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CAPA

EDITORIAL (JC pág.2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
José Luiz Gomes do Amaral, atual presidente da WMA


ALERTA (pág. 4)
SMS solicita identificação de todo caso suspeito


CREMESP (pág. 5)
Anuidade 2012 - pessoas físicas e jurídicas


PLANO DE CARREIRA (pág. 6)
Reunião avalia questões para delinear a carreira de médico


DEMOGRAFIA MÉDICA (págs. 7, 8, 9)
Levantamento traça perfil dos médicos brasileiros


ENSINO MÉDICO (pág. 10)
Basta!


MEDICINA E JUSTIÇA (pág. 11)
Evento comemorou os 25 anos do Coned


COLUNA DOS CONSELHEIROS DO CFM (Pág. 12)
Pelo ensino médico responsável


EDUCAÇÃO CONTINUADA (pág. 13)
Atualização para o atendimento emergencial de crianças


LEGISLAÇÃO (pág. 14)
Atendimento em situação de desastres


TRISTE FIM DA EC 29 (pág. 16)
Sem dinheiro, propostas para melhorar o SUS serão inviabilizadas


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Edição 288 - 12/2011

ENTREVISTA (pág. 3)

José Luiz Gomes do Amaral, atual presidente da WMA



Medicina brasileira ganha destaque mundial

As desigualdades são o problema mais relevante a ser enfrentado pelos médicos



O Brasil vem obtendo importante destaque nas discussões mundiais sobre Medicina no âmbito da World Medical Association (WMA), que empossou na presidência o anestesiologista e intensivista brasileiro José Luiz Gomes do Amaral, professor da Escola Paulista de Medicina – Unifesp e ex-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB). Nesta entrevista, Amaral relata as principais proposições – entre elas, dos pacientes afetados pela hanseníase – do Brasil, país que sediou diversas discussões mundiais sobre ética na pesquisa com seres humanos, e os desafios em comum entre médicos de todo o mundo.


Quais as principais bandeiras dos médicos a ser defendidas em sua gestão na WMA?
São muitas as iniciativas propostas e apoiadas pela WMA. Entre elas, a correção das desigualdades, seja nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Elas estão associadas aos fatores determinantes de saúde, isto é, às condições de nascimento, alimentação, crescimento, educação, trabalho e envelhecimento. Propomos a construção de um ambiente de trabalho que permita fixar os profissionais de saúde nas áreas desassistidas e também a coordenação e integração de programas voltados a respostas a desastres na área da saúde. Lutaremos ainda pelo combate à violência que tem atingido profissionais de saúde em todo mundo, associada a conflitos militares e à violência na vida civil.

A WMA aprovou a Declaração de Montevidéu, proposta brasileira sobre preparação dos países para situações de catástrofe. No que ela consiste?
É um conjunto de intervenções voltadas para a classificação – de médicos, outros profissionais de saúde e demais cidadãos – para resposta a situações de desastre. Envolve a integração de iniciativas entre os países, por meio de suas associações médicas, e o desenho de um mapa detalhado e extenso sobre os recursos disponíveis para serem aplicados nesse contexto.

Que outras proposições nacionais estão sendo levadas para a WMA?
O Brasil atua intensamente junto à WMA, em várias¬ áreas. Em Montevidéu, tivemos oportunidade de aprovar outra proposição nossa, contra a discriminação de pacientes afetados por hanseníase e seus familiares. A minuta circulou em 100 países, diversas contribuições foram consolidadas e o texto final foi aprovado por unanimidade, no tempo recorde de quatro meses. Teremos o lançamento, no Brasil, em janeiro, do Apelo global contra a discriminação em hanseníase. A atenção da AMB tem se direcionado às revisões da Declaração de Helsinque, entre outras. Várias discussões a respeito de ética na pesquisa com seres humanos tiveram lugar em nosso país. Participamos ativamente do enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e na questão dos determinantes sociais de saúde.

Como analisa a saúde mundial e quais os principais problemas que afligem a qualidade de vida das populações?
Temos problemas em comum, em contextos bem heterogêneos. Certamente, a questão das desigualdades é a mais relevante. Existe outro aspecto prioritário, que é a solução das doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral), o câncer, o diabetes e as doenças pulmonares. Se as doenças crônicas não transmissíveis são um problema comum a todos os países desenvolvidos ou em desenvolvimento, nos mais pobres as doenças não transmissíveis coexistem com as transmissíveis. Temos uma variedade grande de desafios, como tuberculose, HIV/Aids, hepatite e malária.

Em sua vivência internacional, quais os problemas do dia a dia que desafiam os médicos?
A distribuição e formação médica qualificada são alguns deles, assim como a transferência de função/responsabilidade médica para outros profissionais de saúde ou até outros indivíduos sem qualificação na área. Isso compromete a qualidade da assistência oferecida ao cidadão. Entendemos que a construção de um ambiente de trabalho que permita os desenvolvimentos profissional, pessoal, social e familiar do médico é de primordial importância para que possamos ter uma melhor distribuição dos profissionais de saúde.

Em seus três anos à frente do Comitê de Assuntos Médico-Sociais da WMA, quais os temas debatidos são de especial relevância para o Brasil?
Alguns dos mais recentes são as declarações de Ottawa (sobre a saúde da criança), da relação entre médicos e empresas comerciais, da melhoria contínua da qualidade em saúde, do patenteamento de procedimentos médicos, dos tecidos humanos para transplante e dos princípios orientadores para a utilização de telessaúde para prestação de cuidados de saúde. Além das resoluções sobre desvio de função (Task Shifting) da profissão médica, investimento em saúde pública, reafirmação sobre os embargos econômicos, saúde e de apoio à preservação das normas internacionais da neutralidade médica; e do statement sobre pesquisa em células-tronco embrionárias.

Qual a importância para o atual estágio da Medicina no Brasil termos um médico brasileiro (pela terceira vez) na presidência da WMA?
A presidência da WMA é uma posição privilegiada, que nos permite interagir com as lideranças médicas mundiais. Isso nos possibilita conhecer, em profundidade e extensão, as soluções que encontraram para problemas em comum. O posto oferece a oportunidade de contribuir, com a nossa experiência, para o desenvolvimento da profissão médica e, portanto, para a melhoria da atenção à saúde das pessoas.


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