departamento de Transplante de Fígado da Universidade de Pittisburgh (EUA); e pró-reitor de cursos de pós-graduação stricto sensu do Instituto de Ensino e Pesquisa do HSL.

 

Como avalia a campanha pela obrigatoriedade do Exame Nacional de Proficiência em Medicina lançada pelo Cremesp? 
Em minha opinião, isso expressa a preocupação do Cremesp com a qualidade do ensino médico e a capacidade de atuação dos médicos. Essa é uma preocupação legítima do Conselho e de toda a classe médica, porque o objetivo primário é saber qual é a situação atual do ensino médico no Brasil e auxiliar no seu desenvolvimento e qualificação. Em paralelo, este ano, o Cremesp também implantou, pela primeira vez, o exame para alunos do 3º e 5º anos, de Qualificação Médica 1 (QM-1) e Qualificação Médica 2 (QM-2), para fazer uma avaliação mais precocemente do que apenas
no momento da formatura.  Com isso, é possível avaliar que o Cremesp quer que o ensino médi-
co melhore, e não impedir a prática médica dos recém-formados.

Qual a importância da aplicação desses exames para a formação médica? 
Existe uma tendência natural de nós, médicos, acharmos que a nossa responsabilidade é maior porque lidamos com a vida humana. Ela é muito grande mesmo, e se justifica um cuidado maior com a prática médica. Mas não é exclusiva, existe também em outras profissões. Não é que eu discorde ou concorde com o exame de certificação ou de sua obrigatoriedade. A nossa obrigação é a de melhorar continuamente o ensino médico no Brasil.

O sr. acredita ser satisfatória a grade curricular dos cursos de Medicina do País? 
Tenho dificuldade de avaliar o Brasil inteiro, quais são as fragilidades que o sistema está impondo. Pela estrutura que temos aqui no Hospital Sírio-Libanês, e por causa das atividades assistenciais existentes, podemos ser muito seletivos nas contratações. Mas temos o compromisso de melhorar continuamente a educação médica no País. E o HSL escolheu fazer isso por meio de programas de Residência, com curso de pós-graduação lato sensu, que visam à complementação do desenvolvimento de competências e habilidades dos formandos. Temos, hoje, no Sírio-Libanês, mais de 350 residentes atuando. Metade desses são médicos e, a outra metade, de outras áreas da saúde.

O sr. concorda com a moratória de cinco anos para a abertura de novos cursos de Medicina no País, instituída pelo Governo Federal? 
Quando você olha o número de pessoas que serão formadas anualmente, constata que já são mais de 16 mil formandos por ano, com potencial de chegar a 29 mil, incluindo as novas escolas abertas. Se fossem todos excelentes médicos, eu nada teria contra. Mas a minha preo­cupação é muito maior que isso. Não é simplesmente apoiar a moratória para impedir a instalação de novos cursos de Medicina. A moratória é boa para entender o que está acontecendo com o ensino na atualidade, analisar o que foi feito até aqui e trabalhar para que se ofereça um ensino de qualidade. E as escolas que não se enquadrarem sofrerão as consequências. Temos um compromisso com os médicos e com os alunos de Medicina de ajudá-los a melhorar sua competência. Percebo a fragilidade, que precisamos atuar mais fortemente. Acho que o nosso foco é mais educacional do que de julgadores de uma atuação.

Como gestor de um hospital de ponta, quais os principais desafios?
O Hospital Sírio-Libanês tem um compromisso genuíno com a saúde pública brasileira. Para responder a essa pergunta, é preciso ver esse hospital como um instituto de responsabilidade social, que faz a gestão, como organização social, de três hospitais públicos, um centro de reabilitação e um ambulatório de especialidades. Nesse ambiente, sentimos todos os desafios e dificuldades que a saúde pública brasileira enfrenta e, também, a importância de tornar eficiente a gestão com orçamento apertado. Talvez não consigamos oferecer o mesmo conforto do Sírio-Libanês, mas nosso objetivo é oferecer a mesma qualidade, segurança e eficiência no atendimento, com o desafio de fazer a conta fechar no final do mês.


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