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CAPA

EDITORIAL (PÁG. 2)
Lavínio Nilton Camarim


ENTREVISTA (PÁG.3)
Gastão Wagner de Sousa Campos


ATO MÉDICO (PÁG.4)
Ação pede anulação de resoluções do Conselho de Farmácia à Justiça Federal


INSTITUCIONAL (PÁG. 5)
Contribuir com o Cremesp é fortalecer a sua profissão


ENSINO MÉDICO (PÁG. 6 E 7)
Exame do Cremesp é aplicado a mais de 3 mil egressos de escolas médicas


ESPECIAL 60 ANOS (PÁG. 8 E 9)
Cremesp celebra 60 anos de história com lançamento de livro e tributo aos médicos formados em 1957 e 1967


EU, MÉDICO (PÁG. 10)
Pesquisador realizou trabalho pioneiro sobre pressão arterial em mulheres após a menopausa


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (PÁG. 11)
Alunos da Faculdade Albert Einstein recebem Código de Ética do Estudante de Medicina


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (PÁG 12)
Hospital Universitário da USP corre risco de fechar as portas


PLANOS DE SAÚDE (PÁG. 13)
Proposta de mudanças representa golpe à Medicina e às conquistas sociais


CONVOCAÇÕES (PÁG. 14)
Editais


BIOÉTICA (PÁG. 15)
Cremesp lança nova publicação sobre relação médico-paciente


GALERIA DE FOTOS



Edição 353 - 11/2017

EDITORIAL (PÁG. 2)

Lavínio Nilton Camarim


Avaliar é preciso

Na solenidade em que celebramos os 60 anos do Cremesp, no Theatro Municipal, homenagea­mos os colegas formados em 1957 e 1967, pela dedicação à Medicina. Também aproveitamos a ocasião para sensibilizar as autoridades presentes sobre as causas que nos são caras. Foram muitas as frentes de luta do Cremesp ao longo destes 60 anos e, neste momento, iniciamos mais uma, com o lançamento de um abaixo-­assinado pela instituição de um exame nacional obrigatório para o exercício da Medicina. Com esta iniciativa, procuramos avançar na preocupante questão da qualidade do ensino médico oferecido no País. Sabemos que esta é também uma reivindicação da sociedade. Pesquisas vêm indicando que tanto a população quanto os médicos – e mesmo os formadores de opinião –  são  favoráveis à avaliação.

Apesar de não ser obrigatório, o Exame do Cremesp evidenciou dados importantes sobre a formação médica. Desde que foi criado, em 2005, o índice de reprovação ficou acima de 50%, ou seja, mais da metade dos novos médicos começa a atuar na Medicina sem conhecimentos básicos da assistência. A reprovação é expressivamente maior entre os formados em cursos privados.

Parte do problema tem origem na autorização indiscriminada de novos cursos pelo Ministério da Educação (MEC) nas duas últimas décadas. A grande maioria das novas vagas foi autorizada para o setor privado. Os diferentes governos dos últimos 20 anos atenderam unicamente à demanda de grupos econômicos que não têm compromisso com a sociedade e veem o ensino médico como um filão de mercado. O MEC nem mesmo cumpriu o “critério técnico” para corrigir a distribuição inadequada de escolas médicas no País – estabelecido pela Lei 12.871/2013, que instituiu o Programa Mais Médicos – e continuou a autorizar vagas em re­giões que já têm faculdades.

A explosão de cursos criou uma distorção no Brasil e, ao lado daqueles de bom nível, temos outros, com insuficientes estruturas de ensino. Ambos podem formar e colocar no mercado profissionais para cuidar da saúde das pessoas.  Mas a Medicina não pode ser tratada como um produto de consumo, sujeito a variações de qualidade. É preciso prestar  assistência médica séria e responsável.

A avaliação não é apenas um instrumento que traz segurança à sociedade, ela também fortalece a boa Medicina. Portanto, instituir um exame externo às instituições formadoras constitui uma ação de respeito para com a sociedade e os bons médicos.

Conclamo todos os colegas a aderir e colaborar para que consigamos 1 milhão de assinaturas em favor da boa prática médica, que é do interesse de todos nós!
 



OPINIÃO

A relação médico-paciente-familiares

O desejo de aliviar a dor das pessoas que sofrem é o motivo que levou e continuará levando muitos de nós a escolher a Medicina como profissão. Embora a prática médica exija sólido conhecimento científico, é o sentido humanista que nos torna melhores profissionais.    

Desde criança, sempre quis ser médica e, nestes 31 anos de atuação, a Medicina me trouxe muitos momentos de satisfação. Não é possível ser médico se não for por compaixão e dedicação ao outro. Ficamos profundamente realizados ao atender um paciente no retorno e avaliar o quanto ele melhorou.

Ao buscar ajuda para um problema de saúde, o paciente abre sua privacidade e fragilidade, depositando grande confiança no médico. Exercer a Medicina é colocar em prática o amor ao próximo, é tratar o doente, e não apenas a doença. Temos que deixar de lado nossos problemas pessoais e nos dedicar com afinco para solucionar a dor e o sofrimento de nosso paciente, como um ser humano único.  Conversar e esclarecer diagnósticos, procedimentos e tratamentos são partes fundamentais da relação entre médico e paciente. Tratá-los como gostaríamos de ser tratados é muito mais do que uma questão de empatia, faz parte da profissão que escolhemos.

O entendimento humano da pessoa doente deve, ainda, ser estendido para o seu entorno.  Tanto paciente como familiares olham para o médico com esperança, pedindo por ajuda e acolhimento. Eles estão carentes e à procura de uma palavra que os auxiliem a superar aquele momento difícil.

 Há alguns anos, passei por uma experiência traumática como familiar de uma pessoa doente. Meu pai, portador de câncer de estômago, foi internado com um quadro de pneumonia e insuficiência respiratória. Diante da situação, o médico assistente perguntou-me: “você quer ‘investir’ no seu pai?”.

 Além do entendimento da dimensão humana do paciente, também precisamos saber como nos comunicar com familiares. Temos que ter consciência do valor daquela vida humana, única para os familiares que a amam. Para aquela família, aquele paciente é tudo o que importa. Devemos fazê-los entender que, dentro de nossa atuação profissional, o paciente também é único e que faremos por ele o que for possível e estiver ao alcance da boa Medicina. 

*Coordenadora das Delegacias do Interior


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