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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Aranha - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Arthur Pinto Filho


MANIFESTO (pág. 4 e 5)
Documento do Cremesp foi apresentado em coletiva de imprensa


PORQUE É RUIM PARA O CONSUMIDOR? (pág. 6)
Procon-SP, Idec e Proteste contestam


SAÚDE SUPLEMENTAR (pág. 7 e 8)
Planos de baixa cobertura trazem riscos e prejuízos


CRONOLOGIA (pág. 9)
A proposta do governo federal tende a reeditar os planos antigos


CARREIRA (pág. 10)
A redução do funcionalismo público na Medicina têm realizado transformações no mercado


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
O presidente do Cremesp, Mauro Aranha, sugeriu a inclusão de atividades esportivas no programa Redenção


EU, MÉDICO (pág. 12)
Vicente Neto tem uma carreira que se confunde com parte da história da Infectologia no Brasil


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Valores humanos, mercado de trabalho, desafios e perspectivas para a Medicina do futuro


EDITAIS (pág. 14)
Convocações


BIOÉTICA (Pág. 15)
Apesar de faltar transparência ao processo, sabe-se que a fórmula para praticar preços mais baixos diminui a cobertura


GALERIA DE FOTOS



Edição 346 - 04/2017

JOVENS MÉDICOS (pág. 13)

Valores humanos, mercado de trabalho, desafios e perspectivas para a Medicina do futuro


Formação atual não prepara jovens médicos para desafios na carreira

Valores humanos, perfil profissional, mercado de trabalho, impactos da tecnologia, desafios e perspectivas para a Medicina do futuro foram alguns dos temas abordados no 1º Encontro dos Médicos Jovens, da Associação Paulista de Medicina (APM), realizado no dia 8 de abril, na Capital. O evento reuniu, além de jovens profissionais, representantes de entidades médicas. Os médicos presentes ouviram também palestras do professor de Urologia da Faculdade de Medicina da USP, Miguel Srougi, e do conselheiro do Cremesp, Clóvis Francisco Constantino.

Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), afirmou que os jovens médicos que tem saído das faculdades encontram mais desafios que os profissionais formados em décadas anteriores. Para ele, a crescente ampliação de cursos de Medicina sem critérios de qualidade, desvalorizam os profissionais. Ele também citou o desestímulo aos concursos públicos e o crescimento das Organizações Sociais (OSs,) que contratam médicos como Pessoa Jurídica – sem garantias trabalhistas e de aposentadoria – como fatores agravantes da precarização do trabalho médico.

As dificuldades na profissão tem a ver com a formação atual do médico, que não os prepara para os desafios que terá na gestão de sua carreira. De acordo com a Comissão de Médicos Jovens da APM, Gustavo Arruda Freire Barros, o ensino não considera que a atuação médica exigirá, além da formação científica, noções, por exemplo, sobre o mercado de compra de materiais, uso de tecnologia e conhecimentos sobre resoluções da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Perfil

Dos 123.761 médicos paulistas em atividade, 55,3% são homens e 44,7%, mulheres, segundo dados da Demografia Médica Paulista. “Apesar da maior presença masculina, observa-se uma rápida feminização da categoria. No grupo de até 35 anos de idade, as mulheres já são maioria entre os médicos paulistas, representando 54% do total”, comentou Mauro Aranha, presidente do Cremesp. De acordo com o estudo, metade dos médicos paulistas atua, simultaneamente, nos setores público e privado. Aranha também adiantou alguns dados de uma recente e inédita pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Cremesp, apontando que mais de 73% dos médicos brasileiros têm valores progressistas e humanistas, percentual que aumenta entre os jovens, principalmente, entre as mulheres.

 

Menos recursos

Nos próximos 20 anos, cerca de 266 mil médicos entrarão no mercado de trabalho brasileiro, que, somados aos 400 mil atuantes, integrarão um total de quase 800 mil, visto que o número de novos registros profissionais anuais é muito superior ao de encerramento de atividade médica. “Considerando que o financiamento em Saúde está congelado no Brasil por 20 anos, esses quase 800 mil médicos vão ter de trabalhar com recursos menores e com perspectivas de grandes  dificuldades na vida profissional”, disse Florisval Meinão, presidente da APM. A partir dessa preocupação, a APM criou o o grupo de médicos jovens, para discutir as dificuldades e programar ações em conjunto com as entida­des médicas.

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Consulta

É obrigatória a presença de segundo médico em exame de endoscopia?

Em exames de endoscopia digestiva realizados sob sedação moderada, em ambiente ambulatorial, o médico que realizará o procedimento pode encarregar-se simultaneamente da administração da sedação? Caso o médico, por razões técnicas e éticas, entenda pela necessidade de um médico auxiliar ou anestesiologista neste tipo de procedimento, sua conduta pode, de algum modo, ser questionada?

Em procedimentos endoscópicos realizados com sedação consciente, não há a obrigatoriedade da presença do segundo médico. A Resolução CFM 1.670/03, que conceitua os níveis de sedação, só recomenda a necessidade de um segundo médico em casos de sedação profunda/analgesia. É, entretanto, recomendável, independentemente do nível de sedação, que sejam observadas as condições mínimas de segurança para a realização do exame, incluindo além dos monitores cardíacos, um aspirador de secreção, oxigênio, oxímetro, equipamentos para manutenção da permeabilidade das vias aéreas e um ambiente para recuperação após o término da sedação, além de medicamentos antagonistas. Vale ressaltar que determinadas drogas, que não dispõem de antagonistas, não podem ser utilizadas em ambiente ambulatorial.

Considerando o princípio da autonomia do médico, cabe a ele determinar qual a melhor solução no sentido de agir com o máximo zelo e segurança em benefício do paciente.

(Baseado no parecer aprovado em reuniões da Câmara Técnica de Endoscopia Digestiva e Câmara de Consultas, e homologado na 4.762ª sessão plenária, de 7 de fevereiro de 2017.)


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