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Edição 323 - 03/2015

INSTITUIÇÕES (pág. 10)

Reabilitação


Centrinho é referência nacional em cirurgias labiopalatinas

Hospital realiza reabilitação integral das anomalias craniofaciais e implantes cocleares a mais de 100 mil pacientes


Equipe realiza atendimento de paciente bebê com fissura
labiopalatina no Centrinho

 

Rafaela tinha 19 dias quando foi recebida pela primeira vez no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo – conhecido como Centrinho de Bauru – com uma fissura labiopalatina. Há duas semanas, agora com 13 anos, ela passou por mais um atendimento, desta vez para corrigir a dentição. Nesses anos todos, esteve quase três dezenas de vezes no Centrinho. Rafaela está na 7ª série, vai muito bem na escola e tem vários amigos. Ninguém mais percebe que nasceu com um “corte” no lábio e no céu da boca.

O Centrinho de Bauru é uma referência em assistência, ensino e pesquisa em fissuras labiopalatinas e implante coclear para surdez profunda.

Rafaela Martin Smerine é um dos mais de 100 mil pacientes matriculados desde que o Centrinho foi criado em 1967 – o número de 100 mil foi comemorado no final do ano passado. “É uma das maiores casuísticas do mundo de pacientes com fissuras e com deficiência auditiva profunda”, diz Regina Célia Bortoleto Amantini, superintendente do Centrinho.

 

Capacitação de profissionais

“Esse número de pacientes tem atraído pesquisadores nacionais e internacionais que realizam projetos de pesquisa aqui, padronizando cirurgias, por exemplo”, ela afirma. Desde 1995, o Centrinho já formou 1.185 especialistas entre mestres e doutores, do Brasil e do exterior. Em 2014, havia 238 alunos matriculados e 312 projetos de pesquisa registrados, todos em nível de pós-graduação, além de parcerias com outras escolas na graduação. O Centrinho faz parte de um grupo do Ministério da Saúde para elaboração de portarias nas áreas de sua especialidade.

Um dos objetivos do ensino é capacitar profissionais – cirurgiões plásticos, otorrinos, fonoaudiólogos, dentistas – para que possam atender em outros hospitais do País. A descentralização dos serviços é, justamente, uma das preocupações do Centro.  Entre os cerca de 500 pacientes atendidos por dia – e aqueles já matriculados ou que passaram pelo serviço –, 75% são da região Sudeste, 9% do Sul e 16% do Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

A fissura labiopalatina é uma espécie de falha no lábio e palato provocada por uma pré-disposição genética influenciada por fatores ambientais. “A fissura é congênita e de causas multifatoriais”, diz a médica Ilza Lazarini Marques, chefe técnica dos Serviços Médicos do Centrinho. Ela explica que isso acontece geralmente nas primeiras 12 semanas de gestação. A recomendação é que a mãe traga o bebê ao Centrinho assim que recebe alta da maternidade, para ser orientada com relação à alimentação e a outros cuidados. Com três meses já é realizada a cirurgia do lábio e, com um ano, a do palato. Estima-se que a cada 650 crianças, uma nasça com malformação labiopalatina.

 

Reaprendendo a ouvir

Luis Gustavo Paiva Lustosa, de 14 anos, é um dos pacientes que chegou de fora. Aos 18 meses, ele contraiu uma meningite que o deixou com surdez profunda. A única solução foi um implante coclear feito quando tinha quatro anos. Ele já consegue falar ao telefone e frequenta a 7ª série, com “reforço”.

A intenção é que Luis Gustavo possa ser acompanhado em Brasília, onde reside, por fonoaudiólogo e otorrino treinados no Centrinho de Bauru. Da mesma forma que Rafaela venha a ser atendida em algum centro próximo a Catiguá (SP). Para os que chegam de fora, há um serviço de apoio na cidade mantido pela comunidade.

O implante coclear, também conhecido por “ouvido biônico” – e que tem diversas causas, consiste na implantação de equipamento eletrônico computadorizado que substitui o ouvido. Em 1985, o Centrinho foi pioneiro nesse tipo de implante.

 

Reabilitação integral e humanizada

Além do ensino e pesquisa, é a reabilitação integral e humanizada que torna o Centrinho um hospital de referência nacional. De um lado, a assistência social faz uma busca daqueles que abandonaram o tratamento, procurando as razões e tentando ajudá-los a retornar. A evasão corresponde a cerca de 8% dos pacientes. De outro lado, a ajuda psicológica é considerada fundamental.

Geralmente, o paciente que chegou bebê é acompanhado até a idade adulta, alguns fazem até 20 cirurgias. Muitos têm dificuldade de contato com as pessoas, fecham-se por causa da fissura ou porque ouvem com dificuldade. Para ajudar esses pacientes – além do acompanhamento psicológico permanente – , o Centro realiza até três vezes por ano uma terapia intensiva em que a criança ou adolescente passa um mês trabalhando e brincando em  grupo. A superintendente do hospital, Regina Célia Bortoleto Amantini, explica que o tratamento no Centrinho não é só cirúrgico e de acompanhamento médico, mas também de cuidado das sequelas que comprometem ou impossibilitam um convívio socioeconômico. A terapia também é feita com os pais, que sofrem um impacto quando veem que o filho nasceu com uma fissura.

O Centrinho tem 707 funcionários, cerca de 70% trabalhando diretamente com pacientes, entre eles, 54 médicos.  No momento, o hospital atende, por mês, 48 casos de fissura e 150 de deficiência auditiva. Só ano passado, realizou 5.729 cirurgias de todos os portes, entre elas 3.042 operações plásticas e neurocirúrgicas. No total, foram 196.569 atendimentos complementares.

O Centrinho atende exclusivamente o SUS. Por ser um hospital da universidade, é 80% mantido pela USP, 15% pelo SUS e 5% por órgãos de fomento.


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