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CAPA

EDITORIAL (JC pág.2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
José Luiz Gomes do Amaral, atual presidente da WMA


ALERTA (pág. 4)
SMS solicita identificação de todo caso suspeito


CREMESP (pág. 5)
Anuidade 2012 - pessoas físicas e jurídicas


PLANO DE CARREIRA (pág. 6)
Reunião avalia questões para delinear a carreira de médico


DEMOGRAFIA MÉDICA (págs. 7, 8, 9)
Levantamento traça perfil dos médicos brasileiros


ENSINO MÉDICO (pág. 10)
Basta!


MEDICINA E JUSTIÇA (pág. 11)
Evento comemorou os 25 anos do Coned


COLUNA DOS CONSELHEIROS DO CFM (Pág. 12)
Pelo ensino médico responsável


EDUCAÇÃO CONTINUADA (pág. 13)
Atualização para o atendimento emergencial de crianças


LEGISLAÇÃO (pág. 14)
Atendimento em situação de desastres


TRISTE FIM DA EC 29 (pág. 16)
Sem dinheiro, propostas para melhorar o SUS serão inviabilizadas


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Edição 288 - 12/2011

DEMOGRAFIA MÉDICA (págs. 7, 8, 9)

Levantamento traça perfil dos médicos brasileiros


Cremesp e CFM lançam estudo inédito

Pesquisa apresenta dados e descreve importantes desigualdades na distribuição de médicos no Brasil



Estudo foi divulgado durante coletiva de imprensa em Brasília, dia 30 de novembro

A população médica brasileira cresce de forma acelerada e constante, é mal distribuída no país, concentrada nas regiões Sul e Sudeste, nas capitais e nos estabelecimentos de saúde privados, de acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades, lançado pelo Cremesp, em parceria com o CFM (veja ÍNTEGRA).

Além do perfil demográfico dos médicos, o estudo detalha a distribuição geográfica e a presença nos setores público e privado da saúde, traz um censo inédito dos especialistas e faz comparações internacionais.



Desiré Callegari e Aloisio Tibiriçá (CFM) e Renato Azevedo (Cremesp)
entregam o documento ao chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Mozart Sales (2º, à direita),
e ao secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde , Milton Arruda (2º, à esquerda)
 

Apresentado em coletiva de imprensa, dia 30 de novembro, e durante o II Fórum de Ensino Médico, em 1º de dezembro, na sede do CFM, o trabalho foi encaminhado aos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, às lideranças do movimento médico, parlamentares, gestores públicos e privados e especialistas em ensino e trabalho.

“Pretendemos chamar atenção para a necessidade de melhor embasamento de algumas soluções do governo, a nosso ver equivocadas. Entre elas, podemos citar a estipulação de médicos por habitantes baseadas em taxas de países que pouco têm a ver com Brasil, a abertura de cursos de medicina, a implantação do serviço civil voluntário para recém-formados, tendo como contrapartida vantagens para o ingresso nos programas de Residência Médica, e flexibilização da revalidação de diplomas daqueles que se formaram no exterior“, afirmou Azevedo.

Brasil
Crescimento do número de médicos é maior que o da população

O estudo Demografia Médica no Brasil conclui que o país assistiu a um crescimento exponencial histórico do número de médicos em atividade e conta com substancial reserva de profissionais em atividade, resultado da conjunção dos seguintes fenômenos:

- O crescimento quantitativo de médicos é maior que o a da população em geral - De 1970, quando havia 59 mil médicos, o Brasil chega a 2011 com 372 mil profissionais, um salto de 530%. No mesmo período a população brasileira cresceu 105%;
- A entrada de médicos no mercado de trabalho (novos registros) é maior que a saída (inativos) - A partir do ano 2.000, houve um crescimento natural de 6 mil a 8 mil médicos, o que significa maior reserva de médicos;
- A Medicina no Brasil passa por um processo de juvenilização - A média é de 46 anos. O grupo de até 39 anos representa 42,5% do total, representando perspectiva de maior ciclo de vida profissional e, consequentemente, de maior reserva de médicos;
- Abertura de escolas pressiona o aumento da população médica – 185 faculdades ofertam cerca de 17 mil vagas. Entre 2000 e 2011, houve um boom de 77 escolas inauguradas (52 particulares), o que resultará num maior crescimento do número de médicos nos anos seguintes.

Distribuição é marcada por desigualdades

Além da concentração geográfica de profissionais nos grandes centros,  o setor privado da saúde conta com maior presença de médicos

O Brasil possui 1,95 médico registrado para cada 1 mil habitantes, mas há desigualdades significativas na distribuição dos profissionais pelo país e na alocação de postos de trabalho nos serviços públicos e privados.

Distribuição regional
Os estados do Norte (0.98 por 1 mil habitantes), Nordeste (1,19) e Centro-Oeste (1,99) contam com a metade dos médicos que estão concentrados no Sul (2,03) e no Sudeste (2,61). Os cidadãos que moram no interior dos Estados dispõen, em média, de duas vezes menos médicos do que aqueles que vivem nas capitais (4,22 por 1 mil habitantes). A diferença entre os extremos – morador do interior de um estado pobre e o residente de uma capital do Sul ou Sudeste – é de quatro vezes, no mínimo.

Concentração no privado
A população coberta por planos e seguros de saúde privados têm à sua disposição no Brasil quatro vezes mais médicos, do que os cidadãos que dependem exclusivamente do SUS (1,95). Em vários estados (gráfico abaixo), a desigualdade público-privada é ainda mais acentuada.

Especialistas e generalistas
O Brasil conta com aproximadamente 55% de médicos especialistas e 45% de generalistas. Nos mesmos locais e regiões onde existe concentração de médicos em geral, há também de especialistas (Figura baixo). O enorme contingente de generalistas – parte deles com larga experiência profissional – pode ser considerado um fator positivo para o sistema de saúde brasileiro e, eventualmente, um elemento regulador da diminuição de desigualdades na demografia médica.


Distribuição de especialistas titulados (total), segundo Grandes Regiões - Brasil, 2011 

Comparações internacionais
O Brasil do interior menos desenvolvido se aproxima das taxas africanas de concentração de médicos. Já o Brasil dos grandes centros e do setor privado, tem médicos em proporção muito acima da média europeia. Em números absolutos, o Brasil possui a quinta maior população de médicos do mundo, com 371.788 profissionais, número registrado até outubro de 2011.


Considerações do estudo


Não é correto afirmar que há falta generalizada de médicos no Brasil. São as desigualdades de distribuição que conduzem a focos de escassez de profissionais em determinadas localidades, redes e serviços de saúde e especialidades médicas.

Sem mudanças estruturais no sistema de saúde brasileiro, a começar pela solução do sub-financiamento, e sem uma política eficaz de presença do Estado, de atração e de valorização dos profissionais de saúde, é possível supor que o aumento do efetivo médico – seja via abertura de mais cursos de Medicina ou por políticas pontuais de incentivos e flexibilidades – acentuará ainda mais as desigualdades.

São Paulo tem aumento acelerado de médicos

O Estado de São Paulo concentra 50,78% dos profissionais atuantes na região Sudeste, representando 28,66% do Brasil – mais de um quarto dos médicos do país, segundo o estudo Demografia Médica no Brasil.

Em outubro de 2011, São Paulo contava com 106.536 médicos – 43,8% deles na Capital –, sendo a maioria (59,1%) do sexo masculino, com média de 45,1 anos de idade e 19,9 anos de formado.

Com essa quantidade de profissionais, o Estado oferece 2,58 médicos registrados por 1 mil habitantes, acima da densidade média  nacional, que é 1,9; e atrás apenas do Distrito Federal, com taxa de  4,02, e do Rio de Janeiro, com 3,57.

Enquanto a população de São Paulo aumentou cerca de 11%, de 2000 a 2010, o número de médicos aumentou 33% (tabela 1). Assim, o crescimento da razão de médicos em relação à população em geral é contínuo em São Paulo, passando de 2,1, em 2000, para 2,5, em 2010.

Evolução no número de médicos e da população no Estado de São Paulo e densidade médico-habitante (1 mil hab), 2000 – 2010 

AnoMédicosPopulação do Estado de São Paulo Densidade (Médico/Habitante)
20007834437.035.456 

2.115

2001 80.684 37.457.393 

2.154

2002 82.619 37.906.414 

 2.180

200385.170 38.340.975 

2.221

200489.719 38.770.813 

2.314

200592.442 39.201.179 

2.358

200695.218 39.620.277 

2.403

200796.888 40.021.813 

 2.421

2008 98.688 40.419.786 

2.442

2009 101.966 40.815.076 

2.498

2010 104.415 41.223.683 

2.533

        


Entrada e saída
Outro fator que comprova o aumento substancial da reserva de médicos em São Paulo é a evolução da entrada maior que a saída de médicos. Em 2010, o Cremesp registrou 4.669 médicos, mesmo ano em que 2.220 profissionais ficaram inativos, num saldo de 2.449 médicos (gráfico acima).

Mulheres e jovens
A exemplo do que ocorre no País, e conforme já abordado pelo Jornal do Cremesp (edição 286 - outubro), a profissão médica em São Paulo passa por um processo de feminização (as mulheres já são maioria na faixa etária abaixo dos 29 anos) e de juvenilização (mais de 40% dos médicos tem menos de 40 anos).

Setor privado
De acordo com o Indicador de Desigualdade Público/Privado (IDPP), criado pela pesquisa, em São Paulo, um usuário de plano de saúde tem duas vezes mais médicos à sua disposição que uma pessoa que usa exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS).  No país, tal desigualdade chega a quatro vezes.

56% dos médicos paulistas possuem título de especialista

São Paulo conta com 59.517 médicos especialistas (55,8%) e 46.112 médicos generalistas (44,2%). Para efeito do estudo, especialista é aquele que possui título emitido por sociedade e/ou concluiu programa de Residência Médica em uma das 53 especialidades médicas reconhecidas.

As especialidades com maior número de médicos são Pediatria (8.001) e Ginecologia e Obstetrícia (6.511) que, juntas, representam 24,38% dos especialistas. Em seguida, vem Anestesiologia (3.782), Cirurgia Geral ( 3.121), Ortopedia e Traumatolgia (2.912) e Clinica Médica (2.750) (quadro abaixo).


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