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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Florentino de Araújo Cardoso Filho


ANOREXÍGENOS (pág. 4)
Resolução Anvisa nº 52, de 06/10/2011


ENSINO MÉDICO (pág. 5)
Fundação Carlos Chagas divulgará resultados


PLANOS DE SAÚDE (pág. 6)
Resolução ANS nº 267: pedido de anulação e revogação


MOVIMENTO MÉDICO (pág. 7)
Saúde Suplementar


ESTUDOS (pág, 8)
Perfil populacional dos médicos paulistas


HOMENAGEM (pág.10)
Dia do Médico - 18 de outubro


AGENDA (pág. 11)
Participação do Cremesp em eventos relevantes para a categoria


CFM (pág. 12)
Coluna dos conselheiros representantes de SP no Conselho Federal


SAÚDE MENTAL (pág. 13)
Controvérsias em Internações Psiquiátricas Involuntárias e Abrigamentos Compulsórios


ATENÇÃO BÁSICA (pág.15)
Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica


BIOÉTICA (pág. 16)
Em discussão a “abreviação da vida”


GALERIA DE FOTOS



Edição 286 - 10/2011

ESTUDOS (pág, 8)

Perfil populacional dos médicos paulistas


Mulheres médicas são maioria entre os mais jovens

“Mudanças terão reflexos nas práticas médicas e nos serviços de saúde”


Feminização da profissão é consistente entre as jovens médicas no Estado de São Paulo: 54,15% são mulheres 

Levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), com base em seus registros profissionais, revela que o perfil populacional dos médicos paulistas passa por mudanças importantes. Dois fenômenos estão em curso: a feminização, com entrada maciça de mulheres na profissão médica nos últimos anos; e a juvenização, que consiste na diminuição progressiva da média de idade dos médicos ativos e do aumento do contingente de indivíduos com idade inferior a 40 anos.

“Essas mudanças são elementos estruturantes da evolução da Medicina e, possivelmente, terão reflexos nas práticas médicas e na organização do sistema de saúde”, afirma o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior.

A presença crescente de mais mulheres e jovens na profissão coincide com o aumento exponencial do número de médicos no Estado nas últimas décadas. O total de profissionais ativos em São Paulo, em agosto de 2011, era de 106.314. São 92.651 médicos a mais que os 13.663 que atuavam no ano de 1970, e 51.063 a mais que os 51.251 ativos em 1990. “Isso é reflexo da abertura de vários cursos de Medicina em São Paulo e da migração profissional atraída pelo mercado de trabalho médico paulista”, avalia Azevedo.

Feminização é tendência consistente
No panorama atual da profissão no Estado (Figura 1), a proporção de médicos é superior à de médicas: são 58,98% (62.681) contra 41,02% (43.597). Mas a feminização da profissão já é uma tendência consistente, tomando por base a faixa etária mais jovem dos médicos pau¬listas. Atual¬mente existem 8.414 (54,15%) de mulheres com idade inferior a 29 anos contra 7.124 (45,85%) de homens (Tabela 1, disponível na versão digital).


Figura 1. Distribuição de médicos em atividade no Estado de São Paulo, segundo sexo, 2011 (Fonte: Cremesp)

O predomínio do sexo feminino entre os jovens profissionais médicos sinaliza que ocorreu maior entrada de mulheres na profissão nos últimos anos. As séries históricas de registros do Cremesp mostram um aumento significativo da presença delas desde 1980. Naquele ano, o número de homens que concluiu o curso médico no Estado de São Paulo totalizou 1.506, sendo 761 mulheres. Os homens representavam 66,43%. Dez anos depois, em 1990, eram 1.298 homens e 995 mulheres, quando a presença masculina caiu para 56,61%. Uma década a mais, em 2000, os homens continuavam predominando, mas por uma margem de diferença menor. Desde então, verifica-se a diminuição da diferença entre os sexos (Tabela 2, disponível na versão digital).

Se é verdade que a tendência de proporções semelhantes entre os dois sexos tornou-se ainda mais evidente a partir de 2007, a modificação da estrutura populacional de médicos, no entanto, pode demorar mais de três décadas para atingir esse equilíbrio.

Fator decisivo para a transformação será a saída do mercado de trabalho dos profissionais que se formaram em períodos anteriores à década de 1970, quando a Medicina ainda era uma profissão essencialmente masculina.

Em estudo anterior do Cremesp, divulgado em 2008, dentre as 53 especialidades médicas oficialmente reconhecidas, não só os homens eram maioria, em 39 delas, como chegaram a ser dez vezes mais presentes em Ortopedia e Traumatologia e em Urologia. No entanto, as mulheres apresentavam larga vantagem em Pediatria e Dermatologia, áreas em que são, proporcionalmente, cerca de quatro vezes mais numerosas que os homens. As médicas ainda são minoria também em Medicina Legal e Medicina Esportiva, dentre outras especialidades.

Tendência global
A presença feminina tem crescido na aprovação em vestibulares e na composição das atuais turmas de Medicina. Esses dados são compatíveis com as pesquisas nacionais sobre ensino superior, segundo as quais as mulheres predominam entre os estudantes universitários. Na graduação, elas já representam 55,1% do total de matrículas e 58,8% dos concluintes, conforme Censo da Educação Superior, divulgado neste ano pelo MEC. Desde 2000, houve um aumento de mais de 80% no número total de matrículas na educação superior no Brasil, sendo que a participação das mulheres aumentou 77% no mesmo período.

A feminização crescente da Medicina é também uma tendência mundial. Levantamento da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que a proporção de mulheres médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005. O estudo aponta que, em média, nesses países, sobretudo europeus, as médicas têm jornada de trabalho semanal inferior e uma vida profissional mais curta que a dos médicos.


Média de idade dos médicos é de 44,9 anos

Além da tendência de feminização, a profissão médica em São Paulo é cada vez mais jovem. A massa de médicos com idade inferior a 40 anos é maior que 40% (ou 44.468 profissionais).

Atualmente, a média de idade dos médicos em atividade no Estado de São Paulo é 44,9 anos, com desvio padrão de 13,8 anos, o que sugere profissão com faixa etária bastante concentrada, em que 68% dos médicos têm entre 31,1 e 58,7 anos.

Há diferenças na faixa etária de homens e mulheres: as médicas apresentam média significativamente menor (41,1 anos) do que os médicos (47,5 anos).

A conformação da estrutura etária dos médicos paulistas e a diferença entre gêneros podem ser melhor compreendidas na pirâmide etária elaborada pelo Cremesp (Figura 2).

Figura 2. Pirâmide etária dos médicos em atividade no Estado de São Paulo, 2011

A juvenização da profissão, marcante para ambos os sexos, fica caracterizada na base larga e relativamente elevada da pirâmide, demarcada pelas idades entre 22 e 40 anos.
A entrada de novos médicos no mercado de trabalho ocorre, com maior frequência, entre os 26 e 28 anos. Por isso, a base do gráfico,  para idades inferiores, é baixa.

A juvenização da Medicina é corroborada pela média de idade dos novos inscritos. Ao longo da década de 1970, os recém-inscritos no Cremesp somavam 19.905 médicos, com média de idade de 26,1 anos na data de formatura. Já na primeira década de 2000, foram 42.897 novos médicos, com média de idade de 25,3 anos. Embora pareça pequena a diferença entre essas décadas, quando é considerado o quantitativo de médicos, estamos diante de um indicador importante de juvenização da profissão médica.

O Cremesp agradece às assessorias de imprensa e aos médicos e médicas da Unifesp (capa), Hospital Samaritano de São Paulo (pág. 8) e Hospital das Clínicas da FMB-Unesp (pág. 9) fotografados para a matéria.

Visualize as tabelas na versão digitalizada desta edição.


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