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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Henrique Carlos Gonçalves enfatiza a importância da união das entidades médicas para a classe


PESQUISA (JC pág. 3)
Resultados de estudo sobre processos éticos-profissionais em cirurgia plástica surpreendem


ATIVIDADES 1 (JC pág. 4)
Cerimônia de inauguração da nova regional de Campinas também homenageou ex-conselheiros da região


ATIVIDADES 2 (JC pág. 5)
A cada edição, os resultados do Exame do Cremesp comprovam o valor da iniciativa para acadêmicos e universidades


ATIVIDADES 3 (JC pág. 6)
Bioética Clínica: obra recém-lançada pelo Centro de Bioética do Cremesp pode ser acessada on line, na íntegra


ATIVIDADES 4 (JC pág. 7)
Novos conselheiros da Casa tomam posse para a Gestão 2008-2013


ESPECIAL (JC pág. 8)
O presidente Henrique Carlos Gonçalves, reeleito para a gestão 2008-2013, apresenta as prioridades deste período


GESTÃO 2008-2013 (JC pág. 9)
Confira a trajetória dos diretores que assumiram esta primeira diretoria da Gestão 2008-2013


INDÚSTRIA (JC pág. 10)
Texto da presidente do CRF-SP, Raquel Rizzi, destaca a importância do trabalho multidisciplinar entre médicos e farmacêuticos


GERAL 1 (JC pág. 11)
Aids na Terceira Idade: médicos devem ficar atentos para esta - real - possibilidade


HISTÓRIA (JC pág, 12)
Hospital Amaral Carvalho: segundo maior transplantador de medula óssea do país


GERAL 2 (JC pág. 13)
Vida de Médico - nesta edição, um flash na trajetória profissional e pessoal da médica piauiense Helenita Sipahi


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
O que pode ser considerado ético para simplificar o trabalho do médico?


PRESIDÊNCIA (JC pág. 15)
Acompanhe a participação do Cremesp em eventos de real importância para a classe


GALERIA DE FOTOS



Edição 253 - 10/2008

HISTÓRIA (JC pág, 12)

Hospital Amaral Carvalho: segundo maior transplantador de medula óssea do país


HOSPITAL AMARAL CARVALHO

Referência nacional no tratamento do câncer

O atendimento gratuito e humanizado do Hospital Amaral Carvalho, oferecido aos pacientes com diagnóstico de câncer, é orgulho para a cidade.

Fundado em 1936 – e denominado até a década de 60 Maternidade de Jaú – hoje o hospital é tido como o segundo maior transplantador de medula óssea do país, possui um hemonúcleo que recebe cerca de 1800 doações de sangue por mês e conta com o suporte de Casas de Apoio. Por oferecer atendimento a pessoas provenientes de diversas regiões do país, é considerado referência nacional no tratamento do câncer.

Com 238 leitos – todos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – é o maior membro da Fundação Amaral Carvalho, composta também pelas Casas de Apoio que abrigam pacientes de cidades mais distantes; o Hemonúcleo Regional, que dá o suporte de hemocomponentes à região; o Espaço Cultural e de Convivência (ECAC), que promove ações de integração entre os pacientes; entre outras instituições ligadas que – graças ao trabalho de aproximadamente 1600 funcionários altamente treinados – oferecem um dos melhores e mais humanizados serviços oncológicos do país.

Além de estender seu atendimento a nove cidades da região, que juntas somam mais de 300 mil habitantes, o hospital também recebe pacientes de outros Estados, o que permitiu atingir, em 2007, um número bastante significativo de atendimentos, abrangendo 728 municípios e totalizando 874.819 procedimentos realizados.

Para o diretor superintendente da Fundação Amaral Carvalho, Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, tecnologia e profissionais altamente capacitados são importantes, mas o atendimento humanizado é fundamental para o progresso do tratamento. “O paciente precisa sentir que tem amigos, que as pessoas que estão trabalhando em seu benefício, isto que é importante na humanização”, afirma.

Hemonúcleo

Para dar conta de toda a demanda de hemocomponentes, foi criado dentro do hospital, em 1994, o Hemonúcleo Regional de Jaú, responsável pela coleta, processamento e distribuição de sangue na região, que engloba 10 municípios. Hoje o Hemonúcleo recebe cerca de 1800 doações de sangue por mês, das quais 80% são de doadores fidelizados. Para manter o nível de doações, são realizadas campanhas em fábricas, hospitais e bairros onde se disponibiliza uma equipe para realizar a coleta. Entre os principais hemocomponentes processados estão os concentrados de plaquetas, concentrado de hemácias, plasma fresco e células-tronco.

O Hemonúcleo conta com equipamentos modernos e o suporte de profissionais altamente qualificados, que contribuem significativamente para a manutenção desses números, mas, para o diretor Marcos Augusto Muad, isso não é suficiente. “A grande tecnologia que nós temos para manter o número de doações é relacionamento humano. É você atender bem o doador, se prontificar a ir aonde o doador está e levar uma equipe capacitada e treinada”, afirma.

Transplantes

Outro orgulho do Hospital Amaral Carvalho é o setor de Transplante de Medula Óssea. O serviço iniciou suas atividades em 1996 e completou, neste ano, mil transplantes realizados, colocando o hospital como o segundo maior transplantador de medula óssea do país – cerca de 15 por mês – ficando atrás apenas da USP. “Tivemos um caso de uma menina de três anos que tinha leucemia e depois, aos nove, a doença ressurgiu e sua única chance era o transplante. Ela foi a primeira a usar o banco de medula óssea do Brasil, e o Hospital Amaral Carvalho foi o primeiro a fazer transplante com cordão desse Banco”, relembra o diretor  superintendente Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro.

Casas de Apoio

Para oferecer um atendimento humanizado – uma das suas principais marcas – o hospital conta com as Casas de Apoio, que têm como função tornar o ambiente clínico mais próximo do lar do paciente e, assim, diminuir as conseqüências trazidas pelo tratamento.

Essas Casas de Apoio abrigam cerca de 300 pacientes entre crianças, adultos e seus acompanhantes, vindos de outras localidades, e que necessitam de tratamento ambulatorial durante um longo tempo. Nelas os pacientes têm acesso à moradia, alimentação, higiene e atividades culturais. Como dependem de doações, as Casas de Apoio realizam campanhas periódicas para continuar prestando bons serviços à comunidade, elogiados pelos usuários. "O serviço de limpeza, em primeiro lugar, é maravilhoso, as refeições são ótimas e muito bem feitas. Eles tratam a gente muito bem e com muita educação, tanto os funcionários como as pessoas que estão hospedadas aqui também”, afirma a paciente e usuária da Casa de Apoio, Clarice Mafra de Campos Malta.

Atividades culturais
O Espaço Cultural e de Convivência Amaral Carvalho (ECAC) busca integrar os pacientes através de oficinas de dança, música, artesanato, prática de esportes, exposições e eventos. As atividades são indicadas durante o tratamento, para ocupar o tempo ocioso entre as sessões e, assim, distanciar o paciente da gravidade da doença.

Apesar de o câncer ter menor incidência sobre crianças, o hospital conta com um moderno setor de pediatria oncológica, com professores de ensino fundamental, que desenvolvem atividades direcionadas às crianças em tratamento, para que tenham o menor impacto possível na vida escolar.

Prevenção do câncer
Para diminuir os casos de câncer, o hospital conta, há doze anos, com a Liga de Combate ao Câncer – que é um grupo formado por voluntárias que têm a missão de orientar a população sobre a necessidade do auto-exame e do acompanhamento médico – e os resultados desse trabalho já são visíveis: o hospital conseguiu reduzir a zero o número de mortes causadas pelo câncer ginecológico.

Atualmente, o hospital passa por dificuldades financeiras, o que torna necessária a realização de campanhas para arrecadação de fundos. “Temos de fazer essas campanhas porque todo ano a luz aumenta, a água aumenta, os salários dos funcionários aumentam, e a tabela do SUS está parada há anos”, lamenta o diretor superintendente da fundação. Segundo ele, as instituições filantrópicas representam hoje 70% dos serviços de saúde prestados no país. “Com qualidade superior à dos hospitais públicos, prestamos esses serviços pela metade do preço”.



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